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UE proíbe termo ‘carne vegetal’ para proteger pecuaristas

UE proíbe termo ‘carne vegetal’ para proteger pecuaristas

 Imagem ilustrativa de um hamburguer vegetal com fibra de caju.
Divulgação
O Parlamento Europeu aprovou, nesta terça-feira (16), uma lei que proíbe o uso do termo “carne vegetal” para produtos à base de plantas, com o objetivo de proteger os seus pecuaristas, informou a agência de notícias France Presse.
Apesar disso, o bloco continua permitindo o uso de denominações como “hambúrguer vegetariano” e “salsicha vegetal”, após um acordo alcançado em março entre eurodeputados e representantes dos Estados-membros.
A proibição – que ainda precisa da aprovação definitiva dos Estados-membros – representa uma vitória para os pecuaristas, que argumentam que os alimentos de origem vegetal que imitam a carne podem induzir os consumidores ao erro e prejudicar seu setor.
“Esta é uma vitória para nossos produtores, para sua experiência e para a transparência que se deve aos consumidores”, afirmou Celine Imart, produtora de cereais e deputada francesa de direita que impulsionou a proposta.
➡️ O texto restringe o uso da etiqueta genérica “carne”, assim como uma longa lista de termos que incluem “vitela”, “porco”, “frango”, “peru”, “pato” e “cordeiro”.
Além disso, define claramente a carne como “partes comestíveis de animais”, proibindo também seu uso para produtos cultivados em laboratório ou à base de células.
Oposição à medida
Os varejistas do setor de alimentos na Alemanha, o maior mercado europeu de produtos alternativos de origem vegetal, tinham se oposto a este veto, junto com ambientalistas e defensores dos consumidores.
O cantor Paul McCartney também havia se manifestado em defesa dos bifes à milanesa de soja e das salsichas de tofu.
➡️ O consumo, na União Europeia (UE), de alternativas vegetais aos produtos feitos com carne quintuplicou desde 2011, segundo dados da organização de consumidores BEUC, impulsionado pela preocupação com o bem-estar animal, o impacto ambiental da pecuária e questões de saúde.
No entanto, o debate ainda não foi concluído. A nova norma será aplicada, em um primeiro momento, até o final do próximo ano.
Para o período seguinte, já estão em curso as negociações sobre a organização comum de mercado da UE para os produtos agrícolas, que é revista a cada sete anos.
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