Quem é o técnico da Colômbia que tem números expressivos e já jogou final de Copa com Maradona
Colômbia 2 x 0 Jordânia | Melhores momentos | Amistoso internacional 2026
Néstor Lorenzo começa, nesta quarta-feira, sua história como técnico em uma Copa do Mundo. Mas o torneio não é novidade na vida do argentino de 60 anos. Ele auxiliou o ex-treinador da Colômbia, José Pékerman, nas Copas de 2014 e 2018, e disputou o Mundial de 1990 com a Argentina.
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A seleção colombiana estreia contra o Uzbequistão, no estádio Azteca, na Cidade do México, às 23h (de Brasília). O jogo terá transmissão da TV Globo, sportv e ge tv. O Grupo K também conta com Portugal e RD Congo.
Veja a análise do Grupo K da Copa do Mundo 2026
Final de Copa do Mundo com Maradona
Lorenzo pertence a um grupo muito pequeno de profissionais que chegaram a uma final de Copa do Mundo como atleta e depois voltaram ao torneio como treinador. Como jogador, ele foi um talento promissor cujo potencial nunca se concretizou totalmente.
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O técnico da Colômbia nasceu em Buenos Aires, em 1966. Foi zagueiro de clubes da Argentina (Argentinos Juniors, San Lorenzo, Banfield, Ferro Carril Oeste, Boca Juniors e Quilmes) e também atuou na Europa, pelo Bari (Itália) e Swindon Town (Inglaterra). Em 1990, foi convocado para defender a seleção argentina na Copa.
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Ele atuou em três partidas. Lorenzo foi titular nos dois primeiros jogos da fase de grupos, mas não convenceu e perdeu a vaga no time de Carlos Bilardo. Voltou a atuar nos 90 minutos da final que terminou com derrota por 1 a 0 para a Alemanha Ocidental. Diego Maradona, na época com 29 anos, disputava sua terceira copa e era o capitão e referência da Argentina.
Maradona e Néstor Lorenzo comemorando classificação da Argentina à semifinal da Copa de 1990
Bongarts/Getty Images
A presença de Néstor Lorenzo na decisão aconteceu por necessidade, depois de a Argentina perder três jogadores por lesão e suspensão na semifinal contra a Itália. O zagueiro substituiu Claudio Caniggia, a estrela e artilheiro do time, que havia se machucado.
A Argentina, que havia chegado à final depois de uma campanha de muita oscilação, teve atuação aguerrida em Roma. Lorenzo foi um dos jogadores importantes dessa batalha e terminou a partida ensanguentado por um golpe de Rudi Völler que passou despercebido pelo árbitro mexicano Edgardo Codesal, “persona non grata” para o povo argentino.
Ele tinha apenas 24 anos, mas sua carreira entrou em declínio depois aquela final. Depois de uma passagem apagada pelo Swindon Town, da Inglaterra, retornou ao futebol argentino e jogou lá até 1998. No Boca Juniors, foi novamente treinado por Bilardo, mas disputou apenas 20 partidas em um elenco repleto de estrelas que não conquistou nenhum título, deixando uma má impressão.
De auxiliar a técnico da Colômbia
Depois de encerrar a carreira como zagueiro, Néstor Lorenzo virou braço direito de José Pékerman durante quase duas décadas. Aliás, foi Pékerman quem descobriu o Lorenzo jogador nas categorias de base do Argentinos Juniors e o apresentou a José Yudica, o treinador do time principal.
A dupla treinou a seleção argentina sub-20 de 2000 a 2001 e comandou a seleção principal do país entre 2004 e 2006. De 2012 a 2018, Lorenzo auxiliou Pékerman na Colômbia.
Copa de 2014
Fase de grupos: três vitórias e liderança do Grupo C
Oitavas de final: vitória por 2 a 0 sobre o Uruguai
Quartas de final: eliminada pelo Brasil após derrota por 2 a 1
Copa de 2018
Fase de grupos: duas vitórias e uma derrota e liderança do Grupo H
Oitavas de final: eliminada pela Inglaterra após derrota por 4 a 3 nos pênaltis
Néstor Lorenzo, técnico da Colômbia
Hector Vivas – FIFA/FIFA via Getty Images
Ele só iniciou sua carreira como técnico principal em 2021, aos 55 anos, quando assumiu o Melgar, do Peru. No clube de Arequipa, Lorenzo conquistou o Torneio Apertura em 2022 e arrumou a equipe que alcançou uma classificação histórica para as semifinais da Sul-Americana no mesmo ano.
A campanha impressionou a Colômbia, que o contratou como técnico da seleção principal, substituindo Reinaldo Rueda. A aposta deu certo e, até a chegada à Copa do Mundo de 2026, os números são impressionantes:
mais de 80% de aproveitamento;
28 jogos invicto desde a estreia até a final da Copa América de 2024, quando perdeu a final para a Argentina na prorrogação;
volta à Copa do Mundo após ausência no Catar, em 2022;
terceiro lugar nas Eliminatórias Sul-Americanas, à frente do Brasil (5º).
— Agora, sou eu que tomo as decisões, e isso é uma responsabilidade muito grande. É muito mais fácil ganhar jogando um bom futebol, de proposta e iniciativa. Trato de armar as equipes nesse sentido. Não sentaria no banco de uma equipe se não penso em ganhar. Eu creio que a Colômbia pode chegar longe. Aspiramos chegar ao último dia, à final. É trabalhar muito e sempre sonhar — disse o treinador antes da estreia na Copa do Mundo. geRead More


