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Conheça a primeira mulher potiguar classificada para Mundial de Ironman

Conheça a primeira mulher potiguar classificada para Mundial de Ironman

Conheça a primeira mulher potiguar classificada para Mundial de Ironman
Entre os milhares de atletas que disputaram o Ironman Brasil, em Florianópolis, no fim de maio, uma potiguar escreveu um capítulo inédito para o esporte do Rio Grande do Norte. Aos 50 anos, a fisioterapeuta e professora da UFRN Lara Bastos conquistou o segundo lugar na categoria 50-54 anos e garantiu classificação para o Campeonato Mundial de Ironman, em Kona, no Havaí. Ela é a primeira mulher do estado a alcançar esse feito.
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A vaga veio na principal e única etapa brasileira classificatória para o Mundial. Lara completou os 3,8 km de natação, 180 km de ciclismo e 42,2 km de corrida em 10h46min, terminando atrás apenas de uma atleta argentina. Agora, ela se prepara para representar o Rio Grande do Norte no Havaí, na prova considerada a mais tradicional e prestigiada do triatlo mundial, marcada para 10 de outubro.
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Lara Bastos foi vice-campeã do Ironman Brasil na categoria 50-54 anos
Arquivo pessoal
A relação de Lara com o esporte começou muito antes do triatlo. Ainda criança, incentivada pelo tratamento da asma, ela iniciou na natação, passou pela corrida e, há pouco mais de dez anos, encontrou na modalidade que reúne as três disciplinas o maior desafio da carreira.
– Eu sempre fiz esporte porque tenho asma. Comecei na natação, depois migrei para a corrida e, há mais de dez anos, pratico triatlo. Eu já admirava a Fernanda Keller e, quando a modalidade começou a crescer mais em Natal, decidi começar. Desde então, já fiz dez meios Ironman e este foi o meu terceiro Ironman – contou.
Lara Bastos exibe o certificado de qualificada para o Mundial
Arquivo pessoal
A consistência virou uma das principais marcas da atleta. Nas três participações em provas de Ironman, Lara subiu ao pódio. Foi terceira colocada em Cozumel, no México, terminou em quarto lugar em Florianópolis, em 2024, e agora conquistou o vice-campeonato que lhe abriu as portas do Mundial. Pouco antes, em abril, também havia sido vice-campeã da categoria no Ironman 70.3 de Brasília.
Embora esteja entre as melhores atletas da sua faixa etária, Lara ressalta que vive uma rotina distante do profissionalismo. Ela concilia os treinamentos com o trabalho como professora do Departamento de Fisioterapia da UFRN, a atuação como fisioterapeuta e a vida familiar.
– Eu sou atleta amadora. Sou fisioterapeuta e professora da UFRN. As mulheres precisam conciliar o treinamento com trabalho, família, casa e o papel de mãe. Isso faz com que poucas consigam representar o esporte. Conquistar essa vaga e ser a primeira mulher do Rio Grande do Norte no Mundial tem um significado muito grande para mim e acredito que também para o esporte do estado – afirmou.
– O triatlo vem crescendo e muitas mulheres estão começando no esporte. Espero que isso incentive outras pessoas e mostre que somos capazes de fazer provas de endurance, independentemente da idade. Tenho 50 anos e acredito que, com treinamento, planejamento e foco, nós mulheres somos fortes o suficiente para alcançar grandes objetivos – destacou.
Disputado em Kailua-Kona, no Havaí, o Campeonato Mundial de Ironman reúne apenas atletas classificados nas etapas ao redor do planeta. Segundo Lara, conquistar uma vaga significa integrar um grupo bastante seleto da modalidade.
– Cerca de 60 mil atletas fazem provas de Ironman ao longo de um ano no mundo inteiro, disputando aproximadamente 3 mil vagas para Kona. Estar classificada significa estar entre as melhores atletas do mundo – concluiu.
Lara Bastos é a primeira mulher potiguar classificada para Mundial de Ironman
Arquivo pessoal
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