Paulistão 2027, CT e sonho de voltar à Série B: Macedo detalha planos da Ferroviária
Jorge Macedo fala sobre acesso da Ferroviária ao Paulistão
O diretor-executivo de futebol da Ferroviária, Jorge Macedo, revelou detalhes do planejamento do clube para o Paulistão de 2027 mesmo em meio à disputa do Campeonato Brasileiro da Série C. Segundo ele, a janela de transferências a partir de julho já poderá indicar os primeiros nomes da equipe que vai jogar a elite estadual depois de quatro temporadas.
Jorge Macedo, executivo de futebol da Ferroviária
Guilherme Moro/Ferroviária SAF
Em entrevista exclusiva ao ge por cerca de 30 minutos, o dirigente da Ferroviária fez um balanço dos dois anos de trabalho até aqui e também revelou bastidores da campanha que resultou no acesso à elite estadual e o vice-campeonato da Série A2.
Além disso, detalhou como estão as obras no Centro de Treinamento do clube, que pode começar a receber os primeiros treinos no próximo ano.
Jorge Macedo, executivo de futebol da Ferroviária
Guilherme Moro/Ferroviária SAF
Macedo também abriu o jogo e reconheceu os erros cometidos pela Ferroviária no rebaixamento da Série B de 2025 e comentou as expectativas de voltar à divisão na próxima temporada, já que o time está no G-8 da Série C e em ascenção após o fim da A2.
Confira, abaixo, o bate-papo com o executivo de futebol.
Globo Esporte – Você chegou ao clube em maio de 2024. Foram dois acessos e um rebaixamento. Qual o balanço até agora nesses dois anos de trabalho?
Jorge Macedo – Tem sido uma experiência muito boa. Tivemos dois acessos. Da Série C para B e da A2 para o Paulistão. Foram campeonatos difíceis. O clube está se estruturando, num planejamento de longo prazo para se tornar autossustentável e, para isso acontecer, tem que ter um pensamento e planejamento de futebol muito definido. A gente vem fortalecendo cada vez mais as categorias de base. Temos o Eduardo, de 18 anos, titular absoluto do time, Thiagão, de 20 anos, entrando, o Schilling. Foram utilizados mais de 15 jogadores da base neste primeiro semestre e muitos com protagonismo. Thiago foi um dos artilheiros e revelação da A2. O clube também está se estruturando fora dele. A gente vem em um processo de montagem do centro de treinamento. A terraplanagem já está toda feita. Agora é a parte do desenvolvimento dos gramados. São quatro gramados. Também estamos em processo de montagem de vestiários e academia e, num próximo passo, fazer toda a questão de alojamentos, refeitórios. É um processo demorado, de investimento alto e que aos poucos estamos conseguindo fazer para o clube mudar de patamar.
Foi sua segunda Série A2 e neste ano com um formato novo. Qual a sua avaliação desse campeonato, dentro da sua experiência no futebol?
– É um campeonato muito difícil. Não tinha essa dimensão do que era. Nunca tinha participado. É a minha primeira experiência no futebol. Tenho 30 anos no futebol, fiquei 21 anos no Inter, saí para Vitória, Fluminense duas vezes, Ceará e sempre tive vontade de vir ao futebol paulista. Quando eu recebi o convite prontamente eu prontamente aceitei, mas não tinha dimensão o quanto é difícil. Fazendo análise de planteis, investimentos dos clubes, a Série A2 é um terceiro, quarto estadual a nível nacional. Tem o Paulistão, Carioca, Mineiro e Gaúcho mais ou menos parelho, e aí já vem a A2 num nível de investimento. É um campeonato difícil, com muitas equipes organizadas, muitas SAFs que entraram nesse mercado. Esse ano foi um campeonato muito longo. A gente até tentou modificar o formato, porque o mata-mata não prioriza quem tem a melhor campanha. Foi o que aconteceu com a Ferroviária em 2024, que fez a melhor campanha e saiu para o oitavo. Esse ano a ideia era não ter mata-mata, mas sim os primeiros dos quadrangulares subirem. Mas foi para votação e ainda optaram por mais um mata-mata, além da final. Foram muitos jogos. Teve alteração do calendário por conta da Copa e a gente jogou seis partidas da Série C junto com a A2. Jogamos em São José dos Campos (SP) na A2, aí já viajamos para Maringá (PR), depois voltamos. Aí foi jogar em Fortaleza, voltou. Foi muito desgastante. É um campeonato muito difícil, com times que fazem investimento alto com boas equipes. Os jogadores já estão indo para times das séries C e D do Brasileiro. Foi difícil, mas a gente conseguiu o acesso.
Jorge Macedo, executivo de futebol da Ferroviária, em entrevista ao ge
Guilherme Moro/Ferroviária SAF
O acesso tira que peso das costas da Ferroviária?
– Era um peso muito grande. A gente buscava bastante. A gente sabe o tamanho da Ferroviária e o tamanho do investimento que a gente fez. No ano passado a folha era ainda melhor. Era um clube de Série B jogando uma Série A2. Esse ano continuamos com alguns jogadores da Série B e também fizemos um investimento alto para subir. Tem sempre essa pressão e ainda teve a dificuldade de começar o quadrangular com duas derrotas. Foi um momento de muita resiliência. A gente não vinha jogado mal, mas acabamos tendo duas derrotas, uma delas em casa, muito difícil e que atrapalhou nossa campanha. Depois, foram quatro match points, que não podia falar. Tinha que ganhar as quatro para classificar. Foi uma pressão muito grande e a gente suportou bem. Os atletas foram resilientes e fizeram um trabalho fantástico, a ponto de se cuidar, de participar de duas competições, mudar a chave das competições, da importância do campeonato para o clube e para eles mesmos. Conseguimos colocar isso na cabeça deles e eles tiveram uma desenvoltura muito boa, fora muito guerreiros. Foram muitas viagens, muito tempo fora de casa e conseguiram, mesmo com essas adversidades todas, classificar. O grupo teve foco para reverter, entrar bem no mata-mata e conseguir o acesso.
O que muda com o Paulistão, que vai ser o primeiro da sua carreira?
– Eu acho que a gente vai ter uma facilidade maior no mercado. É difícil um jogador querer jogar Série A2. A gente competia com muitos times da A1. Os jogadores preferiam jogar três meses na A1 do que vir jogar a temporada inteira na A2 e depois Série C. A gente vai conseguir ter um planejamento melhor. Ainda estamos buscando o acesso na Série C, porque a gente almeja estar na A1 do Paulista e na Série B. Aí sim o clube muda muito de patamar. Esse é objetivo para 2027.
Jorge Macedo fala sobre desafios da Ferroviária no Paulistão
E ainda pode chegar na Copa do Brasil via A1, né?
– Com certeza. Tem todo esse cenário de Copa do Brasil, conseguir fazer um time de maior qualidade, ter um recurso maior para fazer o clube se tornar autossustentável. Hoje as competições que a gente disputa são deficitárias, A2 principalmente. Hoje o clube vive de aporte dos investidores. Se conseguir o acesso para Série B, tem um poder de investimento muito maior.
Na Série C agora o time está 100% focado e conseguiu uma engrenada. Qual o patamar da Ferroviária na competição?
– A gente tem um time muito competitivo, com condição de jogar de igual para igual com todas as equipes. Temos uma sequência sem perder. É uma equipe que o Rogério conseguiu montar bem e ele conhece muito bem a competição, já foi campeão no Volta Redonda. Teve até uma situação parecida com agora. O Volta Redonda também estava quase na zona de rebaixamento e conseguiu buscar o título. É uma equipe que consegue hoje buscar essa classificação e, depois, é outro campeonato. São duas competições distintas. Depende muito depois no quadrangular, ordem dos jogos também influencia. Eu vejo como dois campeonatos. O objetivo é classificar e depois começa outro campeonato. No meio disso, tem uma janela que começa em julho. É uma janela complicada para todo mundo, porque quem está se destacando tem que tentar segurar. É uma janela escalonada, que começa a movimentar na Série A, depois na Série B e aí que movimenta a Série C. A gente espera ser bem assertivo, trazer reforços pontuais para que a gente consiga mudar o patamar do clube.
Ferroviária em jogo contra o Santa Cruz na Série C
Guilherme Moro/Ferroviária SAF
O clube trabalha com quantos reforços?
– Não tem um número exato, mas em torno de quatro a cinco jogadores. A gente sabe que vai ser difícil, porque está todo mundo atrás e, quem tem esses jogadores, não está se desfazendo. A gente espera trazer jogadores para agregar, fazer diferença. Não adianta ir ao mercado e trazer por trazer. Temos que aprender com os erros do passado. Na Série B do ano passado a gente tinha aquela loucura de ter que contratar e praticamente quase todos os jogadores que a gente trouxe ano passado pouco agregaram. Foram muitos atletas que não eram do clube, que eram emprestados e isso prejudica um pouco o trabalho. Tem que ter muito cuidado com quem a gente vai trazer, tem que ser jogadores com pensamento já no Paulistão, não só na Série C. O Paulista é forte, de nível top, com várias equipes de Série A. Tem que ser muito assertivo nisso, no perfil de jogadores, que venha para agregar. Hoje a gente tem um grupo muito bom, qualificado, de homens, de caras sérios, com objetivo de fazer história no clube e mudar o patamar da Ferroviária. Não podemos deixar que nada atrapalhe isso.
Tem as posições?
– A gente está mapeando, depende muito se vai ter saída de jogador, porque a gente sabe que é um clube que pode ter alguma proposta de alguma venda, alguma coisa. Isso vai depender muito do que a gente vai movimentar no mercado.
Jorge Macedo fala sobre planejamento de reforços para Ferroviária
O que você pode falar sobre o Rogério? Como foi o processo de escolha? A impressão que passa é que ele se identificou e se entregou pelo clube. É essa a percepção de vocês?
– Com certeza. O Rogério a gente já acompanhava há muito tempo. É um treinador jovem, que foi jogador e eu via muito nele essa questão da competitividade, essa energia, essa entrega e as equipes que ele montava. Eram jogadores desconhecidos. Quando eu estava no Ceará fomos buscar com ele no Volta Redonda o Saulo Mineiro, que era artilheiro da Série C e cresceu para nível de Série A. Acompanhei muito a forma que ele montava as equipes. Sempre me chamou atenção. A gente fez uma conversa bem clara com ele sobre os pensamentos dele sobre futebol e a gente viu que batia muito com as ideias do clube. Ele é um cara muito agregador, que trabalha demais, tem energia fantástica, duro na cobrança, cobrança diária com os jogadores, mais ao mesmo tempo ele tem o lado de ter sido atleta, saber lidar com jogadores, o lado humano. E taticamente ele estuda muito o adversário, prepara muito bem a equipe durante a semana para o jogo, faz muitas correções na equipe. Está sempre querendo crescer, evoluir e trabalhar para o clube. E é difícil. Quando um treinador chega ao clube, o que ele faz? Ele começa já a falar de contratar, trazer jogador. E o Rogério a gente apresentou nosso elenco, mostrou os meninos da base que era para potencializar e ele colocou os meninos para jogar. Eles foram correspondendo. Já eram jogadores que estavam aqui e não eram utilizados. Potencializou muito os meninos, os outros jogadores que estão ali. Ele potencializa muito os atletas e a equipe. Tem a energia com a torcida. Conseguiu trazer a torcida de volta, de ter o prazer de torcer pela Ferroviária. A gente sentia muito e o torcedor estava muito magoado pelo rebaixamento na Série B. A gente gerou uma expectativa ao longo da competição era de fazer uma Série B tranquila, mas não sustentamos e isso machucou muito o torcedor. Mas o Rogério trouxe o torcedor, conseguiu fazer a equipe se identificar com a torcida e coma cidade de novo. A gente espera que isso cresça mais ainda, que o torcedor retorne, tenha orgulho. Isso vai fazer a diferença. Fez na reta final da A2 e vai fazer na Série C.
Ele fica no Paulistão?
– Sim. O contrato com ele é de mais uma temporada. Agora fizemos um ajuste no contrato dele de novo. Esperamos que ele fique todo esse contrato. Sabemos o quanto é importante. E ele também sabe da importância de estar num Paulistão e na Série B.
Rogério Corrêa, técnico da Ferroviária
Guilherme Moro e Vinicius Silva/Ferroviária SAF
Você chegou a tocar no ponto do rebaixamento da B para C. O que dá para aprender com essa queda? Quais as lições tiradas?
– Foi muito sofrido e muito difícil. A gente sabia que seria uma competição complicada, mas ao mesmo tempo a gente conseguiu ter resultados que nos deram tranquilidade em 80% da competição. Conseguimos trazer jogadores para agregar, mas na reta final faltou um pouco de estar todo mundo. Quando tem um rebaixamento, não é na conta de um setor ou de outro. Todo mundo tem sua parcela de culpa Um dos grandes aprendizados é que as pessoas que a gente trouxer para dentro do clube grande como a Ferroviária tem que ser pessoas comprometidas e que saibam que terão continuidade no projeto. Isso faltou. Vieram muitos atletas sem identificação com o clube, emprestados, contratos curtos e a maioria, apesar do rebaixamento, ainda deram um upgrade na carreira, porque fizeram uma competição boa. Ao mesmo tempo, temos que sempre que estar com jogadores queiram estar no clube, que sabem que vão fazer parte, ter uma sequência, fazer história. O pensamento foi nesse aspecto. A gente aprendeu muito com isso, de trazer pessoas com pensamento de permanência, projeto mais longo, não vir aqui só de passagem de três meses. Tem que se sentir parte. Isso a gente pecou. Começou a ter muita rotatividade muito grande de jogador, as trocas de comando que não conseguimos acertar. Foram diversos fatores que nos prejudicaram e acabaram culminando nesse rebaixamento muito dolorido, mas que serviu muito de aprendizado. Até para saber se o clube estava preparado para aquilo ali. Daqui a pouco o clube ainda não estava preparado para disputar uma segunda divisão da maneira que foi, porque o clube saiu, em praticamente dois anos, da Série D para jogar uma Série B, estava na A2 e jogando Série B. Precisava dessa maturidade para jogar. E hoje sinto o clube todo mais maduro, todo mundo entendendo. Tiro como uma experiência muito boa, de jogar um campeonato forte e jogar de igual para igual. O ponto de corte foi um jogo com o Volta Redonda, que se a gente ganha ficava a três pontos da classificação. Como não ganhamos, ficamos a sete, no meio de tabela e acabou que tinha pouca chance de acesso. Depois desse jogo ainda tinha o Amazonas em casa, que se ganhasse também entrava na zona de classificação. Vejo que tudo isso são momentos, são fases e têm que servir para gente como aprendizado para não cometer os mesmos erros, fazer a autocrítica, saber o que aconteceu, onde cada um errou e sair fortalecido. A gente saiu muito mais fortalecido, muito mais casca, uma resiliência maior, que nesse momento da Série A2, por exemplo, serviu. Essa resiliência que a gente aprendeu na dor, na porrada, que a gente aprendeu que não ia mais repetir e não aconteceu, por isso conseguimos o acesso. Talvez se fosse diferente a gente poderia ter ruído nas duas derrotas (do quadrangular). Essa casca que a gente criou para não repetir de novo, resiliência, foi importante. Nunca é bom, mas serviu de aprendizado.
Jorge Macedo abre o jogo sobre rebaixamento da Ferroviária na Série B e fala sobre a base
E isso se reflete na montagem do elenco, também. Comprou o Dênis em definitivo, vários jogadores vieram com contratos de compra, não só por empréstimo. Você acha que isso já se reflete nesse tipo de aprendizado?
– Sim, com certeza. Temos o Dênis, Albano com contrato mais longo, renovação do Vitor Barreto, Lucas Rodrigues, vários jogadores que já eram da casa. Também a possibilidade dos jovens, que acho fundamental num clube de futebol. A gente é um clube de formação que faz um investimento muito alto na base. Hoje temos cerca de 40 jogadores de base em outras equipes, que a Ferroviária tem percentual. E a gente tinha poucos atletas dentro do nosso time. E esse ano a gente conseguiu isso, colocou como parte do planejamento para agora e para mais adiante, de formar jogadores para a primeira equipe. Temos uma integração muito grande com as categorias de base, os técnicos se conversam muito, os jogadores treinam juntos. A comissão técnica do profissional assiste aos jogos, está sempre junto para que esse jogadores cheguem à primeira equipe mais qualificados. De ter essa distância menor, para que o jogador já chegue sabendo como é o treinamento, como funciona a parte física, parte técnica, parte tática. A gente está aproximando esse ano e é está sendo muito bom. É muito gratificante ver os meninos conseguindo suportar competições nacionais. O jogo do Maringá (estreia na Série C) era praticamente o time da Copa São Paulo que estava jogando, perdeu no finalzinho por 3 a 2. O jogo contra o Guarani (Série C), que é uma grande equipe do futebol brasileiro, também um monte de menino jogando. Isso é gratificante. A gente vê que o trabalho tem qualidade. Agora é ter planejamento e coragem para usar os meninos. Não precisa trazer um segundo, terceiro reserva se tem os meninos da base. Às vezes alguns podem até virar titulares, como está acontecendo hoje.
Quanto a base representa nas receitas do orçamento, de movimentações, ou varia muito?
– Varia muito. Esse ano deve ter uma receita grande. Teve a venda do Ricardo Mathias, que a gente tem um percentual. Agora tem a expectativa na janela de ter a venda de Wallace Yan (Flamengo), Benedetti (Palmeiras), que também tem percentual. Teve o acordo da ida do Miguel para o Bragantino. É uma fatia boa e a gente vai cada vez mais amadurecendo. Esses jogadores também vão amadurecendo. A gente tinha o Gustavo Prado no Inter, que foi emprestado ao Ceará.
Eduardo, lateral-esquerdo da base da Ferroviária que é titular no profissional
Guilherme Moro / Ferroviária SAF
E o CT? No começo foi anunciado para um ano e meio, mas teve uma parada. O que aconteceu?
– A gente teve que dar uma parada. E aí que eu falo do clube estar preparado para esses acessos. A gente teve um “azar”, uma mudança de cenário quando subiu para a Série B, porque tinha uma expectativa de uma continuidade do que se vinha recebendo antes, de R$ 14 milhões, R$ 15 milhões ou até um aumento de receita da Série B. E acabou havendo a renovação da Série A e a Série B ficou de fora. Tivemos que tirar recursos que a gente tinha, que era do CT, e acabou investindo no clube para poder tapar essa diferença drástica de orçamento. Agora que está retomando. A gente tem um planejamento, investimento. Parte de dinheiro que entra de venda de jogadores, receita extraordinária que entra, a gente coloca no CT. Foi assim para aquisição do terreno, que não foi algo barato, foi caro. Toda terraplanagem, preparação. Hoje foram investidos R$ 10 milhões só para fazer os campos. Agora tem mais investimentos altos. Conforme vamos obtendo essas receitas extraordinárias nós vamos investindo no CT, que a gente sabe que é fundamental. Hoje a gente tem a prefeitura, que nos ajuda. Treinamos no Botânico, que a gente cuida do campo. Toda essa parte é própria da Ferroviária e a gente está num nível de treinamento bom, mas a melhor coisa que tem é ter um centro de treinamento para estar todo mundo junto, a base ter uma integração maior. Vai fazer uma diferença muito grande. Tem que preparar o clube para conseguir. Acredito que agora a gente retome e pelo menos consiga fazer até o fim do ano os dois campos, já comece a parte de vestiário, academia, para ver se na temporada que vem, ou no meio do estadual já ter boa parte do CT.
Jorge Macedo fala sobre construção do CT da Ferroviária
Como está dividida a obra?
– Vamos fazer por módulos. Não tem como faze totalmente. Vamos fazer o profissional primeiro, com dois gramados, vestiários e academia. Depois o gramado da base, mini estádio, vestiários. Depois o módulo da hotelaria. Hoje a gente tem um hotel. Estamos muito bem acomodados na cidade, tem uma estrutura boa, mas ainda estamos precários em nível de gramado e centro de treinamento.
Projeção do novo centro de treinamento da Ferroviária
Divulgação/Ferroviária SAF
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