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Calma. O Haiti é fraco e não ganhamos nada

Calma. O Haiti é fraco e não ganhamos nada

Não resisti a fazer uma brincadeira com o título deste post. No empate do Brasil contra Marrocos, prevendo cenários catastróficos e comentários apocalípticos, comecei também com “Calma”. E lembrei, entre outras muitas coisas, que Marrocos defende nesta Copa o quarto lugar no mundo. Agora, com o 3 a 0 protocolar sobre a fraca seleção do Haiti, mesmo com a brincadeira é preciso calma de verdade – antes que venham cenários eufóricos e comentários empolgados . Até porque, independentemente dos adversários, depois de um ciclo caótico e do pouco tempo de trabalho de Carleto, a seleção só vai entrar minimamente definida e com padrão, a partir do mata-mata. Uma coisa me deixou com a pulga atrás da orelha: contra Marrocos,os problemas se concentraram na primeira meia hora e foram individuais (muitos). Contra o Haiti, a questão individual foi parcialmente resolvida (apenas Rayan foi um zero à esquerda), mas tivemos um segundo tempo inteiro sem saída de bola, porque o Haiti marcou bem.
Brasil 3 x 0 Haiti | Gols | 2ª rodada | Copa do Mundo FIFA 2026
As trocas feitas na formação inicial funcionaram. Danilo foi bem melhor do que Ibañez (com a ressalva de que a questão com este foi ter sentido a estreia, talvez num segundo jogo ele se recuperasse), e Matheus Cunha não deu chance a qualquer nível de comparação com Igor Thiago (não só pelos dois gols, mas por se mexer, dar opção, sair da área e recompor, mas estar no lugar certo quando as chances surgiram). Outro aspecto positivo,que impactou a atuação de Cunha, foi que os três homens do meio voltaram a jogar bem, especialmente Paquetá, que participou dos três gols e foi efetivo também na marcação.
No segundo tempo, duas surpresas relacionadas. Primeiro: o Haiti saiu para jogar – e deu os espaços para contra-ataque que Ancelotti tanto adora, mas faltou precisão nas nossas conclusões. Segundo, nosso adversário suicida abriu três atacantes e em alguns lances o ataque deles entrou (Alisson fez uma defesa milagrosa depois de escanteio, e outras duas perigosas). E sem a bola, o Haiti marcou a saída de bola, e deixou o Brasil em dificuldades – até normais num time em construção como o de Ancelotti, mas saída de bola é um fundamento que precisa ser corrigido e ajustado logo, porque perda de bola perto da área, em pés competentes, pode nos custar a Copa.
Enfim, ficamos no 3 a 0. O que pode não ser bom, porque hoje o risco de o Brasil ser segundo no grupo é concreto – e aí cairíamos numa perna de eliminatórias com muita gente pesada, tipo França e Espanha, o que não é bom. O saldo brasileiro é de 3 gols e o de Marrocos 1. Mas Marrocos pode aumentar muito contra o Haiti, na próxima rodada, enquanto o Brasil deve ganhar da Escócia, mas talvez não consiga tantos gols ante o ferrolho europeu. Mas, insisto: calma! Num estágio de preparação que não está finalizado, é preciso pensar em cada passo, um de cada vez.
A confiança em Carlo Ancelotti, de minha parte, segue firme.
E problemas contra o Haiti, seja quais forem, preocupam. geRead More