Palpites e dicas para Tunísia x Japão pela Copa do Mundo
Holanda 2 x 2 Japão | Melhores momentos | 1ª rodada | Copa do Mundo FIFA 2026
Tunísia e Japão se enfrentam à 1h da manhã de sábado para domingo pela segunda rodada da Copa do Mundo 2026. O Gato Mestre apresenta em parceria com o economista Bruno Imaizumi o potencial de cada resultado.
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Palpite para Tunísia x Japão
Grupo F
Bruno Imaizumi/Gato Mestre
Placar mais provável:
Tunísia 0 x 1 Japão
É provável que o Japão tenha de lidar nesta partida com velocidades com as quais não precisou se preocupar no empate em 2 a 2 com a Holanda, a 46ª equipe em distância percorrida (102,9 km) entre os 48 países que disputam a Copa e a 47ª em número de corridas feitas em velocidades superiores a 20 km/h (6 km percorridos em alta velocidade, 42ª marca, com 342 corridas). A Tunísia teve comportamento diferente na goleada sofrida por 5 a 1 contra a Suécia: seus atletas percorreram 109.7 km (33ª marca) e somados fizeram 452 corridas em velocidades superiores a 20 km/h (21ª marca, na metade de cima da tabela), com 8 km percorridos nessas intensidades (16ª posição entre 48 equipes, ficando no primeiro terço dessa classificação). A goleada para a Suécia mostrou que a Tunísia está mais para o futebol mostrado na goleada sofrida em amistoso contra Bélgica (5 a 0), do que para o que fez nas dez partidas das dez partidas das eliminatórias africanas, quando não sofreu qualquer gol contra seleções muito mais fracas (Namíbia, Libéria, Malaui, Guiné Equatorial e São Tomé e Príncipe).
Contra a Holanda, o Japão percorreu na estreia praticamente a mesma distância da Tunísia (109,4 km), mas em intensidades mais baixas, com 398 corridas acima de 20 km/h (38ª marca) e 6,8 km percorridos nessas velocidades (39ª marca). Fez só três finalizações no primeiro tempo, sofreu um gol no início do segundo, buscou o empate, sofreu o segundo gol e só foi alcançar o empate no final. Foram oito finalizações japonesas, alternando bolas altas e rasteiras, fazendo um gol de cada forma. A Tunísia sofreu 13 finalizações contra a Suécia, nove rasteiras (e três gols) e quatro aéreas (que resultaram em dois gols). No ataque, a Tunísia começou atacando com bolas rasteiras, com duas finalizações assim, mas já perdendo por 2 a 0, passou a finalizar em jogadas aéreas, como conseguiu o seu gol (um cruzamento da direita) em três dessas conclusões. O Japão sofreu dez finalizações contra a Holanda, oito a partir de jogadas aéreas. Levou um gol aéreo (cruzamento da direita do ataque holandês) e um rasteiro.
Suécia 5 x 1 Tunísia | Melhores momentos | 1ª rodada | Copa do Mundo FIFA 2026
A evolução do xG na primeira rodada
Na única vez que conseguiu finalizar de dentro da área (de cabeça), a Tunísia fez o gol. Todas as outras cinco finalizações fora de fora da área, uma da ponta direita e outra da intermediária, conclusões de baixíssimos níveis de ameaça, devido à distância e ao ângulo em relação ao gol.
É impressionante a eficiência mostrada pelo Japão contra a Holanda, seu trunfo para a partida. Apenas oito finalizações, quatro de fora da área, com baixíssimo nível de ameaça: potencial estatístico para 0,44 gol e dois gols marcados, o primeiro deles de fora da área.
Evolução do xG na 1ª rodada Holanda 2 x 2 Japão
Bruno Imaizumi/Gato Mestre
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Metodologia
A projeção parte de uma combinação de parâmetros de ataque e defesa que o modelo usa para estimar, jogo a jogo, as probabilidades de cada resultado ocorrer e, consequentemente, as chances de cada seleção avançar no torneio.
O modelo empregado nas análises segue uma distribuição estatística chamada Poisson Bivariada, que calcula as probabilidades de eventos (no caso, os gols de cada equipe) acontecerem dentro de um certo intervalo de tempo (o jogo). Para chegar às previsões de cada resultado, foi empregado o método de Monte Carlo, que basicamente se baseia em simulações massivas para gerar resultados. O estudo foi desenvolvido a partir de dados de diversas fontes como Globo, FIFA, Opta, Transfermarkt e FBref.
Pontos destacados de algumas seleções consideram o xG, a expectativa de gol, aqui tratado como nível de ameaça imposto aos adversários. As métricas de xG, consagradas internacionalmente na análise do futebol, consideram as características de cada finalização, como distância, ângulo e número de adversários entre a bola e a linha do gol, entre muitas outras características. De cada cem finalizações da meia-lua, sete acabam virando gol, por exemplo. Assim, uma finalização desse local tem expectativa de 7% de virar gol, registrado como 0,07 xG. Cada finalização tem um potencial consideradas suas características, e o potencial de cada uma é somado para determinar o nível de ameaça imposto pelas equipes em cada partida.
*A equipe do Gato Mestre é formada pelos jornalistas Arthur Sandes, Davi Barros, Felipe Tavares, Guilherme Maniaudet, Gustavo Figueiredo, Leandro Silva, Lorrayne Vieira (estagiária), Roberto Maleson, Rodrigo Breves e Valmir Storti, pelos cientistas de dados Bruno Benício e Vitor Patalano e pelo programador Gusthavo Macedo. geRead More


