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Análise: realidade pune um Náutico que prova ainda estar longe para brigar pelo acesso

Análise: realidade pune um Náutico que prova ainda estar longe para brigar pelo acesso

Vila Nova 4 x 3 Náutico: veja todos os gols do jogo
Os três gols sofridos em incríveis 20 minutos em Goiânia e a reação buscada no segundo tempo, com dois gols marcados e a proximidade em empatar, não podem ser tratadas como coisas distintas. Porque o resultado, a derrota por 4 a 3 do Náutico para o Vila Nova, não mascara um vexame geral.
Talvez um vexame atenuado, em função da etapa final. Mas ainda assim um vexame, uma vez que o dano – irreversível, como foi – havia sido feito. Sem surpresas: fruto de uma campanha moldada pela imprevisibilidade nesta Série B. Ora flertando com o ápice competitivo; ora com o completo caos.
E essa postura, em um campeonato longevo, de 38 rodadas, não se sustenta no longo prazo. A regularidade, sim.
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Léo Jance, lateral do Náutico, sai lamentando derrota para o Vila Nova
Heber Gomes/AGIF
Com as peças atuais do elenco, trazidas, todas, sob a chancela dos técnicos Hélio e Guilherme dos Anjos, as atuações do Náutico têm se dado dessa forma. Imprevisíveis.
Tanto faz o time jogar bem e emendar vitórias (América-MG, Operário-PR e Cuiabá), jogar bem e não ganhar (como na derrota para o Fortaleza), não jogar tanto, mas ficar à frente do placar por duas vezes – e ceder o empate (Novorizontino) -, e se desligar em 20 minutos, sofrendo três gols contra o Vila.
Uma prova de que o momento de vulnerabilidade uma hora ou outra apareceria. Resultados, em especial, causados por erros individuais corriqueiros na defesa e o velho problema de pontaria.
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O recado, portanto, fica evidente: é preciso contratar melhor na próxima janela – para não recorrer, curiosamente, a atletas esquecidos no elenco, como Léo Jance (último jogo do lateral havia sido em março) e do atacante Felipe Cardoso, que disputou apenas três partidas no ano.
Longe das decisões
O Náutico, em confrontos grandes nesta Série B, não conseguiu em nenhum momento trazer o protagonismo para si. E contra o Vila mostrou também falta de emocional ao sofrer abalos tão cedo.
– Primeiro tempo foi estranho, foi horrível. Muito abaixo do que nossa equipe pode apresentar. A gente colocou os pingos nos ‘is’ no intervalo, mas o placar era muito extenso – reconheceu Vinícius.
“O desequilíbrio foi péssimo, e pagamos um preço muito alto”, desabafou Hélio dos Anjos.
VILA NOVA X NÁUTICO – SÉRIE B
Mateus Dutra/AGIF
Contra todos os adversários que enfrentou do G-6, o Náutico não venceu nenhum. Além do revés para o clube de Goiás, foi superado por São Bernardo (3 a 0, nos Aflitos), Sport (2 a 0, na Ilha do Retiro), Fortaleza (1 a 0, nos Aflitos) e Criciúma (1 a 0, nos Aflitos). Contra o Novorizontino, empatou em 2 a 2.
Cinco derrotas e um empate em seis confrontos. Em números: 5% de aproveitamento. Um futebol, com este rendimento, incompatível para equipes que almejam o acesso.
Diante do Vila Nova, o que se pode extrair como virtude alvirrubra foi a recusa a se render. Mesmo depois de sofrer três gols em 18 minutos, e ser nocauteado com o quarto no fim do primeiro tempo, o Náutico buscava o gol, mantendo-se postado no campo de defesa adversário.
Técnicos Guilherme e Hélio dos Anjos em treino do Náutico
Rafael Vieira/CNC
Nas estatísticas do ge do primeiro tempo, o Timbu criou, criou, e marcou uma única vez – no susto, com Dodô. Finalizou 10 vezes. O Vila Nova chutou sete; fez quatro. No geral, foram 20 finalizações pernambucanas, sendo nove para fora e nove no gol. Três entraram.
A derrota por 4 a 3 dá recados antigos e novos. Agora, o Náutico acumula o quarto jogo sem vencer, no que é o seu pior recorte da temporada. Um recado para quem, olhando para a Série B, endossava o discurso de acesso. O momento prova o contrário: é hora de colocar os pés no chão.
E que haja clareza com a torcida sobre os objetivos do clube, especialmente por parte dos técnicos Hélio e Guilherme dos Anjos, que dão as cartas no futebol.
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