Brigas boas à vista
As finalistas da última edição de Copa do Mundo vêm monopolizando a maioria das atenções neste Mundial, seja no desempenho coletivo ou na busca por proporcionar recordes individuais às suas estrelas. A França mostrou naturalidade ao passar por cima do frágil Iraque e garantir a classificação. Passa a nítida sensação de muita superioridade todas as vezes que intensifica suas ações.
Mbappé marcou dois gols mais uma vez, ultrapassou Ronaldo na tabela artilheiros da história das Copas, e está empatado com Miroslav Klose com 16 tentos. Só Lionel Messi, que chegou a 18, está na sua frente. Doue brilhou novamente com assistências e Dembelé também balançou a rede nos 3×0.
Escalações
Didier Deschamps fez três trocas no time. Théo Hernández, Tchouaméni e Doué inciaram no banco de reservas. Digne, Koné e Barcola ganharam oportunidade. Já Graham Arnold sacou o atacante Al-Hamadi e o meia Ali Jasim. Reforçou o meio com a entrada do volante Iqbal. Ahmed Qasem jogou aberto pela direita. Bayesh foi para a esquerda. No gol, trocou Jalal Hassan por Ahmed Basil.
Como França e Iraque iniciaram o duelo válido pela 2ª rodada do Grupo I da Copa do Mundo 2026
Rodrigo Coutinho
O jogo
Bem diferente do início moroso que teve contra Senegal, a França, em condição climática mais amena, esbanjou agressividade desde os primeiros minutos diante do Iraque. Transformou o cenário em praticamente um ataque x defesa. Contou com a mobilidade de seus atacantes, que buscaram rápidas combinações, dribles, e iludiram a defesa iraquiana com alguma tranquilidade.
Koné e Rabiot davam ritmo na circulação de bola. Mbappé se movia a partir da referência, se associava com Olise por dentro. Dembele e Barcola trabalhavam mais fixos pelos lados. O primeiro ainda fez algumas flutuações e Koundé ocupou o corredor. Pela esquerda, Digne avançou mais no início e depois se resguardou.
Apesar da dificuldade para bloquear o ataque francês, o Iraque ao menos protegia bem a área, principalmente com o zagueiro Hashim. Mbappé então recuou para arrematar de média distância, com a canhota, e venceu o atrasado Ahmed Basil. Golaço e vantagem no placar em apenas 13 minutos de jogo.
Kylian Mbappe faz gol em França x Iraque
REUTERS/Bernadett Szabo
O time azul só foi diminuir um pouco o ímpeto com a parada para hidratação. Ayman Hussein saiu lesionado. Ele era o alvo dos passes longos iraquianos. O time asiático trocava passes entre seus zagueiros e o goleiro para atrair a pressão da França, mas o que queria mesmo era o passe longo para o centroavante ”raspar” ou escorar. Al-Hamadi, titular na estreia, entrou no comando do ataque.
As ligações diretas diminuíram e algumas boas trocas de passe foram vistas pela esquerda, insuficiente para gerar perigo. O sistema defensivo francês neutralizava os avanços iraquianos com alguma tranquilidade. Os europeus não deixaram de ter o controle do duelo com a posse de bola, só não eram tão agressivo quanto nos minutos iniciais.
O intervalo da partida durou pouco mais de duas horas em virtude da incidência de raios na região do estádio. Foi o primeiro jogo desta Copa do Mundo afetado por isso. A chuva já havia parado quando o 2º tempo começou. O Iraque manteve a ideia da segunda metade do 1º tempo. Avançar com aproximações e trocas de passes curtos, mesmo se a França tentasse pressionar.
Os europeus demoraram alguns minutos para esquentar na retomada da partida. Mas na primeira pressão efetiva que fizeram na saída iraquiana, se aproveitaram de um erros bisonhos do zagueiro Tahseen e do goleiro Ahmed Basil, que entregaram nos pés de Dembelé. Ele não foi egoísta e rolou para Mbappé marcar o 16º gol dele em Copas do Mundo. Ultrapassou Ronaldo!
Koundé e Zidane Iqbal no segundo tempo de França x Iraque
IMAGN IMAGES via Reuters/James Lang
O segundo gol parece ter animado novamente os atacantes franceses, que encaixaram uma sequência de belas jogadas. Dribles desconcertantes, tabelas rápidas, objetividade e finalizações com categoria. Dembelé e Olise quase ampliaram o placar. Graham Arnold tirou Tahseen, zagueiro que falhou no segundo gol e tinha cometido erro parecido também contra a Noruega na estreia.
Sulaka entrou na zaga, mas ele foi apenas mais um a sofrer com o momento intenso que a França vivia. Dembelé recebeu de Olise na área, após mais uma saída de bola ruim do Iraque, e bateu de direita para fazer o terceiro dos Le Bleus. Cherki e Doué foram a campo logo depois da metade da 2ª etapa. Dembelé e Olise foram descansar.
O time perdeu a agressividade por alguns minutos e isso permitiu uma chegada perigosa ao Iraque. Al-Hamadi quase diminuiu, mas a carga ofensiva francesa foi retomada na sequência. Malo Gusto e Akliouche receberam chance. Koundé e Barcola saíram.
Antes de ser sacado para a entrada de Marcus Thuram perto dos acréscimos, Mbappé ainda teve três boas chances para ampliar, mas acabou finalizando mal e não mexendo mais no placar. geRead More


