Copa do Mundo de 2026 reacende tradição dos álbuns de figurinhas e reúne colecionadores em praça de Nova Friburgo
Troca de figurinhas movimenta Nova Friburgo com início da Copa do Mundo
A Copa do Mundo de 2026 trouxe de volta uma tradição que se repete a cada quatro anos: a febre dos álbuns de figurinhas. Em Nova Friburgo, na Região Serrana do Rio, a Praça Demerval Barbosa Moreira voltou a ser ponto de encontro para colecionadores de diferentes idades que se reúnem em busca das peças que faltam para completar as páginas.
No local, crianças, pais, avós e vendedores especializados compartilham o mesmo objetivo: trocar figurinhas, negociar exemplares raros e criar memórias em família.
Foi o caso de Murilo, que esteve na praça em busca da última figurinha necessária para completar o álbum. A missão era encontrar o brasão de Cabo Verde. Ao lado do pai, Yohan, e dos irmãos, ele mantém uma tradição familiar que já atravessa gerações.
— A família é grande, então todo mundo sempre participa, todo mundo faz essa interação. Segue tradições, né? Já vai passando, vai colecionando, guardando todos os álbuns sempre, contou Yorran.
O costume de colecionar figurinhas da Copa é antigo. Os primeiros álbuns chegaram ao Brasil em 1950 e, desde então, conquistam novos adeptos a cada edição do torneio.
Entre eles está o vendedor Leandro Muller, que cresceu em meio às figurinhas e transformou a paixão em profissão.
Segundo ele, a ligação com a Seleção Brasileira começou ainda no nascimento.
— Meu nome é Leandro por causa do jogador do Flamengo que jogou na seleção de 82. Quando eu nasci, meu pai estava fazendo álbum. Em 1986 ele fez, era chiclete Ping Pong, e em 1990 eu comecei a fazer com ele. Em 1994 eu e ele, em 1998 começou eu e meu irmão, e a partir de 2002 eu comecei a vender com meu irmão, e estamos aí até hoje. Estamos usando desde 1982. É bem legal porque não tem idade, não tem sexo, não tem nada, disse.
Além da busca por completar as páginas, algumas figurinhas consideradas raras se transformaram em itens valiosos para colecionadores.
— Essas aqui são as figurinhas raras que a criançada e os colecionadores ficam doidos. Messi, Cristiano Ronaldo, são as mais procuradas. A mais barata custa R$ 20 para a criançada que não consegue tirar no pacotinho. Já a mais valiosa que eu consigo vender é a do Cristiano Ronaldo dourada, que chega a R$ 900. E o colecionador paga esse valor, explicou.
A nova geração também abraçou a tradição. Aos 12 anos, Gabriel Lima frequenta quase todos os dias os encontros na praça.
— Esse ano está muito mais difícil porque tem muito mais países e mais figurinhas. Eu venho mais aqui para trocar, quase todo dia, contou.
Para Leandro, mais do que uma brincadeira, os álbuns se tornaram um elo entre gerações.
—Você vê senhoras fazendo álbum, pais trazendo os filhos. É uma única coisa que une a população e a família, afirmou.
Pacotes de figurinhas da Copa do Mundo 2026
Reprodução Inter TV geRead More


