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Raio-X da Escócia: a seleção que fecha a casinha e deixa para McTominay organizar e decidir

Raio-X da Escócia: a seleção que fecha a casinha e deixa para McTominay organizar e decidir

Ancelotti afirma que não vai mudar o esquema da Seleção
A Escócia enfrenta o Brasil nesta terça-feira, às 19h (de Brasília), pela terceira e última rodada do Grupo C da Copa do Mundo, em Miami.
O confronto vale classificação de diferentes formas. O Brasil quer ficar em primeiro para fazer juz à sua tradição em Copas. Já a Escócia tenta alcançar pela primeira vez a fase eliminatória de uma grande competição internacional.
Já foram dois encontros em Copas do Mundo, todos com vitória do Brasil: 4 a 1 na Espanha, em 1982, e 2 a 1 na abertura do Mundial da França, em 1998.
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A vitória por 1 a 0 sobre o Haiti confirmou a capacidade da equipe de controlar a partir de uma defesa muito forte: abriu o gol e deixou o Haiti vir pra cima. Já a derrota para o Marrocos foi influenciada pelo gol sofrido logo nos primeiros minutos, o que fez os escoceses buscarem atacar mais, mesmo sem tanto sucesso.
Isso porque o trabalho de Steve Clarke é baseado na velha receita de jogar mais fechado e acelerar quando recupera a bola. E para isso, conta com pelo menos um grande jogador: Scott McTominay.
McTominay é a peça central do sistema ofensivo
A Escócia se organiza em um 4-4-1-1 sem a bola, mas muda de comportamento quando inicia seus ataques. Os zagueiros participam da construção, os laterais avançam cedo e Scott McTominay recua constantemente para oferecer uma linha de passe entre o meio-campo e o ataque.
Aos 29 anos, o jogador já foi volante e meia pelo Manchester United e viveu o auge no título nacional italiano pelo Napoli, sob comando de Antonio Conte. Lá, jogou mais adiantado, quase que como um segundo atacante, sendo eleito o melhor jogador do Campeonato Italiano nas últimas duas temporadas.
Ele é praticamente “dono” do time. Recua para participar da saída de bola, oferece linhas de passe entre os meio-campistas e foi um dos principais responsáveis por acelerar a circulação de bola. Contra Marrocos, percorreu mais de 11 quilômetros e esteve entre os jogadores mais envolvidos nas sequências ofensivas da equipe
Escócia constrói com um volante entre os zagueiros e McTominay protagonista
Reprodução
Quem vai marcar McTominay provavelmente é Casemiro, que anda mostrando dificuldade em proteger a linha da defesa. As chegadas de surpresa na área são o ponto forte do jogador. Aliás, não se impressione se você ver ele perto do goleiro buscando a bola e pertinho do gol de Alisson: é o “todocampista” por excelência!
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Escócia vai bem pelos lados, o que influencia o substituto de Raphinha
A partir do seu craque, a Escócia roda a bola e busca seus caminhos. O lado esquerdo concentra boa parte da produção ofensiva. Robertson, que já foi o melhor lateral esquerdo do mundo no Liverpool, oferece profundidade e McGinn se aproxima para participar das combinações.
Contra Marrocos, Robertson participou de 11 entradas da Escócia no último terço e registrou cinco passes progressivos, liderando a equipe nos dois quesitos. Das 26 posses que terminaram no campo ofensivo, 15 passaram pelo lado esquerdo.
Ancelotti certamente pensa nisso ao escolher o substituto de Raphinha. Será que vem alguém para fechar esse lado? Rayan? Martinelli?
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Rayan não escondeu a felicidade de ter entrado em campo
Os cruzamentos são a principal arma ofensiva da equipe.
Contra Marrocos, a Escócia realizou 13 cruzamentos, mesmo número do adversário, apesar de ter apenas 39% de posse de bola. O objetivo é alimentar as movimentações de McTominay, Adams e dos próprios zagueiros nas bolas paradas e segundas bolas dentro da área.
Sem a posse, a Escócia defende em bloco médio, com duas linhas compactas e poucos jogadores pressionando alto. A prioridade é fechar o corredor central e empurrar os ataques para os lados. A equipe sofreu apenas um gol, mas mostrou dificuldades quando foi pressionada na saída de bola, especialmente contra Marrocos.
Escócia se defende num típico 4-4-1-1
Reprodução
O problema aparece quando os adversários conseguem recuperar rapidamente a posse ou pressionar a saída de bola. Justamente o forte do Brasil…
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Steve Clarke buscará repetir o roteiro que trouxe sua seleção até aqui: proteger a área, atacar pelos corredores laterais e transformar McTominay no elo entre a saída de bola e as chegadas à área adversária.
O desafio? Pontuar. A bola rola para Brasil x Escócia às 19h (de Brasília), com transmissão ao vivo da Globo, sportv e getv.
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