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IPCA-15: prévia da inflação sobe 0,41% em junho com pressão de alimentos e energia elétrica

IPCA-15: prévia da inflação sobe 0,41% em junho com pressão de alimentos e energia elétrica

 Inflação
ALOISIO MAURICIO/FOTOARENA/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), considerado a prévia da inflação oficial do país, subiu 0,41% em junho, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (25) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Com o resultado, a inflação acumulada em 12 meses chegou a 4,80%, acima dos 4,64% registrados no período imediatamente anterior.
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A prévia de junho ficou 0,21 ponto percentual abaixo da taxa de maio, que havia sido de 0,62%. O resultado também veio levemente abaixo das expectativas do mercado, que projetava alta de 0,44%. Em junho de 2025, o IPCA-15 havia sido de 0,26%.
Assim como no mês anterior, os maiores aumentos vieram da alimentação e da habitação.
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Segundo o IBGE, os preços de Alimentação e bebidas subiram 0,74% no mês e tiveram o maior impacto na inflação, enquanto o grupo de Habitação avançou 0,72%. Juntos, esses dois grupos explicam cerca de dois terços da alta da inflação no período.
Entre os demais itens, houve variação menor: Transportes teve leve queda de 0,03%, enquanto Saúde e cuidados pessoais registrou alta de 0,47%.

Veja a variação mensal dos preços por grupos:
Alimentação e bebidas: 0,74%
Habitação: 0,72%
Artigos de residência: 0,36%
Vestuário: 0,45%
Transportes: -0,03%
Saúde e cuidados pessoais: 0,47%
Despesas pessoais: 0,34%
Educação: -0,02%
Comunicação: 0,36%

O grupo Alimentação e bebidas desacelerou na passagem de maio (1,38%) para junho (0,74%), mas ainda foi o que mais pesou no índice, com impacto de 0,16 ponto percentual.
A alimentação dentro de casa subiu 0,87% em junho, abaixo dos 1,73% registrados em maio. O destaque foi a batata inglesa, que voltou a registrar a maior alta, assim como no mês anterior.
Entre os itens que mais encareceram no mês estão:
🥔 Batata-inglesa: +29,42%
🍅 Tomate: +17,27%
🫘 Feijão-carioca: +14,29%
🧅 Cebola: +9,54%
Já algumas quedas ajudaram a conter uma alta ainda maior, como:
☕ Café moído: −3,69%
🍏 Frutas: -0,96%
Já a alimentação fora de casa subiu 0,40% em junho, abaixo dos 0,51% registrados em maio.
Dentro desse grupo, a refeição ficou mais cara em ritmo menor, passando de 0,57% em maio para 0,39% em junho. Já o lanche teve leve aceleração, saindo de 0,37% para 0,45% no mesmo período.
Energia elétrica ainda pressiona preços de habitação
O grupo Habitação desacelerou, passando de 1,03% em maio para 0,72% em junho. No entanto, a energia elétrica residencial, que subiu 2,04%, continua pesando no bolso do brasileiro e foi o item que mais influenciou o resultado da inflação.
Essa alta ocorreu, entre outros fatores, pela bandeira tarifária amarela, que acrescenta R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos, além de reajustes nas tarifas em diferentes cidades, aplicados entre abril e maio. Entre os aumentos, estão:
💡Belo Horizonte (5,21%)
💡Recife (3,86%)
💡Fortaleza (5,59%)
💡Salvador (4,78%)
No caso da taxa de água e esgoto, a alta foi de 0,35%, influenciada por reajustes em Curitiba (2,52%) e Brasília (3,97%). Já o gás encanado subiu 0,13%, resultado de um reajuste seguido de uma redução tarifária no Rio de Janeiro.
Higiene pessoal mais cara, transporte estável
No grupo Saúde e cuidados pessoais (0,47%), os maiores aumentos vieram dos artigos de higiene pessoal (1,03%), com destaque para o perfume (2,22%).
Também pesou o reajuste dos planos de saúde, que subiram 0,35% no mês. A alta reflete a autorização da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) para reajustes de até 5,11% em contratos firmados após a Lei nº 9.656/98, com vigência a partir de maio de 2026.
O grupo de Transportes ficou praticamente estável em junho, com leve queda de 0,03%. Dentro do grupo, houve altas em:
✈️ Passagens aéreas: +7,24%
🚌 Ônibus urbano: +1,18%
🚗 Automóveis novos: +0,42%
Já a queda dos combustíveis (-1,22%) ajudou a puxar o resultado para baixo. Entre os combustíveis:
⛽ Gás veicular: + 3,78%
⛽ Etanol: -5,30%
⛽ Gasolina: -0,73%
⛽ Óleo diesel: -1,47%
No caso do ônibus urbano, houve impacto de reduções e gratuidade em algumas cidades em dias específicos, como domingos e feriados em capitais como São Paulo, Salvador, Belo Horizonte e Brasília.
Regionalmente, a maior alta foi em Brasília (0,93%), influenciada pela passagem aérea e pela gasolina. Já os menores resultados foram registrados no Rio de Janeiro, Curitiba e Salvador (0,28%), onde quedas em itens como hospedagem, taxas e combustíveis ajudaram a conter o índice.g1 > EconomiaRead More