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Ferrari deve fazer nova atualização no motor após melhorias do GP da Áustria

Ferrari deve fazer nova atualização no motor após melhorias do GP da Áustria

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Graças aos benefícios do ADUO (sigla para Additional Development and Upgrade Opportunities, em inglês), a Ferrari terá a oportunidade de colocar em prática uma primeira atualização de seu motor já no GP da Áustria, neste fim de semana. E a escuderia já antecipa uma segunda melhoria – desta vez, para o início do segundo semestre de 2026, no GP da Holanda ou Itália.
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Novas rodas traseiras da Ferrari foram decisivas para vitória de Lewis Hamilton em Barcelona
Jay Hirano/SOPA Images/LightRocket via Getty Images
ADUO, em português, significa “Oportunidades adicionais de desenvolvimento e atualização”. É um sistema desenvolvido pela Federação Internacional do Automobilismo (FIA) para ajudar fabricantes de motores em déficit, e evitar grandes desvantagens na F1 sob o novo regulamento técnico.
Os resultados oficiais da primeira etapa do ADUO não foram divulgados pela entidade, mas informações extraoficiais apontam a Red Bull, com seu novo motor Ford, como a equipe com o melhor motor a combustão (ICE) – apesar da própria questionar o fato.
Isso significa que as fabricantes cujo motor a combustão (ICE) estejam 2% aquém do motor da Red Bull poderão receber vários benefícios que para desenvolver seus motores: permissão especial para mais testes, atualizações extra e o reajuste no teto de gastos. Segundo o portal “Motorsport”, a Ferrari estaria 4% abaixo da Ford.
Lewis Hamilton e CHarles Leclerc no GP de Barcelona-Catalunha da F1 2026
Gongora/NurPhoto via Getty Images
A primeira mudança possibilitada pelo ADUO, que a Ferrari pretende introduzir neste fim de semana na Áustria, é sobre a geração de mais calor na câmara de combustão de sua unidade de potência por meio do uso de um cabeçote de aço.
Já a segunda atualização deve mirar o turbo, peça que ajuda na eficiência de um motor de combustão interna ao reaproveitar os gases gerados pelo carro – composto por uma pequena turbina, e um compressor. Espera-se que a escuderia italiana modifique as pás da turbina e o material utilizado o dispositivo.
O turbo da Ferrari já é um diferencial da equipe: ele foi feito menor em comparação com os das rivais para compensar a ausência do MGU-H, o motor que recuperava energia da queima de gases nos carros de F1.
Hamilton nos braços dos mecânicos da Ferrari após vencer em Barcelona
Mario Renzi – Formula 1/Formula 1 via Getty Images
Sem o MGU-H, a unidade de potência exigiu mais gases de escape para alimentar a turbina que, por sua vez, faz o motor responder. Um turbo menor conseguia compensar esse atraso. Entretanto, a FIA impôs um sinal de cinco segundos antes das largadas na F1 para os carros encherem os turbos, o que diminuiu o impacto do turbo menor da Ferrari.
A escuderia italiana vem de uma vitória na F1 em 2026, com Lewis Hamilton. O heptacampeão encerrou um jejum pessoal de quase dois anos e ainda encerrou o período de um ano e meio da Ferrari sem triunfos na F1, ganhando o GP de Barcelona-Catalunha; lá, o time introduziu uma nova asa dianteira e assoalho.
Veja a classificação do campeonato
Embora a Red Bull seja apontada pela FIA como a referência das unidades de potência do grid da F1, quem está na mira da Ferrari é a Mercedes. A equipe alemã ocupa a liderança do campeonato de construtores, do qual a Ferrari é vice-líder; a diferença de pontos entre elas é de 72 pontos. Igualmente, Andrea Kimi Antonelli está à frente de Hamilton no Mundial de pilotos, com 41 pontos de vantagem. geRead More