França vive drama nas laterais, mas setor já revelou heróis improváveis em títulos de Copa
Seleção Copa analisa desempenho do ataque da França
Os gigantes também têm seus pontos fracos. E o calcanhar de Aquiles da favorita França nesta Copa é a lateral. Enquanto o ataque brilha com o trio Mbappé, Olise e Dembélé, os próprios franceses criticam a parte defensiva da seleção, principalmente quando se trata dos lados do campo.
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Ousmane Dembélé comemora seu gol com Jules Kounde
Reuters/Winslow Townson
Curiosamente, foram os laterais franceses que se transformaram em heróis improváveis nos títulos mundiais de 1998 e 2018, quando os craques do time foram parados. Na Copa da França, na semifinal contra a Croácia, o lateral-direito Lilian Thuram marcou seus dois únicos gols pela seleção para virar o jogo. Já na Copa da Rússia, vinte anos depois, nas oitavas contra a Argentina, o lateral-direito Benjamin Pavard acertou um chute de trivela antológico que mudou o rumo da Copa.
Talvez por esses motivos a imprensa francesa já fale em mudanças nessas posições, quem sabe já projetando que Les Bleus precisem ser salvos por quem não se espera.
Theo Hernandez, da França, faz pênalti em Oscar Bobb, da Noruega, na Copa do Mundo 2026, em Boston
Harry Langer/DeFodi Images/DeFodi via Getty Images
Após a vitória da França por 4 a 1 sobre a Noruega, na sexta-feira, as atuações de Jules Koundé e Theo Hernandez reacenderam as discussões sobre as laterais. Segundo o jornal L’Equipe, na direita, Warren Zaïre-Emery, do PSG, e Malo Gusto, do Chelsea, seriam alternativas. Na esquerda, Lucas Digne poderia ocupar a posição de titular. Ele jogou os 90 minutos na vitória por 3 a 0 sobre o Iraque, pela segunda rodada do Grupo I da Copa.
Para o jornal francês, Koundé ainda não mostra confiança pela direita e o pênalti cometido por Theo mostrou uma fragilidade da equipe pela esquerda: “Um problema real para o restante do torneio”, destacou a publicação neste sábado.
Benjamin Pavard chuta para marcar golaço de empate em França x Argentina
Laurence Griffiths/Getty Images
O histórico dos laterais franceses campeões do mundo, no entanto, mostra que pelos lados do campo pode vir a grande surpresa. Em 1998, na semifinal, a França perdia por 1 a 0 (gol de Suker), em Paris, com Zidane muito marcado, quando o lateral Thuram, que nunca havia marcado um gol pela seleção, marcou dois: o primeiro roubando a bola no ataque e, o segundo, em um chute de perna esquerda (ele é destro) na entrada da área.
Na conquista do bi, em 2018, em um dos jogos mais dramático daquela campanha, a França perdia por 2 a 1 para a Argentina, em Kazan, quando Pavard, um jovem improvisado na lateral após a lesão de Djibril Sidibé, recebeu a bola após cruzamento de Lucas Hernández (irmão de Theo e o outro lateral) acertou um chutaço de trivela, na gaveta.
Na terça-feira, a partir da 21h, no estádio de Nova York/Nova Jersey, a França e o mundo começa a saber se o possível tri dos Bleus vai passar novamente pelas laterais.
Lilian Thuram foi um dos símbolos da geração da França que dominou o futebol entre 1998 e 2000 – Quiz Thuram
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