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Análise: e agora, Sport? Já passou da hora de fingir que está tudo bem

Análise: e agora, Sport? Já passou da hora de fingir que está tudo bem

Veja os melhores momentos de Fortaleza 2 x 1 Sport
No futebol, como em tudo na vida, escolhas têm consequências. Umas mais imediatas, outras não. E o Sport, hoje, é reflexo de suas próprias decisões. Não dá para fingir surpresa — e muito menos seguir abraçado a uma realidade distorcida pelo que se vê em campo.
A derrota do Sport por 2 a 1 para o Fortaleza, tirando o time do G-6 da Série B, não surpreendeu em nada quem acompanha a equipe rubro-negra com o mínimo de senso crítico. O que parece estar em falta na Ilha do Retiro.
Presidente Matheus Souto Maior ao lado do vice-presidente Kadico Pereira e do diretor de futebol Lucas Ventura.
Marlon Costa/AGIF
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Enquanto a direção escolheu abraçar a fantasia de que tudo estava no caminho certo, ignorando os muitos alertas dados pelas repetidas atuações da equipe em campo, o choque de realidade veio à tona. Afinal, a saída do Sport do G-6 da Série B não foi um acaso. Pelo contrário.
Enquanto o time vencia pela individualidade do elenco, a direção do Sport trilhava o caminho de abraçar o resultadismo, deixando de lado uma necessária análise crítica do trabalho sem evolução do técnico Márcio Goiano.
As atuações ruins em campo, mesmo nas vitórias, foram maquiadas.
Mais tempo de trabalho também não se traduziu em evolução. O Sport já teve semanas livres, mas em nada mudou o desempenho em campo. E nem tem sinais de que isso vai acontecer.
Presidente do Sport, Matheus Souto Maior, com o técnico Márcio Goiano
Marlon Costa/Agif
Na tentativa de achar culpados externos, com retóricas vazias, o Sport esqueceu de olhar para dentro. E hoje paga uma conta que estava na cara que iria chegar. Por mais que o clube tentasse minimizar.
Sem desempenho e sem resultados, o Sport despencou na tabela. O time, que antes era líder da Série B, agora é oitavo. Uma posição que, sim, reflete escolhas do clube. E não é surpreendente.
Diante deste cenário, o questionamento é: e agora, Sport?
Lance de Fortaleza x Sport, pela Série B
Baggio Rodrigues / Sport Recife.
Sem evolução em campo e sem resultados, com questionamentos internos ao trabalho do técnico Márcio Goiano e o time fora do G-6, qual rota o Sport irá trilhar? O caminho realmente é de uma continuidade?
São perguntas que apenas a direção do Sport pode responder.
O futebol, porém, ensina ano após ano que “empurrar com a barriga”, sem tomar decisões necessárias, pode custar caro.
Direção de futebol do Sport
Paulo Paiva/Sport Club do Recife
O Sport já experimentou isso na prática. Pagou caro em anos anteriores pela omissão em momentos cruciais da temporada.
E em 2026 já viu na pele como manter um trabalho infrutífero (na ocasião, o do técnico Roger Silva) pode custar caro – afinal, o time foi eliminado precocemente na Copa do Brasil.
Para um grupo que foi eleito com discurso de não repetir erros de antecessores, a direção do Sport vem cumprindo uma cartilha que já deu errado em anos anteriores.
Zé Marcos durante derrota do Sport.
Baggio Rodrigues/AGIF
O lado positivo é que ainda dá tempo de corrigir a rota. Embora o cenário seja de quatro jogos sem vencer, não existe terra arrasada. Ao menos matematicamente.
Porque, dentro de campo, está cada vez mais difícil projetar uma evolução de um time que não dá sinais de que vai melhorar.
Mas ainda é possível realinhar o caminho. Só que, para isso, é necessário agir, e não apenas torcer. Porque isso é para quem está na arquibancada, não para quem toma decisões.
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