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Brasil está nas oitavas de final da Copa do Mundo da FIFA™ de 2026

Brasil está nas oitavas de final da Copa do Mundo da FIFA™ de 2026

Como era previsto, o confronto entre as Seleções do Brasil e Japão, válido pela segunda fase da Copa do Mundo da FIFA™ de 2026 foi extremamente complicado, com alternâncias de domínio tático entre as duas equipes. A Seleção Brasileira conseguiu reverter o placar adverso e com a vitória por 2 a 1, manteve-se na competição com a classificação para a disputar a fase de oitavas de final.
No primeiro tempo da partida, a performance coletiva do Brasil teve grandes períodos de oscilações com a equipe japonesa mantendo-se mais organizada. Em boa parte do tempo os japoneses apresentaram esquema híbrido, que mesclou a velocidade nas transições com período de posse de bola.
A impressão que fica é de que o sistema de marcação da Seleção Brasileira não estava organizado, e foi totalmente envolvido pela troca de passes dos japoneses. Faltou objetividade dos atletas brasileiros nas finalizações e maior apreço nos passes para serem mais assertivos. O índice de posse de bola brasileiro era alto, mas, não surgiam chances perigosas de gol.
A falta de linearidade da equipe brasileira deve ser considerada como um ponto de atenção, pois por mais que se tenha superioridade técnica e tática flagrante, as chances de manter a partida indefinida é grande. E, essa indefinição acaba proporcionando oportunidades reais ao adversário e prejudica a performance coletiva da equipe que está melhor organizada.
Este foi o cenário do primeiro tempo do jogo contra o Japão e mostrou a vertiginosa queda de rendimento após sofrer o primeiro gol. Nas fases eliminatórias é imprescindível evitar ao máximo este “apagões táticos”, que podem ser fatais para decretar a eliminação de uma equipe.
Gostaria de salientar a importância do treinador Carlo Ancelotti, tarimbado e que já viveu a maioria dos cenários possíveis no futebol, que soube fazer a leitura correta para modificar radicalmente a postura da equipe brasileira, com apenas algumas substituições. O grupo respondeu bem e se organizou, mostrando resiliência.
Lucas Paquetá foi substituído por Endrick e a dinâmica da equipe foi totalmente alterada, dando maior peso ao ataque brasileiro no segundo tempo da partida. Sem Paquetá, a bola não chegava com qualidade ao setor ofensivo e Matheus Cunha não conseguia voltar para armar jogadas, além de dar certo conforto à marcação japonesa.
O meio-campista Gabriel Martinelli, entrou no lugar de Matheus Cunha, cuja presença no novo esquema não fazia muito sentido. Martinelli deu dinâmica ao grupo, pois é mais técnico e menos físico, não guarda posição e consegue fugir da marcação com maior facilidade. Auxiliou na eliminação do caráter burocrático do jogo do Brasil e sem dúvida, contribuiu para melhorar o rendimento coletivo.
Fabinho no lugar de Casemiro, que marcou o gol de empate, não comprometeu a qualidade tática do jogo. Além de ter bom potencial de marcação, Fabinho tornou o time mais seguro defensivamente e executou passes assertivos ajudando na melhora do desempenho brasileiro.
O plano tático idealizado por Ancelotti não funcionou especialmente no primeiro tempo, o que o obrigou a redefinir a rota e tornar o time menos vertical. Como a Seleção Brasileira ainda não tem padrão de jogo definido, a qualidade individual de nossos jogadores, que sempre foi diferencial histórico, foi capital. Mas, acredito que um jogador com características de camisa 10 mais clássico, faria diferença e poderia evitar maiores sofrimentos.
Um dos pontos falhos dessa atuação foi a perda de tempo, mantendo-se concentrado na tentativa de encontrar espaços através da troca de passes. Faltaram dribles para quebrar linhas compactas e dar amplitude às laterais do setor ofensivo. O exagero de bolas cruzadas para a área foi claramente ineficiente, pois não existia um atacante bom cabeceador na formação que estava em campo. Igor Thiago poderia ser uma opção.
Baixar as linhas na tentativa de atacar o Japão com rapidez poderia ser outra alternativa tática e Neymar caberia bem nesta formação. Entendo que Ancelotti teve paciência de deixar essa opção para eventual prorrogação, que parecia inevitável.
E, o gol de Gabriel Martinelli com passe magistral de Bruno Guimarães nos minutos finais da partida, reverteu o placar e colocou o Brasil na fase de oitavas de final da Copa do Mundo 2026 O próximo confronto será com o vencedor entre Noruega e Costa do Marfim.
A Seleção da Costa do Marfim pode ser o adversário menos difícil, pois deixa o oponente jogar, mas tem estilo baseado na marcação física forte e na velocidade. Já, a Seleção da Noruega é mais técnica, com o meio-campista Martin Ödegaard, do Arsenal, sendo responsável por controlar a distribuição da bola, conectando os setores. O ataque da Noruega tem o faro de gol de Haaland, do Manchester City e Oscar Bobb, do Fulham, que é técnico e habilidoso, dando amplitude à lateral do setor ofensivo. geRead More