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Especialista em pênaltis, goleiro da RD Congo já foi de “traidor” a herói

Especialista em pênaltis, goleiro da RD Congo já foi de “traidor” a herói

RD Congo 3 x 1 Uzbequistão | Melhores Momentos | Copa do Mundo 2026
Não é de hoje que a disputa de pênaltis é a maior fábrica de vilões e heróis do futebol. Mas no caso Timothy Fayulu, da República Democrática do Congo, ela foi até mais que isso: transformou um goleiro tido como “traidor” em herói de uma nação.
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O goleiro de 26 anos tem apenas três jogos pela seleção da RD Congo e é o reserva de Lionel Mpasi. Só que quando o assunto é disputa de pênaltis, é Fayulu quem vira o protagonista.
Timothy Fayulu, goleiro reserva da RD Congo, comemora a classificação
Reuters
Na final dos playoffs africanos que valia vaga na repescagem mundial para a Copa do Mundo, a RD Congo empatava com a tradicional Nigéria por 1 a 1 quando, no último minuto da prorrogação, o técnico Sébastien Desabre colocou Fayulu na vaga de Mpasi.
Como se não bastasse a pressão do jogo, o goleiro entrou em campo sob absoluta antipatia de um país inteiro. Assim como Aaron Wan-Bissaka, Fayulu esteve em campo naquele amistoso da equipe sub-20 contra a Inglaterra sub-17 que terminou em 8 a 0 para os ingleses. Era ele o goleiro titular.
Fayulu em atuação pela RD Congo sub-20 em amistoso contra a Inglaterra sub-17
Reprodução/Federação Inglesa
Nascido na Suíça, Fayulu não foi convocado apenas para a seleção de base. Ele tinha somente três jogos como profissional pelo FC Sion (SUI) quando foi chamado para amistosos com a seleção principal e se apresentou.
Só que no ano seguinte, virou as costas à RD Congo e aceitou defender as seleções de base da Suíça, tendo até disputado a Eurocopa Sub-21 em 2021. Ele chegou a fazer uma postagem nas redes sociais justificando sua escolha. E foi chamado de “traidor” pelos congoleses.
Suas chances na Suíça, porém, sumiram e ele deixou de ser convocado. Quatro anos depois, em 2024, foi o próprio Sébastien Desabre que voltou a convocá-lo para a RD Congo, sem se importar com protestos.
Fayulu e Bakambu chegam a Houston com a delegação da RD Congo
Reuters
Fayulu chegou como terceira opção e só tinha jogado um jogo, um amistoso contra Madagascar, antes de entrar contra a Nigéria. Ainda era um “traidor” aos olhos dos congoleses em um dos momentos mais importantes da história do futebol do país.
E foi com suas defesas que a República Democrática do Congo deu um passo decisivo rumo à Copa do Mundo após 52 anos de jejum.
A seleção africana já fez história ao avançar ao mata-mata pela primeira vez. E se tem mata-mata, tem a possibilidade de disputa de pênaltis. O antes traidor e agora herói Fayulu estará pronto.
– Sim, nós treinamos pênaltis porque somos profissionais e há a possibilidade de decidir o jogo dessa forma. Temos muitas opções para os pênaltis. Inclusive, podemos trocar o goleiro também (risos) – disse o técnico Sébastien Desabre, em entrevista coletiva na última terça-feira. geRead More