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Comissão de Ética do São Paulo descarta expulsão de Dedé e recomenda suspensão

Comissão de Ética do São Paulo descarta expulsão de Dedé e recomenda suspensão

A Comissão de Ética do São Paulo rejeitou, por maioria, o pedido de expulsão do conselheiro Antonio Donizeti Gonçalves, o Dedé, no caso envolvendo a operação da FGoal no clube social.
O colegiado concluiu que não ficou configurada gestão temerária, mas entendeu que houve dano à imagem do clube e encaminhou ao Conselho Deliberativo a proposta de suspensão por 120 dias.
O órgão é formado por cinco componentes: Milton José Neves Jr., Luiz Augusto Lia Braga, José Edgard Galvão Machado, Marcelo Felipe Nelli Soares e Antonio Maria Patiño Zorz.
A Comissão de Ética apurava se a atuação de Dedé configurava uma gestão temerária, prejuízo financeiro e dano à imagem do clube.
Dedé é ex-diretor social do São Paulo
Reprodução / Instagram
O relator do caso, Milton, e Luiz Augusto defenderam a condenação pelos dois fatos abordados e defenderam a eliminação do quadro associativo junto a indenização por prejuízos materiais, que ainda seriam apurados.
José Maria Patiño reconheceu falhas de governança na atuação de Dedé, mas sem dolo ou enriquecimento ilícito e defendeu apenas uma advertência.
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José Edgard e Marcelo concluíram que houve uma falha de governança da aprovação da atuação da FGoal no clube social sem a assinatura de um contrato e na declaração assinada pela empresa em processo contra o São Paulo. No entanto, não entende que não basta para configurar gestão temerária e sugeriu a suspensão por 120 dias.
O colegiado não chegou a uma conclusão se a pena deveria ser a exclusão do grupo, com dois votos pela expulsão, dois votos pela suspensão do clube e uma por uma advertência. Como deu empate, foi decidido que será julgado a menor pena.
Com isso, a Comissão de Ética determinou que Dedé será submetido a um julgamento sobre dano à imagem do clube, que prevê uma suspensão de 90 dias, acrescida por mais um terço do prazo, por fazer parte da diretoria, totalizando 120 dias.
O colegiado concluiu que não ficou provado que Dedé praticou gestão temerária ou causou prejuízo financeiro ao São Paulo, mas entendeu que ele causou dano à imagem do clube ao fornecer uma declaração usada pela FGoal na Justiça.
O caso agora será encaminhado ao Conselho Deliberativo. O presidente do órgão, Olten Ayres, deve marcar uma data para a votação.
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Bruno Giufrida
Relembre o caso
Em fevereiro, o São Paulo rescindiu de forma unilateral com a FGoal, que prestava serviço de fornecimento de alimentação e bebida no Morumbis em dias de eventos. O clube alegou que a empresa realizou saques indevidos no sistema que registra pagamentos feitos nas máquinas utilizadas no clube social. O contrato era válido até 2029.
Na época, Dedé era diretor social do clube. A empresa defende que tinha autorização do conselheiro para atuar na sede social e que a decisão para romper o contrato tinha motivação política. A FGoal foi trocada pela GSH.
Segundo a empresa, a permissão teria sido concedida para a implementação de um sistema de meios de pagamento utilizado na relação operacional com os cessionários, com retenção de uma taxa inicialmente fixada em 10%, com o objetivo de reduzir a inadimplência.
Com isso, a FGoal protocolou duas ações contra o São Paulo. Na última delas, a empresa anexou uma carta escrita a punho por Dedé que defendia que atuação teve a anuência do departamento financeiro.
No documento, o ex-dirigente diz que autorizou verbalmente, junto à diretoria financeira, a FGoal a assumir a operação, com a contratação de três funcionários. O custo estimado da estrutura era de cerca de R$ 395 mil, valor que, segundo ele, poderia ser retirado diretamente das movimentações da plataforma.
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Ainda de acordo com Dedé, a diretoria financeira tinha acesso à plataforma e acompanhava relatórios e fluxo financeiro. Ele afirma que os valores recebidos pela FGoal eram destinados ao pagamento de prestadores de serviço, o que poderia ser comprovado por registros.
As informações, segundo ele, podem ser confirmadas por trocas de e-mails entre a empresa e dirigentes do clube. A carta foi assinada no último dia 14. A empresa acabou retirando o processo.
FGoal prestava serviço de Alimentação e Bebida em dias de eventos no Morumbis
Eder Traskini
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