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Palpites e dicas para Espanha x Áustria pela Copa do Mundo

Palpites e dicas para Espanha x Áustria pela Copa do Mundo

Uruguai 0 x 1 Espanha | Melhores momentos | Grupo H | Copa do Mundo 2026
Espanha e Áustria se enfrentam às 16h, pela segunda fase da Copa do Mundo 2026. O Gato Mestre apresenta em parceria com o economista Bruno Imaizumi o potencial de cada resultado.
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Palpite para Espanha x Áustria
*Devido aos arredondamentos, a soma das probabilidades é diferente de 100%
Bruno Imaizumi/Gato Mestre
Resultado mais provável:
Espanha 2 x 0 Áustria
Argélia 3 x 3 Áustria | Melhores momentos | 3ª rodada | Copa do Mundo 2026
Resultados na 1ª fase
Espanha
Espanha 0 x 0 Cabo Verde
Espanha 4 x 0 Arábia Saudita
Uruguai 0 x 1 Espanha
Áustria
Áustria 3 x 1 Jordânia
Argentina 2 x 0 Áustria
Argélia 3 x 3 Áustria
A Espanha ainda não levou gol nesta Copa do Mundo, um diferencial decisivo em uma competição tão curta, em que o campeão disputa apenas oito partidas. Foi a seleção que menos finalizações sofreu na primeira fase (14) e a segunda que menos permitiu finalizações certas (quatro). Para reforçar o favoritismo espanhol é preciso considerar que a Áustria foi a 37ª em finalizações (25) e só fez oito finalizações certas em três jogos (35ª marca), mas também é preciso levar em conta que em oito finalizações certas, marcou cinco gols (16ª marca). A seleção austríaca é mais perigosa a partir do jogo aéreo, tendo feito assim 15 das 25 finalizações, com três gols marcados: dois em lançamentos longos (em três finalizações) e um em cruzamento (em seis finalizações). Até mesmo o gol contra a seu favor na vitória por 3 a 1 sobre a Jordânia nasceu em uma cobrança de escanteio aéreo. A Áustria, que assim como a Espanha não fez qualquer finalização em contra-ataque, tenta surpreender (e consegue) com lançamentos da defesa ou do meio-campo. Em oito finalizações rasteiras, fez um gol. A Espanha é vulnerável no jogo aéreo? Em três jogos, só permitiu cinco finalizações após bolas altas (dois lançamentos da defesa/meio-campo feitos por Cabo Verde, semelhantes ao que faz a Áustria). Como citado, gol não levou. Das 14 finalizações sofridas, nove tiveram origem rasteira. A Áustria fez oito dessas finalizações em trocas de passes, com um gol.
É de se esperar que a Espanha mantenha no ataque sua característica de troca de passes rasteiros para buscar o gol, principalmente porque das 34 finalizações sofridas (23ª marca, 14 certas, 28ª)pela Áustria, 23 foram construídas com o jogo rasteiro, com os seis gols sofridos pela equipe tendo essa origem (dois em contra-ataques, Jordânia e Argentina). Foi trocando passes que a Espanha fez 37 de suas 52 finalizações (sexta maior marca na primeira fase, com 18 certas – 11ª marca – e quatro gols, sem contar um gol contra a seu favor). Foram três gols rasteiros e um aéreo após cruzamento.
Evolução do xG na segunda rodada
A Espanha só conseguiu fazer cinco finalizações contra o Uruguai, todas rasteiras, quatro de dentro da área, com potencial estatístico para 0,74 gol. Foi eficiente e fez um gol logo na segunda finalização.

Bruno Imaizumi/Gato Mestre
Foram 11 finalizações da Áustria contra a Argélia, oito a partir de jogadas aéreas, com potencial estatístico para 1,01 gol. Foi muito eficiente e conseguiu marcar três gols, evitando a derrota no final.

Bruno Imaizumi/Gato Mestre
Metodologia
A projeção parte de uma combinação de parâmetros de ataque e defesa que o modelo usa para estimar, jogo a jogo, as probabilidades de cada resultado ocorrer e, consequentemente, as chances de cada seleção avançar no torneio.
O modelo empregado nas análises segue uma distribuição estatística chamada Poisson Bivariada, que calcula as probabilidades de eventos (no caso, os gols de cada equipe) acontecerem dentro de um certo intervalo de tempo (o jogo). Para chegar às previsões de cada resultado, foi empregado o método de Monte Carlo, que basicamente se baseia em simulações massivas para gerar resultados. O estudo foi desenvolvido a partir de dados de diversas fontes como Globo, FIFA, Opta, Transfermarkt e FBref.
Pontos destacados de algumas seleções consideram o xG, a expectativa de gol, aqui tratado como nível de ameaça imposto aos adversários. As métricas de xG, consagradas internacionalmente na análise do futebol, consideram as características de cada finalização, como distância, ângulo e número de adversários entre a bola e a linha do gol, entre muitas outras características. De cada cem finalizações da meia-lua, sete acabam virando gol, por exemplo. Assim, uma finalização desse local tem expectativa de 7% de virar gol, registrado como 0,07 xG. Cada finalização tem um potencial consideradas suas características, e o potencial de cada uma é somado para determinar o nível de ameaça imposto pelas equipes em cada partida.
*A equipe do Gato Mestre é formada pelos jornalistas Arthur Sandes, Davi Barros, Felipe Tavares, Guilherme Maniaudet, Gustavo Figueiredo, Leandro Silva, Lorrayne Vieira (estagiária), Roberto Maleson, Rodrigo Breves e Valmir Storti, pelos cientistas de dados Bruno Benício e Vitor Patalano e pelo programador Gusthavo Macedo. geRead More