Família de técnico internado em estado grave na França tenta trazê-lo de volta para o Brasil
A família do brasileiro Júlio César da Rocha, internado em estado grave na França, tenta trazê-lo de volta para o Brasil. Conhecido como Césinha, o professor de tênis do Distrito Federal foi diagnosticado com uma doença autoimune grave: dermatomiosite associada a pneumocistose, que comprometeu os pulmões.
Césinha, de 45 anos, viajou para Paris para acompanhar o torneio de tênis Roland Garros, junto com a esposa. Só que, no segundo dia de viagem – antes mesmo de assistir à partida –, ele passou mal e precisou ser internado. Já são 38 dias de internação – 18 deles em coma induzido.
Agora, a família de Césinha tenta trazê-lo de volta para o Brasil, onde precisa passar por um transplante dos dois pulmões. O problema é que o seguro de viagem contratado pela família não cobre o valor integral do translado.
Para repatriar ele, o seguro só paga 100 mil dólares. Hoje, a cotação deles, para fazer tudo isso, é de 265 mil dólares, ou seja,100 mil dólares é com eles e 165 é pra família, quase R$ 900 mil
No dia 30 de julho, Césinha completa 46 anos. Para quem o acompanha, o maior presente seria vê-lo de volta ao Brasil.
— É um pedido de socorro. Salvar o meu marido, salvar a pessoa mais incrível que eu conheço — afirma a esposa do professor.
Custos altos
Inicialmente, a família conta que o seguro negou custear qualquer valor da repatriação. No entanto, após a repercussão do caso, a empresa voltou atrás e decidiu arcar com os custos da internação de Césinha.
— César corre risco de vida, risco de pegar mais uma bactéria porque, há quatro dias, atrás ele já pegou mais uma, ou seja, vai ficando cada vez mais grave — conta Leilza.
Amigos e familiares fazem uma vaquinha virtual para custear a viagem de volta. Eles já arrecadaram cerca de R$ 100 mil. Outra preocupação da família é o transplante de pulmão que Césinha precisará fazer e o tratamento no Brasil.
Aqui no Brasil não tem muitos lugares que tem esse equipamento e geralmente são hospitais que são especializado. A gente tem que conseguir a vaga no SUS, porque o transplante dele é bilateral, são dos dois pulmões”.
O caso é acompanhando pelo Consulado do Brasil em Paris. O Itamaraty informou que presta assistência consular, inclusive com visita ao hospital, contato com a equipe médica e apoio à família na busca por hospedagem. No entanto, pelas regras brasileiras, o governo não tem obrigação legal de custear o transporte do paciente para o Brasil. geRead More


