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Análise: solidez defensiva pode ser antídoto contra a França, mas Espanha precisa ser mais incisiva

Análise: solidez defensiva pode ser antídoto contra a França, mas Espanha precisa ser mais incisiva

Espanha 2 x 1 Bélgica | Gols | Quartas de final | Copa do Mundo 2026
A Espanha pode ter o antídoto para parar a França nesta Copa do Mundo. A sólida defesa da equipe tem armas para segurar Mbappé, Dembelé, Olise e cia, mas para superar o time sensação do torneio, será preciso aproveitar melhor as oportunidades criadas pelo ataque.
Os comandados de Luis de la Fuente passaram nesta sexta-feira pela Bélgica com uma vitória por 2 a 1 – o primeiro gol sofrido por Unai Simón nesta Copa – com amplo domínio da partida, que poderia ter sido decidida com uma vantagem mais tranquila.
Lamine Yamal teve boa atuação, ainda distante do esperado, mas a Espanha sofreu para concluir ataques em que trocava muitos passes à beira da área rival. Contra a França, a tendência é de que as chances sejam ainda mais raras, enquanto a defesa certamente será testada como ainda não foi nos seis jogos anteriores.
– São as duas melhores seleções do mundial. Sem nenhum medo, se tem alguém que pode desafiar a França somos nós – afirmou o atacante Lamine Yamal depois do jogo.
Yamal se baseia em fatos: na Euro de 2024, a Espanha venceu a França na semifinal, por 2 a 1, com um gol dele, e avançou rumo ao título. Na semi da Liga das Nações de 2025, nova vitória espanhola, por 5 a 4.
– Sabemos da enorme qualidade do adversário, mas também sabemos que fomos a única seleção capaz de derrotar a França nas duas últimas semifinais em que nos enfrentamos. Por isso, acredito que será um confronto completamente aberto – emendou o técnico Luis de la Fuente.
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Yamal encara a marcação de dois rivais em Espanha x Bélgica
REUTERS/Carlos Barria
No estádio de Los Angeles, a Espanha abriu o placar com 30 minutos de jogo contra a Bélgica, numa jogada que começou com Yamal pela direita e chegou até Dani Olmo. O camisa 10 finalizou, Courtois deu rebote e Fabián Ruiz marcou.
Os atuais campeões europeus eram soberanos na partida. Controlavam o meio de campo, eram perigosos no ataque, e Unai Simón era quase que um espectador no gramado. Um cenário para ampliar a vantagem antes do intervalo.
Mas aí a Bélgica empatou.
Numa das duas únicas finalizações da equipe na etapa inicial, Castagne avançou pela direita e cruzou para De Ketelaere, que conseguiu encontrar espaço para marcar e, enfim, vazar a defesa espanhola.
As reações em Madri e Bruxelas durante os gols de Espanha e Bélgica
O segundo tempo teve uma Bélgica mais ativa no ataque, pressionando a saída de bola espanhola e criando oportunidades nos primeiros minutos.
Os espanhóis retomaram o controle ainda antes da parada para hidratação, com presença nas proximidades da área belga, mas muita dificuldade em transformar o domínio em oportunidades claras de gol.
Aos 26 minutos, um baque para a Bélgica com a lesão do goleiro Courtois, que deixou o campo para dar lugar a Lammens, uma troca que decidiria a partida em seu final.
Lammens, goleiro da Bélgica
IMAGN IMAGES via Reuters/Gary Vasquez TPX IMAGES OF THE DAY
A dois minutos do fim do tempo normal, Cubarsí arriscou de longe, e Lammens, ao tentar segurar a bola, deu rebote para o meio da área. Merino, que tinha marcado o gol da vitória sobre o Portugal nos acréscimos e que havia acabado de entrar no jogo, aproveitou para fazer 2 a 1.
A vitória recoloca a Espanha numa semifinal de Copa pela primeira vez desde 2010, na campanha do único título do país. O jogo contra a França está marcado para o dia 14, em Dallas. geRead More