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Zubeldía detalha cirurgia que o afastou no Fluminense: “Fiquei mal por não cumprir minhas obrigações”

Zubeldía detalha cirurgia que o afastou no Fluminense: “Fiquei mal por não cumprir minhas obrigações”

Criticado, Zubeldía tenta manter equilíbrio no comando do Flu
O começo de 2026 reservou um susto ao treinador Luis Zubeldía, do Fluminense. Ele realizou exames no coração durante a pré-temporada que detectaram um entupimento de 90% nas artérias.
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O argentino precisou passar por um cirurgia que o deixou longe do trabalho por duas semanas, com treinos e jogos comandados pelo auxiliar Maxi Cuberas. Passados meses com uma recuperação plena, hoje o argentino fala com bom humor sobre a situação.
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— Supostamente há mais irrigação sanguínea e deveria chegar bem ao cérebro. Ultimamente, não está chegando bem já que não estamos ganhando (risos). Tomar boa decisões. O primeiro que aconteceu é que comecei a chorar. Iria faltar duas semanas de treino e não gosto. Mais do que a minha saúde, fiquei mal por não cumprir com minhas obrigações — disse o técnico aos risos em entrevista exclusiva ao ge.
É uma coisa hereditária dos meus pais. Por isso, eu queria fazer um exame mais detalhado. Pedi para o doutor se não tinha algo para assegurar que as coisas estavam bem. Quando fizemos um estudo completo, encontramos. As coisas passam pelos dois, o médico e o paciente. Tem que ser insistente dentro das possibilidades
Zubeldía tem apenas 42 anos, mas já acumulou uma grande longevidade na profissão de treinador. Aposentado dos gramados aos 23 anos por uma lesão grave no joelho, o argentino migrou rapidamente e desde então trabalha chefiando a comissão técnica.
O estresse envolvido no cargo é também um fator que afeta diretamente a saúde. Especialmente pra alguém tão intenso na beira do gramado como o comandante do Fluminense. Em um cenário de muita pressão, é em coisas cotidianas como a família e os livros que Zubeldía procura formas de aliviar.
— Dormi uma hora hoje [dia seguinte do jogo contra o Bahia] não sei se por causa da quantidade de café que tomei. Entre nós dois, que não escute o cardiologista, tomei um energético também (risos). Tento cuidar da saúde, dormir 7 ou 8 horas. O futebol demanda um desgaste emocional diferente. O que gosto de fazer para diminuir o estresse: Treinar, correr, estar com a minha filha e minha esposa, coisas diárias que ajudam a por os pés no chão. Vejo uma série, um filme ou leio um livro. Quando consigo essa conexão [com a leitura] sinto que o estresse baixa automaticamente. Quando o calendário aperta, não dá. Minha mente não está preparada. Se estresse, deixe o livro (risos) — diz o técnico.
Zubeldía em entrevista exclusiva ao ge
Edgard Maciel de Sá
Dificuldades com o português
Zubeldía é um argentino mais do que habituado ao Brasil. São 10 meses comandando o Fluminense, além de outro ano quase inteiro à frente do São Paulo. Ao longo desse tempo se acostumou com os desafios do futebol brasileiro.
Mas a relação com o idioma chama a atenção. Ele segue dando as entrevistas coletivas e exclusivas sempre falando em espanhol. A justificativa sempre foi o cuidado e a dificuldade com o português, que não vem conseguindo superar.
— Sou um desastre. Tem algo na minha cabeça que rechaça. Juro que tentei. Mas fracassei. Não quero deformar algo lindo como esse idioma. Não é legal minha postura, reconheço isso. Levo na risada, mas sei que não está bom. Esse é um defeito meu — concluiu.
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