Cruzeiro lidera casos de lesão no LCA na elite do Brasileirão Feminino; veja ranking
Byanca Brasil relata “sensação de medo” com casos de LCA no Cruzeiro
O Cruzeiro vive um momento delicado no futebol feminino. Finalista do Brasileirão em 2025, o time teve uma queda de desempenho na temporada atual, muito por causa do alto número de rupturas do ligamento cruzado anterior (LCA). Seis jogadoras estão no departamento médico do clube em recuperação de lesões graves. Veja o ranking no fim da matéria.
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A primeira atleta a se machucar foi a atacante Milena, no dia 16 de abril. Treze dias depois, Gaby Soares deixou o campo com expressão de dor e preocupação. A lesão foi confirmada pelo clube alguns dias mais tarde. Foi a segunda ruptura de LCA da jogadora..
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No dia 22 de maio, a atacante Ravenna, de 17 anos, também se lesionou. Na época, ela estava convocada para a seleção de base. Tainara e Laura Felipe entraram na lista apenas seis dias depois. Paloma Maciel foi a última a sofrer uma ruptura de LCA. A zagueira participava de um período de treinamentos na Granja Comary, com a seleção brasileira, quando se machucou.
Tainara; Cruzeiro
Gustavo Martins / Cruzeiro
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O alto número de lesões prejudicou o planejamento do Cruzeiro. O time, que fez mudanças pensando em uma temporada importante, com a disputa da Libertadores, ficou sem opções na defesa e acumulou desfalques importantes.
– Isso nos trouxe um questionamento da qualidade do nosso trabalho. A partir do momento que a gente falou ‘não. nosso trabalho é muito bom’. As pessoas que estão vendo são pessoas muito competentes. O clube nos dá condição e não vamos tratar como fatalidade de forma nenhuma. Vamos tratar com que realmente precisamos melhorar – declarou Luiza Parreiras, gestora do futebol feminino do Cruzeiro.
“Mudança não é em relação à prevenção de lesões, e sim de um cuidado mais atento para a melhoria de alguns processos principalmente pensando num olhar mais individualizado para cada atleta. e o que que de fato a gente precisava ainda melhorar para evitar novas lesões”
Luiza Parreiras detalha relação de Pedro Lourenço com o feminino do Cruzeiro
Para tentar evitar novos casos, o Cruzeiro mudou desde a forma de treinamento até o monitoramento do ciclo menstrual das atletas. O objetivo também é melhorar o processo de recuperação e reduzir o risco de reincidência.
– Entrou na discussão a carga interna e carga externa. O controle do ciclo menstrual em relação aos sintomas que cada atleta em cada período do ciclo. Fazemos um controle diário com o questionário pré-treino e pós-treino. Tivemos um foco muito voltado para a recuperação, que é o que chamam de prática de recovery. Isso basicamente se passa por sono, alimentação e práticas que a gente adota dentro do clube, seja no período de folga ou quando a gente está aqui pra elas poderem recuperar.
Todas as jogadoras passaram por cirurgia com o Dr. Sérgio Campolina, médico do clube. A equipe do profissional, que atua diretamente com o departamento masculino, se juntou ao núcleo feminino para estudar as possíveis causas de tantas lesões e acompanhar de perto a recuperação das atletas. A expectativa é de que elas voltem a atuar no próximo ano.
LCA por clubes (time principal)
Cruzeiro – 6
Grêmio – 3
Botafogo – 1
Internacional – 1
América – 1
Bahia – 1
Ferroviária – 1
Juventude – 1
Palmeiras – 1
Os demais clubes não tiveram casos de LCA registrados na temporada atual. Procurado pela reportagem, o Corinthians optou por não informar se houve algum registro no clube.
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