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BNB Rede Cuca conquista regional da Superliga C e segue vivo em busca do acesso

BNB Rede Cuca conquista regional da Superliga C e segue vivo em busca do acesso

Íntegra – Globo Esporte CE – 10/8/2026
Avançar no cenário do vôlei feminino segue sendo o objetivo do projeto recém-formado entre BNB Clube, Rede Cuca e que conta com o apoio da Universidade de Fortaleza (Unifor). Após a conquista no fim de semana da regional Nordeste da Superliga C, o próximo passo é a etapa nacional, que ocorre em outubro.
Ainda sem sede definida, a disputa deve contar com nove times; os quatro melhores conquistam o acesso para a Superliga B. Ao ge, o técnico da equipe cearense, Adriano Gurgel, adiantou que vai pleitear a sede para a competição que acontece em outubro.
– Com relação à torcida, é o apoio, a vibração. Geralmente a gente diz que é um jogador a mais. Realmente empolga e é contagiante. E a vantagem de jogar em casa é ter reconhecimento da quadra. Quando você treina todos os dias nela, você sabe onde é que está a luz, tem as referências das paredes, do teto. Então isso faz uma diferença também – frisa Adriano.
O time conta com 22 atletas e surgiu da fusão de dois projetos: o grupo do BNB e o da Unifor. Com o apoio da Rede Cuca, a comissão técnica conseguiu mais algumas contratações e fechou o time que teve um mês e meio de preparação antes da etapa regional da Superliga C.
O elenco reúne atletas de diferentes gerações, com idades entre 17 e 41 anos. Segundo Adriano Gurgel, a média de idade das jogadoras que vêm atuando com mais frequência é de 25 anos. Há tanto quem já teve experiência disputando a Superliga, como a central Fran Passos, que jogou a B pelo Ceará, como destaques na praia, a cearense Verena Figueira e a potiguar Thainara Oliveira, líderes do Circuito Brasileiro.
BNB Rede Cuca no vôlei feminino
Maria Eduarda Amorim
Essa mescla de experiências gera também um desafio para a decisão do acesso à Superliga B: conciliar as agendas com o foco na preparação. Algumas jogadoras seguem se dividindo, como as da praia e as que disputam jogos universitários. E as demais permanecem focadas apenas para a disputa da Superliga C.
– Nós temos apoio de três instituições fortes. Eu acho que, de estrutura, nós não vamos ficar devendo nada em questão de treinamento.Nosso objetivo, é claro, é subir para B – afirma Adriano.
Com a maioria do elenco formada por atletas cearenses ou radicadas no estado, o exemplo do Norde Vôlei serve como inspiração. A equipe masculina construiu sua trajetória de acesso passando por todas as divisões nacionais até chegar à elite do voleibol brasileiro. Adriano Gurgel destaca, inclusive, o período em que trabalhou como assistente do time masculino.
– Eu trabalhei três anos com o Marcelo Negrão. E acho que a principal coisa que me move foi ter estado lá e ter a vontade de fazer a mesma coisa com o feminino. Então, com certeza, o time do Norde e o Marcelo Negrão são inspirações para a gente estar aí buscando essa classificação.
A campanha invicta na etapa nordestina reforçou o potencial do projeto cearense. Agora, o desafio será transformar a boa fase em acesso nacional e aproximar o estado também no feminino do cenário das principais competições do vôlei brasileiro.
BNB Rede Cuca no vôlei feminino
Maria Eduarda Amorim
* Especial para o ge geRead More