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Maurício Maruca lança candidatura à presidência e critica projeto de SAF do Santos

Maurício Maruca lança candidatura à presidência e critica projeto de SAF do Santos

Santos sofre transfer ban por dívida com o Monaco da França
O processo eleitoral do Santos começou nesta terça-feira. Em um hotel na capital paulista, Maurício Maruca lançou oficialmente a candidatura à presidência do clube, na manhã desta terça-feira. A chapa terá Rodrigo Marino, candidato na eleição passada, como vice.
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Além da apresentação do projeto, o opositor da gestão Marcelo Teixeira criticou o andamento do atual projeto de SAF, que terá os investidores apresentados ao Conselho Deliberativo no dia 31. O processo às vésperas da eleição, no fim do ano, é o principal ponto do questionamento do candidato.
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– Acho muito temerário o que está acontecendo. Não vou dizer se é certo ou errado, se é uma empresa que vale a pena ser analisada ou não. O momento é completamente errado. Você está na beira de uma eleição, é um processo que tem que ser feito com muito tempo para ser analisado – disse.
– Você não pega uma proposta e analisa por um mês. Tem diligências de todas as partes, que leva meses a meses, não adianta falar que negocia há um ano, pois conselho e sócio tinham que estar cientes disso. Tenho muito medo do que possa a acontecer que venha para a frente – acrescentou.
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O lançamento da Chapa Aliança Santista, presidida por Maurício Maruca
José Edgar de Matos/ge
Na sexta-feira passada, o Santos assinou a assinatura de um sumário de termos com as condições para a venda de sua SAF à SDC Sports, empresa norte-americana.
A assinatura do termo ainda é não vinculante e está sujeita a uma série de aprovações no Conselho Deliberativo e Assembleia Geral para avançar até uma proposta definitiva para a venda.
Em fevereiro, a oferta foi de R$ 1 bilhão em aporte para o futebol e mais R$ 1 bilhão no pagamento de dívidas por 80% do controle do clube.
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Maurício Maruca, candidato à presidência do Santos
José Edgar de Matos
– Muitos conselheiros estão enxergando. Sou defensor da SAF no Brasil, mas tem que ser feita com critério, tem que ser feita transparência, e com honestidade. Estamos propondo que se coloque o Santos em uma situação melhor para uma eventual SAF, com CNPJ novo, 100% Santos. O Santos precisa se utilizar isso – disse.
– Se no fim desse processo, os sócios entenderem que é importante que a SAF seja colocada para ser vendida, ela será. Tem que ver uma licitação internacional. Abrir para se fazer propostas. Não acredito que se façam SAF para uma proposta que está direcionada. As propostas têm que vir para uma SAF que está aberta, e hoje não está acontecendo nada disso – concluiu.
Maruca anunciou que, caso vença a eleição terá a Outfield como parceira estratégica no campo financeiro.
Rodrigo Marino, candidato à vice-presidência do Santos na eleição em dezembro
José Edgar de Matos/ge
O postulante à presidência do Santos afirmou que Luciano Paciello, diretor financeiro do Palmeiras entre 2013 e 2018, assumiria a mesma posição no clube.
– Queremos construir um Santos com pé no chão – disse.
Confira mais respostas de Maurício Maruca:
Neymar
– Não é dúvida que o Neymar é um ídolo do clube e da torcida, e tem que ser respeitado como tal. Temos alguns meses pela frente, e o fator Neymar é presente e vai estar presente quando acabar essa eleição. Vamos conversar, mas sempre o que for melhor para o Santos.
– Se a gente entender que o melhor para o Santos é tentar manter, vamos brigar por isso. Se for melhor que o Neymar sair, vamos aceitar. Neymar é um patrimônio histórico e vai ser respeitado assim. Mas o melhor para o Santos é sempre o que será feito sempre.
Motivação
Rodrigo Marino
– Motivação é a mesma desde a minha primeira candidatura. Não vamos fugir do lugar comum de amor ao clube, mas neste momento é ter a consciência e a tranquilidade de ter uma solução viável no pior momento da história do clube. Se a gente tem neste momento uma solução de viabilizar e sanear o time competitivo, devolver a alegria do torcedor, se tem isso em mãos, a gente não poderia se colocar à disposição. Neste que é o pior momento ter ferramentas profissionais para reerguer o clube e dar novamente alegria ao torcedor.
Maruca
– Eu me preparei para fazer minha vida profissional para respeitar o que estou tentando trazer para o Santos: profissionalismo, competência e muito trabalho. Por que não vou após quase encerrar minha vida profissional, colocar à disposição do clube que amo tudo o que aprendi? R$ 1,5 bi de dívidaí? Não tenho medo disso. Trabalhei para empresas muito piores, e estão aí vivas.
Algumas diretrizes da chapa Aliança Santista, anunciada nesta terça-feira (11)
José Edgar de Matos/ge
– Não fiz sozinho, formei equipes, aprendi a buscar os caras certos. Quando convidei o Marino, o Santos merece ter a chance de ter uma gestão profissional, e isso temos para trazer. Se o sócio entender que o modelo atual é mais importante, temo pelo futuro do Santos, porque o futebol não aguenta mais amadorismo, e estamos propondo isso.
E se cair?
Maruca
– Existe a possibilidade de cair? Existe, infelizmente. Estamos tendo cuidado de ter um planejamento duplo: Série A e Série B. as nuances da Série B estão sendo avaliadas. Não temos que ser ufanista e dizer que o Santos não cai. Cai, ô se cai. O planejamento está sendo feito para qualquer cenário daqui para a frente.
Quais os erros da gestão Teixeira?
– Primeiro, tem que ter muito critério para fazer acordos políticos antes da eleição, porque tem que cumprir. Vai ter que engolir gente boa e gente ruim. O primeiro erro foi acho que é o chapão que foi feito, mas isso é problema deles. Você não pode ter uma gestão que os principais setores do clube sejam capitaneados por amigos, dos amigos, do vizinho.
– Não se pode ter diretores que sejam políticos, não pode ser amador. É o amadorismo o principal erro. Isso fez com que se perdesse o fio da meada. Hoje se tentarem buscar tudo o que aconteceu, não vão achar, porque é um emaranhado de erros que aconteceu na atual situação do Santos. É amadorismo, não desonestidade.
Vila Belmiro
– Vila merece respeito. Esse respeito passa por deixa em condições de oferecer mais ao torcedor. Hoje ela está bastante deteriorada por falta de atenção das últimas gestões. Tem que ter mais atenção com a Vila. De minha parte, não penso em demolir a Vila, é um monumento que tem que se preservado com dignidade. Vamos ter que fazer Vila Belmiro e São Paulo, fazer essa mescla. Se tiver vontade, vai jogar.
Alexandre Mattos estaria dentro do projeto?
Marino
– Espero que nem esteja mais quando a gente assumir
Onde jogar na capital?
Maruca
– Cessão da Vila Belmiro para colegas da capital. Vai ter que ter a recíproca. Se fizer planejamento de início de temporada, respeitando o calendário desde o início da temporada, e se ajustando a todos os times, pode encaixar jogos do Santos em São Paulo, os times querem faturamento que o Santos vai levar.
– Por que não fazer isso? Montar calendário em São Paulo. Dá para jogar alguma coisa no norte do Paraná, tem muito santista, santista que paga ingresso e ve jogo também. Tem que ser planejado no início da temporada. Se fizer um acordo, ótimo.
Marino
– A casa fixa seria o Pacaembu, precisaríamos entender o momento em São Paulo. Seria excelente para o Santos o Pacaembu, tem sido inviável. Vamos conversar com o Pacaembu, temos interesse, esse gramado não é o melhor, dá para viabilizar gramado melhor. É sentar com eles e planejar desde o início.
– Se sentar com rival e desde o início do ano, se torna oportunidade comercial, dez datas de aluguel, por exemplo, se conversar e planejar, dá para conversar, mostrando que tem intenção claramente e respeitando o torcedor. Quando lança dez dias antes do jogo que vou jogar em São Paulo, alguém de outro estado já tem uma passagem mais cara.
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