Croácia prende suspeito de instalar explosivos no gasoduto Nord Stream há quatro anos
A Croácia deteve o cidadão ucraniano Volodymyr Zhuravlev, de 49 anos, suspeito de participação na sabotagem dos gasodutos Nord Stream, no Mar Báltico, em setembro de 2022. A prisão foi informada nesta quarta-feira (19) pela emissora pública alemã ARD, segundo informações do site investigativo Meduza.
Zhuravlev é apontado pelos investigadores alemães como um dos mergulhadores que teriam instalado explosivos nas tubulações do Nord Stream. A Alemanha pretende solicitar sua extradição para dar continuidade às investigações sobre o caso.
O ucraniano havia sido localizado na Polônia no ano passado. As autoridades alemãs chegaram a solicitar sua extradição, mas o pedido foi recusado pelo governo polonês em outubro de 2025. Posteriormente, os investigadores localizaram Zhuravlev na Croácia.
Navios envolvidos na construção do gasoduto Nord Stream na ilha de Rügen, na Alemanha (Foto: Jürgen Mangelsdorf/Flickr)
Investigação
Segundo as autoridades alemãs, Zhuravlev teria partido de Rostock, na Alemanha, com outros suspeitos a bordo de um iate. O grupo é acusado de realizar mergulhos no Mar Báltico para instalar os explosivos utilizados na sabotagem dos gasodutos.
Zhuravlev nega participação no ataque. Segundo sua versão, ele estava na Ucrânia quando ocorreu a explosão dos gasodutos.
Outro cidadão ucraniano investigado no caso, Serhiy Kuznetsov, foi preso na Itália há cerca de um ano. Ex-capitão do Exército, ele teve sua extradição para a Alemanha autorizada por um tribunal italiano em novembro de 2025.
As explosões de setembro de 2022 provocaram danos graves ao sistema Nord Stream, que ligava a Rússia à Alemanha pelo Mar Báltico. O ataque beneficiou a Ucrânia ao prejudicar severamente a capacidade da Rússia de faturar milhões de dólares com a venda de gás natural para a Europa Ocidental. Em contrapartida, fez disparar os preços da energia para os principais aliados de Kiev, em especial Berlim.
Os dutos Nord Stream 1 e 2, principais canais de fornecimento do combustível fóssil russo à Europa, tornaram-se um ponto de tensão na guerra econômica entre Moscou e os países da União Europeia (UE).


