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Como o Palmeiras mudou o sistema de jogo após a saída de Allan

Como o Palmeiras mudou o sistema de jogo após a saída de Allan

Palmeiras 3 x 0 Santos | Melhores momentos | Ida das quartas de final | Copa do Brasil 2026
O Palmeiras venceu o Santos por 3 a 0 e abriu boa vantagem nas quartas de final da Copa do Brasil.
Foi o primeiro jogo sem Allan, que saiu para o Manchester City. Abel Ferreira deixou claro que não irá poupar no Brasileirão e deu as primeiras pistas de como a formação titular ficará sem o jovem, que era titular absoluto do time.
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Palmeiras x Santos Flaco López e Vitor Roque
Anderson Romão/AGIF
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Não dá para cravar que Allan teve um substituto. Afinal, Abel Ferreira vem variando esquemas e formações no ano. Quem ocupou o setor do ponta foi John Arias. Já Giay teve liberdade para avançar e Maurício ganhou uma nova função num sistema muitas vezes híbrido.
O sistema é estático, mas o jogo é dinâmico. Isso roda. Já jogamos em vários sistemas, alguns mais fixos, outros mais híbridos
Marlon fazia a saída de três e Giay avançava
Uma das novidades do time foi a volta do esquema com dois zagueiros e dois laterais. Quando o Palmeiras tinha a posse de bola, Marlon se aproximava dos zagueiros. Andreas Pereira ficava alguns metros à frente e organizava a circulação pelo meio.
Pela direita, Giay avançava pelo corredor direito. Em vários momentos, o argentino recebia próximo à linha lateral e na mesma altura dos atacantes. Aberto pela direita, Arias entrava por por dentro e se aproximava de Flaco López.
Esse papel de Giay, de abrir o campo e dar profundidade, normalmente era exercido por Allan, com Mauricio ou Arias caindo por ali para tabelar.
Giay ocupou o lado direito como Allan fazia
Reprodução
O novo papel de Maurício
Como Allan era veloz e conseguia atacar e retornar pelo lado com bastante volume e eficiência, Abel Ferreira equilibrou a defesa com um papel duplo para Mauricio:
Com o Palmeiras no ataque, jogava por dentro, aproximava-se dos atacantes e oferecia uma opção de passe entre as linhas.
Quando o Santos recuperava a bola, o meia voltava para o lado esquerdo. Piqueréz retornava à lateral, Giay recuava pela direita e o Palmeiras montava duas linhas de quatro, como na imagem abaixo:
Palmeiras se defende com duas linhas de quatro
Reprodução
Em alguns jogos após a Copa do Mundo, o Palmeiras jogou com Emi Martínez como zagueiro pelo lado direito. Em outros, atuou com três zagueiros de origem: Gómez, Barboza e Murilo. Então qual é o sistema?
Abel Ferreira vem desviando das perguntas e não crava um esquema ao Palmeiras. O português sempre fala que encontrou um sistema que permite ter 7 jogadores no ataque, especialmente numa das jogadas mais comuns da equipe: a pressão alta.
Adoro três zagueiros porque me permite ter 7 jogadores a atacar. O jogo não funciona só quando temos bola. É importante os momentos de contra-ataque, de bola parada ofensiva, três zagueiros dá uma força tremenda na bola parada. Cada um olha para onde quer. Mas é bom pra discussão.
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Preocupação no Palmeiras!
O novo sistema permite mais criatividade. Allan recebia aberto, buscava o duelo individual e atacava a última linha em velocidade. Emiliano Martínez e um dos zagueiros faziam a cobertura do lado direito para que o meia-atacante pudesse permanecer mais adiantado.
Sem Allan, as tarefas foram divididas. Giay ficou responsável por ocupar o corredor, enquanto Arias se movimentava por dentro e participava da criação. O colombiano criou três grandes chances para os companheiros, embora tenha saído sem assistência.
O primeiro gol nasceu desse movimento. Giay recebeu livre pela direita e cruzou para Flaco López marcar de cabeça. O posicionamento mais avançado de Giay acontecia porque Marlon, lá atrás, se juntava aos zagueiros. Três jogadores cuidavam do início da construção, enquanto os demais ocupavam todo o campo do Santos.
Palmeiras avançava com muitos jogadores ao ataque, com os mais criativos por dentro
Reprodução
Pressão alta e muitas chances
A posição de Maurício, Arias, Flaco López e Vitor Roque também facilitava a pressão sobre a saída do Santos.
Vitor Roque atacava o jogador com a bola, enquanto os companheiros fechavam as opções próximas. O Palmeiras recuperava a posse no campo ofensivo e encontrava o adversário ainda desorganizado. Flaco ficava mais recuado nesse momento, e Andreas avançava bastante para marcar o volante que organiza as saídas do outro lado, que no caso foi Willian Arão.
Pressão alta do Palmeiras foi eficiente
Reprodução
O time terminou a partida com 19 finalizações, sete no gol. Vitor Roque perdeu duas oportunidades diante de Brazão. Maurício, Giay e Arias também tiveram chances para ampliar.
O placar ficou em 3 a 0, mas a atuação deixou um caminho para os próximos jogos. O desenho pode mudar conforme o adversário, como costuma acontecer com Abel, mas a primeira resposta após a saída de Allan funcionou.
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