Análise: sem pontos e reforços, Remo caminha em direção ao retorno para Série B
Bahia 2 x 1 Remo | Melhores momentos | 27ª rodada | Brasileirão 2026
A última janela de transferências da temporada se encerrou na última sexta-feira, dia 11, três dias antes de mais um compromisso do Remo na Série A, no complemento da 27ª rodada, diante do Bahia. Sem vencer há seis rodadas e acumulando três derrotas seguidas, só os três pontos interessavam para melhorar a situação do time na classificação.
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Do outro lado, tinha um adversário embalado por 10 jogos de invencibilidade, determinado também a quebrar um jejum de três jogos e três vitórias do Leão Azul. Definitivamente, era um desafio para os dois lados.
Marlon Remo Bahia Fonte Nova Brasileirão
Marcio Jose/AGIF
Sem o suspenso Marcelinho, uma das principais armas (para não cravar como principal) ofensivas do time, o técnico Léo Condé surpreendeu e promoveu uma mudança de esquema, trocando peças na defesa e no ataque.
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Entre as mudanças, o capitão Marllon deixou a equipe e deu lugar a Zé Ivaldo, que formou um trio com Tchamba e Matheus Felipe, outra cara nova. Disposto em um 3-5-2, Pikachu e Marlon ocuparam as alas, enquanto que Patrick, Picco e Zé Ricardo seguiram no meio de campo. Já no ataque, Galeano seguiu no time e Jajá voltou a aparecer, ocupando a vaga de Taliari.
Veja a escalação do Remo
Marcelo Rangel; Zé Ivaldo, Matheus Felipe e Tchamba; Pikachu, Patrick, Picco, Zé Ricardo e Marlon; Galeano e Jajá.
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Com mais peças do meio para trás, o Remo conseguiu segurar o Bahia no início do jogo, permitindo uma finalização na direção do gol apenas aos 15 minutos, em chute sem perigo de Nestor.
Porém, teoricamente reforçada, a defesa falhou individualmente com o zagueiro Tchamba, recém-convocado por Camarões, que escorregou e permitiu o avanço de Kike Oliveira, autor da assistência para o gol de Jean Lucas.
Aos 19 min do 1º tempo – gol de dentro da área de Jean Lucas do Bahia contra o Remo
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Na primeira meia hora de jogo, os donos da casa dominaram completamente as ações, com mais de 70% e seis finalizações, sendo cinco no gol, sendo pelo menos três boas defesas de Marcelo Rangel.
O intervalo foi a melhor notícia do Remo no primeiro tempo, já que o time não conseguiu nem finalizar no gol. Para Léo Condé, foi a oportunidade de repensar a estratégia e decidir voltar para o “antigo” 4-3-3.
Naturalmente, além de esquema, o técnico mudou peças, sacando Tchamba, Picco e Zé Ricardo, promovendo as entradas de Taliari, Zé Welison e Vitor Bueno, deixando o time na seguinte disposição:
Marcelo Rangel; Pikachu, Zé Ivaldo, Matheus Felipe e Marlon; Zé Welison, Patrick, Picco e Vitor Bueno; Galeano, Jajá e Taliari.
Zé Welison foi uma das novidades do Remo para o segundo tempo contra o Bahia
Felipe Alves
As trocas trouxeram uma leve melhora, quer dizer, ao menos o time azulino equilibrou as ações, criou até um pouco mais que os donos da casa, que naturalmente preservaram e administraram a vantagem. Ainda sim, chegaram a exigir uma defesa de Rangel no início do tempo, e marcaram um gol, anulado, com Kanu, aos 25 minutos.
Antes dos dois lances, o Remo perdeu Jajá, lesionado, dando lugar para Alef Manga. Objetivamente, o único jogador que saiu do banco a apresentar algo de novo no time foi Vitor Bueno, autor de dois chutes de fora da área, aos 27 e aos 31, este último exigindo defesa do goleiro Ronaldo.
Sem conseguir pressionar de fato, a equipe comandada por Léo Condé cedia espaços nos contra-ataques, sendo que um desses foi fatal, com Alejo Véliz sendo atropelado por Matheus Felipe. Na cobrança, Rangel não conseguiu a oitava defesa dele no jogo, praticamente selando o triunfo dos mandantes.
Aos 43 min do 2º tempo – pênalti cometido de Matheus Felipe do Remo contra o Bahia
Quando o jogo caminhava para o fim, Gabriel Poveda conseguiu uma roubada de bola, serviu Taliari, que foi derrubado pela marcação na grande área. Pênalti, convertido por Vitor Bueno, no último ato do jogo.
Ao final da derrota por 2 a 1, o único azulino a balançar as redes na Fonte Nova desabafou sobre a situação do time.
– Temos que ser o mais sincero possível, principalmente com os nossos torcedores, que 100% nos apoiam em todas as partidas. Faltam 11 jogos, onde nós precisamos fazer 7 vitórias ou 6 vitórias, 3 empates. Não é impossível, mas temos que dizer que é muito difícil, não vamos largar a mão.
“Não é impossível, mas difícil”, desabafa Vitor Bueno sobre situação do Remo na Série A
Por outro lado, Léo Condé, na entrevista coletiva pós-jogo, externou a chateação do grupo com as chances desperdiçadas em sair do Z-4 (a lembrar do jogo contra o Coritiba, pela 25ª rodada, quando “só” bastava vencer”), mas disse que ainda crê na fuga do Z-4, ressaltando a importância de vencer em casa.
– Acho que isso é o maior ressentimento de todos, que tivemos oportunidade em umas três situações de sair, e não conseguiu sair. O Remo tem que criar a situação novamente de agora dois jogos em casa. Se vai sair nesses dois jogos, não sei, mas que fique a um, dois pontos de sair, e continuar acreditando.
O próximo jogo do Remo é contra o Santos, time que também contratou cinco jogadores na última janela, mas conseguiu agregar qualidade com Rodinei, Cebolinha (suspenso), Arthur, Lima e Coutinho. Já o time azulino, não conseguiu emplacar nenhum titular indiscutível com os reforços na janela (Edson Fernando, Matheus Felipe, Zé Ivaldo, Marlon e Galeano) e achou o mercado e o elenco atual suficiente para buscar a manutenção na Série A.
A conta e todo o cenário, porém, é altamente desfavorável, já que são quatro derrotas seguidas, sete jogos de jejum na Série A e nove somando os jogos com o próprio Peixe na Copa do Brasil. Neste momento, o Leão Azul está cinco pontos distantes do 16º colocado (Grêmio), sem dar esperança de que fugirá do retorno à segunda divisão em 2027.
Léo Condé comandando o Remo contra o Bahia
Felipe Alves geRead More


