Análise: tropeço com lanterna serve de alerta para Atlético-MG não perder força em momento decisivo
Atlético MG 1 x 1 Chapecoense | Melhores Momentos | 28ª rodada | Camp. Brasileiro 2026
“Temos obrigação de melhorar”, disse Eduardo Domínguez depois do empate do Atlético-MG com a Chapecoense, lanterna do Campeonato Brasileiro. O treinador resumiu bem o que precisa ser feito nas próximas semanas. É o momento mais importante da temporada para o time. Com decisões pela frente, é preciso estar sempre atento para não deixar uma noite de pontaria ruim desviar o Galo do caminho.
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O principal ponto de atenção citado por Barba passa pelo ataque. O Atlético criou muito desde o início do jogo, mas não conseguiu transformar as oportunidades em gols. Sem Reinier, machucado, e com Cassierra atravessando um jejum, o treinador optou por começar sem um centroavante de referência. Minda e Cuello formaram a dupla ofensiva. Não adiantou: a bola não entrou.
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O Galo teve 66% de posse de bola. Só na primeira etapa, foram 11 finalizações contra cinco da Chapecoense, com três oportunidades de real perigo. Nenhuma foi aproveitada. Cuello começou pelo lado direito e depois passou a flutuar pela esquerda. Era quem conseguia as melhores escapadas, mas as jogadas não terminavam em gol. Natanael e Fred tiveram duas das principais chances.
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O lateral recebeu dentro da área e finalizou por cima. Já o meia recebeu perto da marca do pênalti, bateu com força, mas viu a defesa adversária salvar em cima da linha. Bastou uma escapada da Chapecoense, aproveitando o meio-campo aberto, para o time visitante chegar pela direita e encontrar Dudu, que abriu o placar.
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Depois disso, a torcida aumentou o volume e colocou ainda mais fogo no jogo. O Galo fez uma blitz na área da Chapecoense, mas continuou pecando na pontaria. No segundo tempo, Barba decidiu acionar alguns dos jogadores que haviam sido poupados.
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Renan Lodi, Castaño e Cassierra entraram. Dudu também foi acionado. O time melhorou na troca de passes e conseguiu chegar com mais frequência, mas a finalização seguiu como problema. Foram 15 chutes na direção do gol, quatro grandes defesas de Anderson e apenas uma bola na rede.
Um gol mais do que desejado. Não apenas porque garantiu o empate ao Atlético, mas também porque encerrou o jejum de 19 jogos de Cassierra. Bernard encontrou o centroavante entrando na pequena área, e ele desviou para o fundo do gol.
Atlético-MG x Chapecoense gol Cassierra
Pedro Souza / Atlético-MG
Dali em diante, o time alvinegro seguiu tentando. Dudu perdeu uma chance sem goleiro, enquanto Cuello arrancou desde o meio-campo, mas finalizou pelo lado de fora. Ao fim da partida, a torcida demonstrou apoio. Mais de 35 mil atleticanos fizeram festa, acreditaram até o último minuto e passaram confiança ao time, mesmo diante de um empate que poderia ter sido transformado em resultado melhor.
O Atlético foi intenso, como o próprio Barba destacou, mas ainda há margem para evolução, principalmente no ataque. Chances desperdiçadas podem custar caro e deixar objetivos pelo caminho. É justamente nesse ponto que o treinador liga o alerta.
O Galo ainda tem margem para buscar a tão desejada vaga na Libertadores, mas não pode perder força na reta final da temporada. Há muita coisa em jogo. É preciso manter a guarda alta porque, daqui para frente, todo jogo importa e cada ponto conta.
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