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Fortes chuvas adiam largada do GP do Bahrein na Malásia

Fortes chuvas adiam largada do GP do Bahrein na Malásia

A chuva deu as caras no Circuito de Sepang e mudou os planos da Fórmula 1 neste domingo. Um forte temporal atingiu o circuito antes da largada do GP do Bahrein na Malásia e fez a direção de prova adiar o início da corrida, previsto anteriormente para as 4h da manhã (no horário de Brasília). A nova previsão para o começo da prova é às 4h40 (15h40, no horário local).
Circuito de Sepang minutos antes da largada do GP do Bahrein na Malásia
Alex Bierens de Haan/LAT Images
A previsão do tempo para este domingo, antes, projetava apenas 30% de chance de chuva para a corrida. Entretanto, o clima instável na região falou mais alto, e a precipitação ganhou força a cerca de 35 minutos antes do início da prova, quando os carros faziam voltas de reconhecimento.
Com o novo horário de largada, a direção da corrida decidiu realizar duas voltas de apresentação do safety car antes de uma largada parada. Já de cara, Isack Hadjar aquaplanou e acabou atravessando a brita, antes de retornar ao traçado.
É importante lembrar também que a F1 impõe algumas restrições aos pilotos quando decreta condições de baixa aderência. O botão de impulso extra, por exemplo, fica limitado e não aumenta a potência do carro. O botão de ultrapassagem também é desativado, e o limite máximo de entrega da energia elétrica recuperada pelo piloto é reduzida para facilitar o controle do carro sob o asfalto.
Carro médico deixa os boxes do Circuito de Sepang, palco do GP do Bahrein da F1 2026
Sona Maleterova/Getty Images
A Malásia fica pouco acima da Linha do Equador e está situada no hemisfério norte do planeta; isso significa que, na teoria, a estação do ano vigente no país é o outono. Entretanto, as estações não são tão definidas no território malaio, que registra períodos mais secos e mais chuvosos. Neste momento, o país atravessa o começo do período de monções, caracterizado por chuvas fortes e alta umidade.
A F1, na teoria, está preparada para correr sob a chuva – com pneus para precipitação mais leve, e outros para chuva mais forte. Na prática, entretanto, a falta de visibilidade causada pela água e o risco de aquaplanagem deixam a direção de prova mais conservadora no que diz respeito a competir sob condições adversas de tempo.
O carro médico foi enviado para a pista por volta das 4h da manhã no horário de Brasília, e chegou a perder tração em alguns trechos devido a grande quantidade de água no asfalto. Além disso, o radar meteorológico da F1 também perdeu o sinal e não está funcionando adequadamente.
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– O carro médico está relatando uma quantidade significativa de água parada ao redor da pista. As condições atuais não são adequadas para iniciar a corrida – informou a Federação Internacional de Automobilismo (FIA).
Vale destacar que a FIA decretou o alerta de risco de calor para o GP. A decisão foi tomada com base nas expectativas de que os termômetros alcançassem mais de 31ºC ao longo do fim de semana.
Carro médico no Circuito de Sepang
Reprodução/F1
Com a decisão, as equipes vão ter que cumprir exigências da FIA para reduzir a sensação de calor dos pilotos dentro do cockpit. A principal é a instalação de um sistema de refrigeração de pilotos no carro, com a exceção de equipamentos pessoais.
As regras estipulam que todo o equipamento deve estar instalado antes do início de corridas, sejam elas principais (aos domingos) ou sprint, quando há – o que não é o caso do GP da Itália. Além disso, os pilotos também podem usar um colete de refrigeração, mas o uso não é obrigatório.
Max Verstappen na chuva antes do início do GP do Bahrein na Malásia
Reprodução/F1
Como sequer houve o acionamento das luzes que dão início à prova, a disputa está assegurada em sua totalidade, sem riscos de ser reduzida – até o momento. Porém, caso a largada seja realizada mas o mau tempo impeça a continuidade da prova como originalmente previsto, a F1 conta com uma pontuação de contingência criada em 2022.
Se uma corrida for encerrada com menos de duas voltas dadas pelo líder sem a presença do safety car ou do safety car virtual, ela não concederá pontos. Se o líder da prova completar mais de duas voltas livremente, mas ainda menos de 25% da distância total da corrida, apenas os cinco primeiros colocados vão receber pontos: o vencedor, seis pontos; o segundo colocado, quatro; o terceiro, três; o quarto, dois e o quinto colocado, um ponto.
Chuva no Circuito de Sepang, na Malásia
Reprodução
Caso o líder da prova complete de 25% a 50% da distância total de prova, os nove mais rápidos vão receber de um a 13 pontos. Se o líder percorrer de 50% a 75% da distância total prevista para a corrida, dez pilotos receberão de um a 19 pontos.
Caso a prova seja totalmente concluída – ou acima de 75% da distância total, valem aos dez primeiros colocados a pontuação padrão, que concede 25 pontos para o vencedor, 18 para o segundo colocado, 15 para o terceiro, 12 para o quarto, dez pontos ao quinto, oito pontos ao sexto colocado e assim, reduzindo-se progressivamente até o décimo mais rápido receber um ponto. geRead More