Seleção brasileira de Arthur Elias atinge nove países e tem 50% das convocadas jogando o Brasileirão
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A pouco mais de oito meses da Copa do Mundo feminina, que será disputada em 2027 no Brasil, uma característica da seleção brasileira de Arthur Elias chama a atenção: a diversidade.
São 102 atletas convocadas desde setembro de 2023 pelo treinador, que tem ampliado a capacidade de observação e atinge atualmente nove países no mundo. São eles Brasil, Estados Unidos, Espanha, México, França, Inglaterra, Portugal, Arábia Saudita e Alemanha, incluindo chamadas para amistosos, jogos oficiais e períodos de treino.
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O Brasileirão, por sua vez, cresceu em desenvolvimento nos últimos anos, vivenciando o movimento de atletas retornando ao país, como Bia Zaneratto ao Palmeiras, por exemplo, e representa 50,9% de todas as convocadas pelo técnico.
Gio Garbelini, Bruninha e Tayla em treino da seleção brasileira feminina em Porto Alegre
Luciana Vermell / CBF
Ainda antes desta Data Fifa, o campeonato havia entregue 50,8% de 99 convocadas, mas cresceu em representatividade com a convocação de outubro, em que duas das três novidades atuam no país: a goleira Yanne, do Bahia, e a zagueira Carol Gil, do São Paulo, que substituiu Thais Ferreira, do Corinthians, cortada por um incômodo no joelho esquerdo.
É uma estratégia do treinador para enriquecer o elenco, investindo em atletas de diferentes gerações e ligas nacionais.
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Nesta convocação, por exemplo, para enfrentar a Argentina nos amistosos de sábado e terça-feira, em Porto Alegre e no Recife, há seis Ligas representadas: Brasil, Estados Unidos, Portugal, México, França e Espanha.
Das 28 jogadoras, 12 disputam o Brasileiro, que vinha sendo acompanhado pela comissão e por Arthur Elias, inclusive presencialmente nas fases finais.
O reflexo dessa estratégia está em ao menos três convocações: da goleira Yanne, na lista pela primeira vez ao se destacar pelo Bahia, e da goleira Carlinha e da zagueira Tayla, que voltaram a aparecer depois de serem campeãs pelo São Paulo.
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Yanne, goleira do Bahia, em treino da seleção brasileira feminina
Luciana Vermell / CBF
Carlinha havia estado na convocação de outubro de 2025 para amistosos e na final defendeu um pênalti, segurando o empate por 1 a 1 que deu o título ao clube. Enquanto Tayla participou de treinos em Itu neste ano.
– Eu ainda estou tentando entender tudo que está acontecendo – admite Tayla, que é capitã do São Paulo e tenta agora mostrar esse viés de líder na Seleção.
– Demorei a me identificar como uma liderança dentro do grupo. Sempre enxergava como algo de muita autoridade, de falar de forma incisiva, e eu sou diferente disso. Me coloco como uma pessoa mais tranquila, com orientações em um tom que acredito que seja assertivo. Feliz que as pessoas tenham reconhecido isso – explica.
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Em origem de nascimento, para além dos clubes que defendem, essa convocação tem atletas de 12 estados, distribuídos pelas cinco regiões do Brasil, além de duas nascidas fora do país: a goleira Thaís Lima, nascida em Portugal, e a meio-campista Angelina, nos Estados Unidos.
O Sudeste tem o maior número de atletas, com 13, sendo somente São Paulo, maior centro do futebol feminino no Brasil e por isso com mais oportunidades de desenvolvimento, responsável por oito delas. Há ainda seis jogadoras do Nordeste, cinco do Sul, uma do Centro-Oeste e uma do Norte.
De onde são todas as convocadas
Goleiras
Lorena – Joga no Kansas City, nos Estados Unidos, e nasceu em Ituverava, São Paulo
Yanne – Joga no Bahia, no Brasil, e nasceu em Salvador
Thaís Lima – Joga no Benfica e nasceu em Lisboa, em Portugal, mas escolheu representar o Brasil
Carlinha – Joga no São Paulo e nasceu em São Paulo
Zagueiras
Carol Gil – Joga no São Paulo e nasceu em Cosmorama, São Paulo
Isa Haas – Joga no PSG, na França, e nasceu em Montenegro, Rio Grande do Sul
Tarciane – Joga no Lyon, na França, e nasceu em Belford Roxo, Rio de Janeiro
Mariza – Joga no Tigres, do México, e nasceu em Imperatriz, Maranhão
Tayla – Joga no São Paulo e nasceu em Praia Grande, São Paulo
Laterais
Isabela – Joga no PSG, na França, e nasceu em Resende, Rio de Janeiro
Raissa Bahia – Joga no Palmeiras e nasceu em Jacobina, Bahia
Bruninha – Joga no Gotham, nos Estados Unidos, e nasceu em Castro, Paraná
Tamara Bolt – Joga no Washington Spirit, nos Estados Unidos, e nasceu em Salvador, Bahia
Meio-campo
Duda Sampaio – Joga no Corinthians e nasceu em Jequeri, Minas Gerais
Angelina – Joga no Orlando Pride e nasceu em Nova Jersey, Estados Unidos, mas escolheu defender o Brasil
Jaqueline – Joga no Corinthians e nasceu em Guarulhos, São Paulo
Kaylane – Joga no Flamengo e nasceu em Duque de Caxias, Rio de Janeiro
Clarinha – Joga no Benfica, em Portugal, e nasceu em Inhumas, Goiás
Atacantes
Kerolin – Joga no Barcelona, na Espanha, e nasceu em Bauru, São Paulo
Priscila – Joga no América, do México, e nasceu em São Gonçalo do Amarante, Rio Grande do Norte
Gio Garbelini – Joga no Atlético de Madrid, na Espanha, e nasceu em São Paulo, São Paulo
Bia Zaneratto – Joga no Palmeiras e nasceu em Araraquara, São Paulo
Tainá Maranhão – Joga no Palmeiras e nasceu em Criciúma, Santa Catarina
Geyse – Joga no América, do México, e nasceu em Maragogi, Alagoas
Jhonson – Joga no Corinthians e nasceu em Londrina, Paraná
Maiara – Joga no Angel City, nos Estados Unidos, e nasceu em Itapiranga, Santa Catarina
Marília – Joga no Cruzeiro e nasceu em Manaquiri, Amazonas
Luany – Joga no Atlético de Madrid e nasceu em Nova Iguaçu, Rio de Janeiro geRead More


