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Tradicionais clubes do interior de São Paulo negociam fusão; São Caetano pode se beneficiar

Tradicionais clubes do interior de São Paulo negociam fusão; São Caetano pode se beneficiar

Sertãozinho perde para a Ferroviária e dá adeus às chances de acesso na Série A2
O Rio Branco, equipe de Americana, a 120 quilômetros de São Paulo, pode subir da terceira para a segunda divisão estadual num arranjo com a empresa que hoje gere o futebol do Sertãozinho, da região de Ribeirão Preto.
O acordo, se sair, pode beneficiar o São Caetano, que já foi campeão paulista e vice da Conmebol Libertadores, e hoje joga a quarta divisão de São Paulo.
Segundo um documento anexado ao processo de recuperação judicial do Rio Branco, o clube avalia ceder sua marca a um parceiro, que ficaria responsável pelos custos para a disputa do torneio do ano que vem.
Estádio Décio Vitta, em Americana, a casa do Rio Branco
Anderson Lira/Ag. Paulistão
A empresa com quem o Rio Branco negocia é a mesma que gere o futebol do Sertãozinho – e que é a “dona” da vaga do clube na Série A2 do Paulistão.
De acordo com o relato à Justiça, a Federação Paulista de Futebol analisa a possibilidade e ainda não se manifestou.
Quem assina o documento é o advogado Régis Villas Bôas Villela, que assumiu a defesa do clube de Americana no mês passado, quando as negociações com já estavam em andamento. Villela também é o principal gestor da empresa responsável pelo Sertãozinho.
Sertãozinho disputou a A-2 do Paulista nesta ano
Sérgio H. / Juventus SAF
A reportagem tentou contato com ele, mas não houve resposta.
A negociação criaria uma situação inusitada: os torcedores do Rio Branco viriam um time vestido com o uniforme e símbolo da equipe, mas aquele seria, juridicamente, um outro clube.
A petição não explica o que será feito do Rio Branco, que atualmente disputa a A3. O estatuto da Federação permite que o clube se licencie por dois anos de competições, sem ser desfiliado, mas, ao voltar, precisa disputar a última divisão.
A justificativa do Rio Branco é de que o clube hoje não tem condições financeiras de bancar sozinho os custos de disputar o campeonato. A estimativa é de que as receitas cheguem, no máximo, a R$ 480 mil, muito abaixo dos custos previstos de R$ 1,8 milhão na temporada.
Fusão gera outras mudanças
Se o negócio se concretizar, a possibilidade é de que outras equipes se movimentem entrem as divisões de São Paulo fora de campo. O São Caetano, por exemplo, tende a se beneficiar, deixando a A4 e ocupando a vaga do Rio Branco na terceira divisão – pois foi o melhor time a não conquistar o acesso na quarta divisão deste ano.
Isso vale também para o Itaquaquecetuba, o terceiro colocado da Segunda Divisão (equivalente à quinta e última divisão), que herdaria o lugar do São Caetano na A4
A reportagem procurou o presidente do Rio Branco, Cláudio Bonaldo, mas ele não atendeu respondeu aos contatos. geRead More