Protagonista silencioso, Jadson exalta coletivo do Athletico: “Não dá para todo mundo fazer gol”
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O Athletico de Odair Hellmann tem seus protagonistas na campanha de terceiro colocado do Brasileirão, mas acima de tudo, é um grupo formado por jogadores que contribuem para que o coletivo funcione. O volante Jadson é um exemplo de jogador que nem sempre está nos holofotes, mas é fundamental para o sistema de jogo.
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De personalidade mais séria e quieta, o meio-campista precisou de pouco tempo para ser tornar um dos líderes do elenco de Odair. Jadson voltou ao Athletico em janeiro deste ano, dez anos depois da primeira passagem, conquistou a titularidade durante o Brasileirão e se tornou um pilar do esquema do time no meio de campo, ao lado de Luiz Gustavo.
Quando voltou ao Athletico, o jogador buscou uma forma de contribuir para a equipe e ser um diferencial. Nas primeiras rodadas, ficou no banco de reservas e quem ocupava a vaga no meio de campo era Portilla.
No começo, alternou entre jogos em que começava no banco e jogos em que era titular, mas desde a 16ª rodada, não saiu mais do onze inicial de Odair. Em 25 jogos, são 51 desarmes de Jadson.
— Eu procurei estudar um pouco a forma que a gente joga, uma forma de dar equilíbrio de uma maneira diferente. É óbvio que todo mundo quer aparecer, que todo mundo quer criar oportunidades, que todo mundo quer fazer gol, como o Viveros, só que não dá para todo mundo fazer gol — disse o jogador, em entrevista ao ge.
— Então a gente procura, principalmente eu e o Luiz, dar mais equilíbrio, dar mais confiança, principalmente para o nosso sistema defensivo e para o nosso meio campo, e isso vai agregando bastante — emendou.
No Athletico, Jadson encontrou um parceiro de posição de alto nível: Luiz Gustavo. Juntos, eles somam 78 desarmes, fundamentais para a defesa, e cinco participações em gols, ajudando no ataque.
— O entrosamento com o Luiz é algo muito fácil. Só de não atrapalhar ele, já está meio caminho andado. Mas ele é um jogador muito inteligente, muito experiente, ele comunica bastante, então isso facilita muito para a gente, a comunicação é muito importante — disse o volante.
Jadson, volante do Athletico
Paulo De Tarso/AGIF
Veja outros trechos da entrevista com Jadson.
Protagonismo para além do gol
— Eu acho que muito passa pelo equilíbrio, da nossa mecânica de pressionar, de jogar, de estar compacto. Não dá para fazer de tudo. Como a gente tem um cara que faz muitos gols [Viveros], atacantes que sempre vão às redes, isso deixa o nosso trabalho um pouco mais fácil.
— Mas também tem outras coisas tão importantes quanto que acabam nos ajudando a vencer. Não adianta a gente fazer 4 ou 5 gols e tomar 7. Então eu procuro me apoiar principalmente em outros aspectos que me fazem ser um pouco mais útil para o time.
Liderança no elenco
— Eu não gosto muito de falar, mas eu acho que existem várias maneiras de liderar e uma delas é pelo exemplo. Se você consegue aliar as suas palavras e as suas ações, fica ótimo, mas se você não conseguir ter uma boa atitude, um bom comportamento, uma boa disciplina, as palavras ficam vazias.
— Então eu procuro sempre dar mais atenção ao exemplo, a motivar os meus companheiros. Eu me considero um líder, mas não por ego ou por vaidade, eu considero que todos nós temos um papel muito importante e se cada um der um pouquinho dessa liderança, o clube fica ainda mais completo.
Continuidade de Odair Hellmann
— Eu acho que ter a manutenção do trabalho, um trabalho de qualidade, fica muito mais fácil para a gente desenvolver o nosso trabalho. É óbvio que de um jogo para o outro a gente acaba mudando algumas características, algumas maneiras de jogar, que às vezes nem mesmo o torcedor consegue entender, mas a gente trabalha muito isso.
— Eu acho que desenvolver essa essência, cultura, ética de trabalho que ele [Odair] desenvolveu durante toda a temporada e levar isso para o campo, deixa a nossa vida muito mais fácil.
Futuro no Athletico
— Eu tenho metas a cumprir ainda, no meu contrato atual. Eu assinei por um ano [até o fim de 2026] e algumas metas a serem cumpridas [para renovar]. Eu espero que elas sejam batidas em breve.
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