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‘Erro grave’ de Putin na Ucrânia reduzirá seu tempo no poder, diz aliado de Navalny

A invasão da Ucrânia foi um “erro grave” do presidente da Rússia, Vladimir Putin, e “claramente encurtou seu tempo no poder”. A avaliação é de Leonid Volkov, assessor do oposicionista Alexei Navalny, o maior adversário do líder russo, e foi feita em entrevista à revista Newsweek.

“Antes desta guerra, poderíamos esperar que Putin fosse capaz de manter essa estagnação estável por mais 20 anos”, disse Volkov, que atualmente vive exilado na Lituânia. “Agora, eu não posso acreditar. Eu não posso imaginar como isso seria possível”.

Segundo o assessor de Navalny, a guerra é um erro histórico que tende a permitir uma reformulação na Rússia. “Esta situação apresenta uma oportunidade para o país, não apenas para o nosso movimento, de se livrar do ‘Putinismo’, passar por algum processo de purificação ou ‘desputinização‘. Algo semelhante ao processo pelo qual a Alemanha passou após a Segunda Guerra Mundial, para se tornar um país europeu muito mais forte”, afirmou Volkov.

Leonid Volkov (esq.) e Ivan Zhdanov, assessores de Alexei Navalny (Foto: reprodução/Instagram)

De acordo com Volkov, a insatisfação popular na Rússia é grande, mas não pode ser demonstrada devido à repressão do governo. Assim, segundo ele, Putin faz uso de pesquisas manipuladas para indicar que a opinião pública está a seu lado. “As pessoas estão descontentes com a situação econômica e, claro, estão descontentes com milhares de soldados russos morrendo por nada”, declarou Volkov.

Nesse sentido, pesa muito o erro estratégico da Rússia, que apostou em uma guerra rápida, sem contar com a forte resistência ucraniana. Estimativas da Ucrânia fala em 18 mil soldados russos mortos, enquanto os EUA calculam algo entre sete mil e 15 mil.

O que pode ajudar a medir o tamanho da rejeição a Putin em termos domésticos é o fato de que, mesmo sabendo dos riscos, mais 15 mil pessoas foram presas no país em protestos contra a guerra.

Mas nenhum efeito da guerra tende a assombrar Putin tanto quanto as sanções ocidentais. Afinal, elas complicam ainda mais a situação econômica do país e atingem particularmente os oligarcas russos, importantes aliados do presidente. “Eles não queriam estar guerra, queriam passar o tempo em seus iates com suas jovens amantes”, disse Volkov.

Ao colocar os oligarcas como grande ameaça ao reinado de Putin, o assessor de Navalny cobra das nações ocidentais uma maior movimentação no intuito de fortalecer esse grupo. “Acredito que o Ocidente deveria ser muito mais proativo, alcançando-os, fornecendo-lhes segurança, fornecendo-lhes estratégias de saída”.

Enquanto isso, Volkov diz que os aliados de Navalny fazem o trabalho doméstico de combate a Putin. O objetivo, segundo ele, é “conversar com o povo russo para mudar sua atitude, explicar, combater a propaganda, fazê-los entender o que realmente está acontecendo e tirar de Putin o apoio popular”.

Os mortos de Putin

Desde que assumiu o poder na Rússia, em 1999, o presidente Vladimir Putin esteve envolvido, direta ou indiretamente, ou é forte suspeito de ter relação com inúmeros eventos, que levaram a dezenas de milhares de mortes. A lista de vítimas do líder russo tem soldados, civis, dissidentes e até crianças. E vai aumentar bastante com a guerra que ele provocou na Ucrânia

Na conta dos mortos de Putin entram a guerra devastadora na região do Cáucaso, ações fatais de suas forças especiais que resultaram em baixas civis até dentro do território russo, a queda suspeita de um avião comercial e, em 2022, a invasão à Ucrânia que colocou o mundo em alerta.

A Referência organizou alguns dos principais incidentes associados ao líder russo. Relembre os casos.

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‘Erro grave’ de Putin na Ucrânia reduzirá seu tempo no poder, diz aliado de Navalny

A invasão da Ucrânia foi um “erro grave” do presidente da Rússia, Vladimir Putin, e “claramente encurtou seu tempo no poder”. A avaliação é de Leonid Volkov, assessor do oposicionista Alexei Navalny, o maior adversário do líder russo, e foi feita em entrevista à revista Newsweek.

“Antes desta guerra, poderíamos esperar que Putin fosse capaz de manter essa estagnação estável por mais 20 anos”, disse Volkov, que atualmente vive exilado na Lituânia. “Agora, eu não posso acreditar. Eu não posso imaginar como isso seria possível”.

Segundo o assessor de Navalny, a guerra é um erro histórico que tende a permitir uma reformulação na Rússia. “Esta situação apresenta uma oportunidade para o país, não apenas para o nosso movimento, de se livrar do ‘Putinismo’, passar por algum processo de purificação ou ‘desputinização‘. Algo semelhante ao processo pelo qual a Alemanha passou após a Segunda Guerra Mundial, para se tornar um país europeu muito mais forte”, afirmou Volkov.

Leonid Volkov (esq.) e Ivan Zhdanov, assessores de Alexei Navalny (Foto: reprodução/Instagram)

De acordo com Volkov, a insatisfação popular na Rússia é grande, mas não pode ser demonstrada devido à repressão do governo. Assim, segundo ele, Putin faz uso de pesquisas manipuladas para indicar que a opinião pública está a seu lado. “As pessoas estão descontentes com a situação econômica e, claro, estão descontentes com milhares de soldados russos morrendo por nada”, declarou Volkov.

Nesse sentido, pesa muito o erro estratégico da Rússia, que apostou em uma guerra rápida, sem contar com a forte resistência ucraniana. Estimativas da Ucrânia fala em 18 mil soldados russos mortos, enquanto os EUA calculam algo entre sete mil e 15 mil.

O que pode ajudar a medir o tamanho da rejeição a Putin em termos domésticos é o fato de que, mesmo sabendo dos riscos, mais 15 mil pessoas foram presas no país em protestos contra a guerra.

Mas nenhum efeito da guerra tende a assombrar Putin tanto quanto as sanções ocidentais. Afinal, elas complicam ainda mais a situação econômica do país e atingem particularmente os oligarcas russos, importantes aliados do presidente. “Eles não queriam estar guerra, queriam passar o tempo em seus iates com suas jovens amantes”, disse Volkov.

Ao colocar os oligarcas como grande ameaça ao reinado de Putin, o assessor de Navalny cobra das nações ocidentais uma maior movimentação no intuito de fortalecer esse grupo. “Acredito que o Ocidente deveria ser muito mais proativo, alcançando-os, fornecendo-lhes segurança, fornecendo-lhes estratégias de saída”.

Enquanto isso, Volkov diz que os aliados de Navalny fazem o trabalho doméstico de combate a Putin. O objetivo, segundo ele, é “conversar com o povo russo para mudar sua atitude, explicar, combater a propaganda, fazê-los entender o que realmente está acontecendo e tirar de Putin o apoio popular”.

Os mortos de Putin

Desde que assumiu o poder na Rússia, em 1999, o presidente Vladimir Putin esteve envolvido, direta ou indiretamente, ou é forte suspeito de ter relação com inúmeros eventos, que levaram a dezenas de milhares de mortes. A lista de vítimas do líder russo tem soldados, civis, dissidentes e até crianças. E vai aumentar bastante com a guerra que ele provocou na Ucrânia

Na conta dos mortos de Putin entram a guerra devastadora na região do Cáucaso, ações fatais de suas forças especiais que resultaram em baixas civis até dentro do território russo, a queda suspeita de um avião comercial e, em 2022, a invasão à Ucrânia que colocou o mundo em alerta.

A Referência organizou alguns dos principais incidentes associados ao líder russo. Relembre os casos.

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