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Ucrânia acusa Rússia de atacar maternidade e matar bebê recém-nascido

Um suposto ataque aéreo russo atingiu uma maternidade no sul da Ucrânia e matou um bebê recém-nascido nesta quarta-feira (23). A atribuição de responsabilidade à Rússia partiu de autoridades ucranianas, de acordo com a agência Associated Press (AP).

O bombardeio atingiu a cidade de Vilniansk, perto de Zaporizhzhya, onde fica localizada a maior usina nuclear do mundo e que tem sido palco de seguidos ataques. Moscou e Kiev têm trocado acusações sobre a autoria dessas ações recentes, que colocam em risco a integridade das instalações e geram o temor de uma tragédia nuclear de proporções alarmantes.

Se os ataques contra Zaporizhzhya geram debate quanto à responsabilidade, o episódio desta quarta na maternidade vem sendo atribuído exclusivamente à Rússia, que ao menos nas primeiras horas posteriores ao ocorrido não se manifestou.

Foto de setembro de 2022 mostra destruição em hospital de Chernihiv, na Ucrânia, causada por ataques registrados no início de março (Foto: Diego Ibarra sanchez/Unicef)

“À noite, monstros russos lançaram enormes foguetes na pequena maternidade do hospital de Vilniansk. A dor oprime nossos corações”, disse o governador regional, Oleksandr Starukh, através do aplicativo de mensagens Telegram. “Um bebê que acabara de ver a luz do dia foi morto. As equipes de resgate estão trabalhando no local”.

As autoridades locais afirmam que a mãe do bebê e o médico responsável pelo parto foram retirados com vida dos escombros. Segundo os serviços de emergência, os três eram as únicas pessoas na enfermaria da maternidade no momento do ataque. O prédio, de dois andares, foi destruído, segundo Starukh.

Hospitais na mira

Ataques a instalações de saúde ucranianas não são novidade na guerra, com episódios anteriores idênticos atribuídos igualmente a Moscou. Em maço, antes de a guerra completar um mês, uma maternidade de Mariupol, cidade que foi um dos primeiros alvos dos bombardeios russos, foi atingida.

O ataque contra a maternidade aconteceu no dia 9 de março, com três pessoas mortas, entre elas uma criança. De acordo com autoridades ucranianas, outras 17 pessoas ficaram feridas, inclusive mulheres grávidas e membros da equipe do hospital.

À época, a OMS (Organização Mundial de Saúde) alegou que, somente naqueles primeiros dias de conflito, havia registrado 18 ataques contra instalações médicas na Ucrânia. No total, dez pessoas teriam morrido nesse período.

Apesar das denúncias globais, Moscou não interrompeu as ações do gênero. Tanto que, no dia 21 de março, a OMS atualizou as estatísticas e afirmou que instalações de saúde haviam sido alvo de bombardeios russos em 72 ocasiões. Ou seja, 54 ataques em um intervalo de apenas 12 dias.

Mais tarde, em 7 de abril, a agência de saúde da ONU registrou o centésimo ataque a unidades médicas ucranianas. “Estamos indignados com a continuação dos ataques aos cuidados de saúde. Os ataques aos cuidados de saúde são uma violação do direito humanitário internacional”, disse Tedros Ghebreyesus, diretor-geral da OMS na ocasião.

Atualmente, o número de ataques contra hospitais e outras instalações médicas é de ao menos 688, conforme os dados da agência. O mês de março foi o mais violento nesses sentido, com 359 episódios documentados.

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Ucrânia acusa Rússia de atacar maternidade e matar bebê recém-nascido

Um suposto ataque aéreo russo atingiu uma maternidade no sul da Ucrânia e matou um bebê recém-nascido nesta quarta-feira (23). A atribuição de responsabilidade à Rússia partiu de autoridades ucranianas, de acordo com a agência Associated Press (AP).

O bombardeio atingiu a cidade de Vilniansk, perto de Zaporizhzhya, onde fica localizada a maior usina nuclear do mundo e que tem sido palco de seguidos ataques. Moscou e Kiev têm trocado acusações sobre a autoria dessas ações recentes, que colocam em risco a integridade das instalações e geram o temor de uma tragédia nuclear de proporções alarmantes.

Se os ataques contra Zaporizhzhya geram debate quanto à responsabilidade, o episódio desta quarta na maternidade vem sendo atribuído exclusivamente à Rússia, que ao menos nas primeiras horas posteriores ao ocorrido não se manifestou.

Foto de setembro de 2022 mostra destruição em hospital de Chernihiv, na Ucrânia, causada por ataques registrados no início de março (Foto: Diego Ibarra sanchez/Unicef)

“À noite, monstros russos lançaram enormes foguetes na pequena maternidade do hospital de Vilniansk. A dor oprime nossos corações”, disse o governador regional, Oleksandr Starukh, através do aplicativo de mensagens Telegram. “Um bebê que acabara de ver a luz do dia foi morto. As equipes de resgate estão trabalhando no local”.

As autoridades locais afirmam que a mãe do bebê e o médico responsável pelo parto foram retirados com vida dos escombros. Segundo os serviços de emergência, os três eram as únicas pessoas na enfermaria da maternidade no momento do ataque. O prédio, de dois andares, foi destruído, segundo Starukh.

Hospitais na mira

Ataques a instalações de saúde ucranianas não são novidade na guerra, com episódios anteriores idênticos atribuídos igualmente a Moscou. Em maço, antes de a guerra completar um mês, uma maternidade de Mariupol, cidade que foi um dos primeiros alvos dos bombardeios russos, foi atingida.

O ataque contra a maternidade aconteceu no dia 9 de março, com três pessoas mortas, entre elas uma criança. De acordo com autoridades ucranianas, outras 17 pessoas ficaram feridas, inclusive mulheres grávidas e membros da equipe do hospital.

À época, a OMS (Organização Mundial de Saúde) alegou que, somente naqueles primeiros dias de conflito, havia registrado 18 ataques contra instalações médicas na Ucrânia. No total, dez pessoas teriam morrido nesse período.

Apesar das denúncias globais, Moscou não interrompeu as ações do gênero. Tanto que, no dia 21 de março, a OMS atualizou as estatísticas e afirmou que instalações de saúde haviam sido alvo de bombardeios russos em 72 ocasiões. Ou seja, 54 ataques em um intervalo de apenas 12 dias.

Mais tarde, em 7 de abril, a agência de saúde da ONU registrou o centésimo ataque a unidades médicas ucranianas. “Estamos indignados com a continuação dos ataques aos cuidados de saúde. Os ataques aos cuidados de saúde são uma violação do direito humanitário internacional”, disse Tedros Ghebreyesus, diretor-geral da OMS na ocasião.

Atualmente, o número de ataques contra hospitais e outras instalações médicas é de ao menos 688, conforme os dados da agência. O mês de março foi o mais violento nesses sentido, com 359 episódios documentados.

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