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F1 passou por grandes evoluções dos motores em 76 anos; veja história

F1 passou por grandes evoluções dos motores em 76 anos; veja história

Por que a revolta dos pilotos obrigou a F1 a mudar as regras? Entenda o “superclipping”
Os motores de 2026 da F1 mal estrearam e já geraram debates, com mudanças aprovadas para o GP de Miami – quarta etapa desta temporada. Ainda assim, os V6 híbridos de hoje são só o capítulo mais recente de uma história de 76 anos de evolução na categoria. O ge relembra, abaixo, todas as unidades que alimentaram os carros mais rápidos do mundo nas últimas sete décadas; confira!
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“Mundial de baterias”? Entenda críticas dos pilotos na F1
Motor Honda dominou a F1 na segunda metade dos anos 1980
Getty Images
1950-1953 – Primeiros anos e regulamento de F2
Os carros usavam motores V12 e V8 de 1,5 litro com supercompressor (utilizado para levar mais ar aos cilindros), ou de 4,5 litros aspirados, que eram maiores. A Alfa Romeo do título de Nino Farina em 1950, por exemplo, era um V8 de 350 cv.
Sem grandes restrições de regulamento, houve espaço para inovações como o motor V16 da BRM: ele chegava a 600 cv, algo inédito pra época, mas o excesso de potência comprometeu a confiabilidade da unidade.
A F1 aderiu, em 1952, ao regulamento da antiga Fórmula Dois (criada em 1948) por questões financeiras e logísticas; a Ferrari dominou a categoria om um motor V4 de 2,0 litros e 180 cv, cujo um dos diferenciais era sua posição: atrás do eixo dianteiro. Nino Farina foi campeão e conquistou também o título do ano seguinte. Nessa época, a velocidade máxima chegou a 280 km/h.
Farina acelera Alfa Romeo no GP da Inglaterra de 1950
Getty Images
1954-1960 – Era de experimentações
A F1 adotou motores menores, aspirados e de 2,5 litros que eram, em sua maioria, V8 e V12 com quatro a 12 cilindros. A unidade da Mercedes do campeão Juan Manuel Fangio (1955 e 1956) se sobressaiu com um novo sistema de acionamento de válvulas, sem molas, e de injeção direta de combustível. A potência também aumentou: o modelo da Ferrari, por exemplo, chegava a 260 cv.
Em 1956, a Bugatti revolucionou ao competir com um motor na parte de trás do carro. A Cooper desenvolveu a ideia com a criação de uma peça menor e, em 1958, Stirling Moss ganhou a primeira corrida da história da F1 com um motor na traseira do carro, a bordo do Cooper T43.
Bugatti 251 no GP da França da F1 em 1956
LAT Images
Neste ano, um regulamento técnico começou a ser formalmente desenvolvido na categoria, elevando a importância dos projetistas. No fim da década, grandes marcas como Ferrari, Alfa Romeo e Mercedes viram a ascensão da Cooper de Jack Brabham, campeão em 1959 e 1960; no ano do bicampeonato, o australiano acelerava a quase 300 km/h.
1961-1965 – Primeiros regulamentos
Visando mais segurança, a F1 reduziu o tamanho dos motores para 1,5 litro – estes chegavam a ter de 12 a 16 cilindros. Outra novidade foi o fim dos motores supercompressores; além disso, as unidades passaram a ser instaladas na parte de trás dos carros, que se viram mais leves, rápidos e menores. Para completar, as equipes deixaram de usar combustível de aviação.
Em 1961, a Ferrari se destacou com o carro 156, apelidado de “nariz de tubarão” e que tinha um motor V6. No ano seguinte, a Lotus também inovou com o modelo 25, cujo motor V8 alcançava 200 cv. Até o fim desta era, a potência dos motores chegou a 220 cv.
Phil Hill com Ferrari 156 em 1961
National Motor Museum/Heritage Images via Getty Images
1966-1986 – Era dos motores históricos
A F1 trouxe os supercompressores de volta com motores de 1,5 litro – as equipes também utilizavam motores aspirados de 3 litros. Quem marcou época foi o motor Ford-Cosworth DFV, um V8 de 3 litros que estreou em 1967 e conquistou 12 campeonatos de pilotos e dez de equipes até o fim da era.
Projetado por Keith Duckworth e antecessor do modelo DFY, a unidade impulsionou carros da Lotus, McLaren, Brabham e Tyrrell. Ele chegava a 400 cv e também era barato, o que tornou a F1 mais democrática.
Em 1977 surgiram também os motores turbo da Renault. Eles tinham 1,5 litro e eram V6 – embora não tenham vingado, prepararam o terreno para seus sucessores, desenvolvidos pela Ferrari e a BMW até os turbos adquirirem protagonismo total já na década de 1980. A potênica seguiu em crescente nas pistas e, até o fim da era, a McLaren guiava um motor Porsche de 850 cv.
Colin Chapman com Graham Hill e Keith Duckworth, artífice do motor Ford-Cosworth
Getty Images
1987-1988 – Turbos em protagonismo
Com os motores aspirados perdendo terreno, o turbo ganhou mais espaço na F1 com modelos de 1,5 litro, e,mbora os aspirados de 3,5 litros seguissem disponíveis. Em 1983, Nelson Piquet foi o primeiro campeão com um motor turbo, correndo com um BMW em sua Brabham.
A época foi marcada pela histórica parceria de Alain Prost e Ayrton Senna na McLaren, agora alimentada pelo motor Honda: a unidade do carro inglês era um V6 que alcaçava 685 cv de potência. No entanto, a crescente força dos motores turbo começou a causar preocupação na F1 e eles foram banidos.
Apresentação da McLaren-Honda de 1988, com Ayrton Senna e Alain Prost
Divulgação
1989-1994 – Restrições beneficiam Honda e Renault
Além de proibir os turbos, a F1 impôs que todos os motores fossem de 3,5 litros e até 12 cilindros. Foi neste período que os V12 e V10 ganharam maior adesão embora o V8 ainda fosse utilizado. Novamente, a Honda de Senna ganhou protagonismo no período, bem como o motor Renault da Williams campeã com Nigel Mansell (1992) e Alain Prost (1993), e da Benetton (1994).
1994-2005 – F1 ganha som característico
A morte de Senna em 1994 forçou mudanças também nos motores, como a redução das cilindradas de 3500 para 3000. Eles passaram a ser de 3,5 litros, aspirados; nesta era, os V10 ganharam adesão por terem melhor desempenho e confiabilidade.
A Ferrari adiou sua adoção até 1996. No entanto, o V12 utilizado pela escuderia em 1995 tinha cerca de 690 cv de potência, uma evolução frente aos 350 cv do V12 que a italiana construiu em 1950, temporada inaugural da F1.
Motor da Renault para a temporada 1996 da F1
Ercole Colombo / Studio Colombo/Getty Images
Neste período, Renault, Mercedes e Ferrari despontaram com sucessivas conquistas no Mundial e os V10 tornaram-se obrigatórios a partir de 2000, quando Schumacher conquistou o primeiro de seus cinco títulos por Maranello.
Também foi nesta época que o som alto dos motores tornaram-se praticamente um símbolo imaterial da F1. Os motores aspirados passaram a ser de 3 litros, chegando a superar os 900 cv – com rotações por minuto de mais de 19,000 no caso da Renault que levou Alonso ao seu título inédito em 2005.
2006-2013 – Estreia dos V8 e KERS
A F1 reduziu a potência dos motores em cerca de 20% e definiu os V8 de 2,4 litros como padrão: as unidades passaram a alcançar 750 cv ao invés dos 950 cv do modelo anterior, e a rotação do motor subiu para 20,000 antes de ser limitada progressivamente até 18,000 em 2009.
Felipe Massa recebe o motor utilizado no GP do Brasil de 2008 como presente de despedida da Ferrari
Divulgação
A maior novidade dessa época foi a introdução do KERS (Kinect Energy Recovery System ou, em português, Sistema de Recuperação de Energia Cinética). Predecessor do ERS, ele estreou em 2009 para aproveitar a energia desperdiçada em frenagens, redistribuindo 85 cv extras ao piloto.
A era começou com o bicampeonato de Fernando Alonso com a Renault, mas foi marcada pelo surgimento da estrela Lewis Hamilton em 2007 e o domínio do tetracampeão Sebastian Vettel com a Red Bull, de 2010 a 2013.
2014 aos dias atuais – V6 híbridos e ERS
A categoria adotou as atuais unidades de potência em 2014: os novos modelos, V6 turbos, possuíam 1,6 litro e passaram a ter 20% de sua energia produzida de forma elétrica. O KERS deu lugar ao ERS, o sistema de recuperação de energia que consistia no MGU-K (motor de recuperação da energia dos freios) e o MGU-H (motor de recuperação de energia da queima).
O Mercedes-Benz PU106A Hybrid, motor que dominou a Fórmula 1 na temporada 2014
Mercedes-AMG
O dispositivo se mostrou mais econômico e potente, superando 1000 cv. No entanto, ele soou bem diferente aos ouvidos do público, o que não deixou os fãs mais puristas tão felizes. A era foi marcada pelo domínio da Mercedes, octacampeã entre 2014 e 2021.
Nico Rosberg (2016) e Lewis Hamilton (2014-2015, 2017-2020) também faturaram títulos até o renascimento da Red Bull do tetracampeão Max Verstappen (2021-2024). Em 2025, a McLaren dominou e venceu o Mundial com Lando Norris, antes das mudanças introduzidas em 2026 para aumentar a potência elétrica dos motores. geRead More