Órgão fiscalizador do Corinthians aprova com ressalvas contas de 2025; auditoria vê incertezas
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O Conselho de Orientação (Cori) do Corinthians aprovou, com ressalvas, as contas do clube em 2025, na noite da última quarta-feira. O balanço financeiro, que aponta déficit de R$ 143,441 milhões no ano passado, será submetido a votação no Conselho Deliberativo na próxima segunda-feira.
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Os integrantes do Cori se reuniram para analisar o balanço apresentado pela gestão Osmar Stabile e o aprovaram com ressalvas, conforme publicado primeiro pelo site Central do Timão e confirmado pelo ge.
O parecer final, com os apontamentos do órgão de fiscalização e orientação do clube, ainda será enviado ao Conselho Deliberativo, que será o responsável por aprovar ou não as contas.
Osmar Stabile, presidente do Corinthians
Marcos Ribolli
Um dos principais questionamentos de conselheiros em geral é a inclusão da transação tributária com a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) no exercício 2025, sendo que a assinatura do acordo só ocorreu neste ano.
A renegociação da dívida de R$ 1,2 bilhão com a União para R$ 679 milhões, após desconto de 46,6% resultou, resultou em uma diminuição de R$ 217,428 milhões na dívida bruta total do Corinthians, que terminou dezembro em R$ 2,723 bilhões, abaixo do patamar de R$ 2,8 bilhões que chegou a alcançar em novembro.
Essa é, inclusive, uma das ressalvas da auditoria independente contratada para analisar as contas corintianas. O relatório aponta que a assinatura ocorreu em 2026.
— Consequentemente, em 31 de dezembro de 2025, o saldo de impostos parcelados no passivo encontra-se subavaliado e o patrimônio líquido e o resultado do exercício encontram-se superavaliados, no montante de R$ 593,299 milhões — diz os auditores, em documento obtido pelo ge.
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Em outro trecho, o relatório aponta que dados financeiros ruins colocam em dúvida a capacidade da continuidade operacional do Corinthians.
— O restabelecimento da rentabilidade do clube, o retorno ao patrimônio líquido positivo e o incremento de geração de caixa de atividades operacionais, de modo a mitigar (reduzir) o risco de descontinuidade operacional, dependem da implementação bem-sucedida das ações estratégicas e de governança mencionada na nota explicativa nº 1.
— Essas condições indicam a existência de incerteza relevante que pode levantar dúvida significativa quanto à capacidade de continuidade operacional do clube — escreveram os auditores.
Para defender a sua posição de que os efeitos da transação tributária devem ser integralmente reconhecidos nas demonstrações financeiras de 2025, a gestão Stabile elaborou uma defesa técnica contábil especificamente sobre esse tema, com auxílio de parecer jurídico de um escritório de advocacia externo.
O argumento da diretoria é que, embora tenha sido só assinado em 2026, o acordo já havia sido acertado no fim do ano passado, quando a redução dos débitos já era reconhecida por documentos.
O parecer jurídico da defesa técnica apresentada aos conselheiros pela Diretoria Financeira traz trocas de e-mails com a Procuradoria-Geral da Fazenda do dia 30 de dezembro, com o acerto encaminhado.
Como não houve expediente nos dias 31 de dezembro e 1º de janeiro, o acordo só foi assinado em 2 de janeiro.
Os números de 2025 contemplam cinco meses da administração do ex-presidente Augusto Melo, que sofreu impeachment, e sete meses sob o comando de Stabile, que assumiu a presidência provisoriamente em 26 de maio e depois definitivamente a partir de 27 de agosto.
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