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Luís Castro admite problema ofensivo do Grêmio em vitória: “Deveria criar mais situações”

Luís Castro admite problema ofensivo do Grêmio em vitória: “Deveria criar mais situações”

Luís Castro lamentou a produção ofensiva do Grêmio durante a vitória de 1 a 0 sobre o Deportivo Riestra, pela 2ª rodada da Copa Sul-Americana. Mesmo com uma posse de bola de mais de 80%, o Tricolor teve poucas chances claras para marcar diante dos argentinos. O treinador, entretanto, disse na coletiva de imprensa que esteve satisfeito com o setor de criação da equipe, embora tenha admitido que o time precisava ter tido mais oportunidades de gol.
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– Eu acho que o Grêmio não apresentou dificuldades na criação das jogadas, senão não conseguiria ter 82% de posse de bola. Foi uma construção segura. Tivemos, sim, dificuldade em finalizar. Agora, na criação, não teve qualquer tipo de problema, até porque os números dizem isso – analisou.
– Não deixamos de criar oportunidades e hoje o adversário não chutou uma vez ao nosso gol e nós chutamos 17 vezes e 6 na direção do gol. Portanto, os números tiram claramente as dúvidas daquilo que fizemos durante o jogo. Das 17 finalizações, deveríamos ter feito mais gols, sim. E devíamos ter criado mais oportunidades, sim. Estou de acordo – completou.
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O treinador iniciou com Tetê e Gabriel Mec pelas pontas e teve novamente Braithwaite como centroavante, assim como na derrota para o Torque City estreia da competição. No segundo tempo, as entradas de Amuzu (Tetê) e Enamorado (Mec) lançaram o Grêmio ainda mais para o ataque – embora as chances claras ainda tenham sido escassas.
– Pecamos claramente em identificarmos os espaços. Detectamos uma vez, chegamos ao gol e tivemos outra jogada do Amuzu no fim do jogo. Mas é muito pouco para o que foi o nosso volume. Com 82% de posse de bola, temos que criar muito mais situações de gol. Nosso problema é esse, não conseguimos perfurar as defesas contrárias, fundamentalmente quando se encontram mais baixas, que foi o que ocorreu hoje. O Enamorado foi determinante em encontrar um espaço para depois fazer a assistência para o gol. Foi muito difícil jogar contra esta equipe com um bloco tão baixo – justificou.
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Sobre o trio de volantes que iniciou a partida – Noriega, Dodi e Nardoni – o treinador disse que o setor funcionou como uma “criação a três”, com o recuou de Noriega para ser zagueiro com Balbuena e Viery e o avanço dos laterais e pontas, estes mais por dentro. A reclamação foi de escolhas defensivas contra um rival que pouco avançou.
– Neste caso, aquilo que nós fizemos foi, como muitas equipes do mundo fazem, jogar com dois volantes à frente dessa linha de três. E projetamos os laterais, os pontas (para dentro) e o centroavante. Quem joga com linha de três tem que jogar assim porque fica pouca gente na construção – explicou.
Luís Castro se disse satisfeito com o setor de criação do Grêmio
Rafael Favero/ge
O técnico português comentou, ainda, sobre a falta de confiança do grupo de jogadores. Até o duelo diante do Riestra, o Grêmio amargava cinco jogos sem vitórias.
– A retomada de confiança é muito difícil no futebol. Fizemos, na minha opinião, um bom jogo contra o Palmeiras, que poderia ter nos levado a uma retomada, mas fomos derrotados. Sem vitória não há volta de confiança. Queremos muito entregar mais vitórias para a nossa torcida – finalizou.
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