Medalhista olímpico é acusado de vender ilegalmente sêmen congelado de cavalo de R$ 4,6 mi
O hipismo da França foi abalado por uma disputa judicial e ética. Bronze com a equipe francesa de saltos nas Olimpíadas de Paris 2024, Simon Delestre está sendo acusado de vender ilegalmente o sêmen congelado de Couletto, cavalo que montou por anos. O dono do garanhão afirma que não autorizou o cavaleiro francês a comercializar um recurso genético irrecuperável, uma vez que Couletto faleceu em 2020. As informações são do jornal francês “L’Equipe”.
Simon Delestre
Jan Woitas/picture alliance via Getty Images
Daniel Pagès comprou Couletto em 2008 por cerca de €800 mil (mais de R$ 4,6 milhões na cotação atual). O garanhão era valorizado não apenas pelo desempenho nas provas de saltos do hipismo, mas também pelo potencial reprodutivo, a probabilidade de transmitir aptidão, físico, temperamento e um perfil competitivo distinto.
– Senti o peso da traição. Eu o ajudei a crescer. E ele me enganou por cerca de 10 anos. É terrível. Não se pode morder a mão que te alimenta. Vai além do dinheiro. Não vou deixar isso impune – disse Pagès, ao “L’Equipe”.
Em março de 2023, Delestre reconheceu em um e-mail que a sociedade agrícola Ouchs havia vendido alguns serviços de inseminação artificial, porque do contrário os sêmens congelados de Couletto seriam destruídos pelo laboratório, cujas contas já não eram mais pagas por Pagès.
Em 2024, quatro dias depois de Delestre ter conquistado o bronze olímpico montando I Amelusina R 51, um juíz ordenou que o cavaleiro fornecesse todas as faturas, extratos bancários e e-mails relacionados a Couletto.
A defesa de Delestre afirma que o cavaleiro optou por armazenar sêmen de Couletto em um laboratório, enquanto Pagès escolheu outro laboratório, alegando que ambos poderiam vender doses do material genético do garanhão.
A Ouchs foi condenada a pagar €18.200 (cerca de R$ 106,2 mil) a Pagès e €27.300 (quase R$ 160 mil) a Delestre e sua esposa, Magali. As partes ainda podem recorrer. geRead More


