Sobe e desce da F1: veja destaques e decepções no início de 2026
Kimi Antonelli vence o GP do Japão | Melhores momentos | Fórmula 1 2026
A Fórmula 1 chegou a 2026 com muitas novidades: com a introdução dos novos regulamentos técnicos e de motores, a ordem de forças mudou em relação ao ano passado, em que Lando Norris conquistou o título pela McLaren. Em abril, a categoria vive uma pausa forçada, fruto do cancelamento dos GPs do Bahrein e da Arábia Saudita devido à guerra no Oriente Médio.
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Em meio ao período sem provas na temporada, o ge mostra abaixo não só os pilotos e equipes que se destacaram, mas também aqueles que decepcionaram até aqui. Confira:
⬆️ Quem sobe
Mercedes
Dominante durante oito anos no início da era híbrida, a equipe perdeu terreno após a chegada dos regulamentos de 2022, tornando-se coadjuvante na briga por títulos. No entanto, a nova mudança de regras desta temporada deu aos times uma nova oportunidade de brilhar, e os alemães aproveitaram como ninguém.
Kimi Antonelli e George Russell conquistaram duas dobradinhas em três corridas
Poly Fei/SOPA Images/LightRocket via Getty Images
Com um carro aerodinamicamente forte, um motor potente e dois pilotos talentosos, a escuderia já era dada como favorita antes mesmo da pré-temporada e confirmou as expectativas: até aqui, são três vitórias em três corridas, com duas dobradinhas. Os resultados, é claro, colocam o time na liderança do campeonato de construtores.
Kimi Antonelli
É impossível falar do domínio da Mercedes sem falar do italiano. Do alto de seus 19 anos de idade, Antonelli começou o campeonato avaliado como segunda força do time, enquanto esperava-se que George Russell dominasse o início de ano. No entanto, o talentoso garoto de Bolonha tem mostrado mais do que se imaginava logo de cara.
Kimi Antonelli beija o troféu de vencedor do GP do Japão de F1
Clive Rose – Formula 1/Formula 1 via Getty Images
Depois de acabar em segundo na Austrália, Kimi conseguiu a primeira pole position e a primeira vitória da carreira no GP da China, quebrando jejum de 20 anos da Itália na F1. No Japão, repetiu a dose com muita velocidade (e sorte com o safety car) para se tornar o mais jovem piloto a liderar o campeonato na história, superando marca que era de Lewis Hamilton.
Lewis Hamilton
Por falar no heptacampeão, o piloto de 41 anos é outro que parece estar em melhor forma na comparação com o ano passado, repleto de dificuldades. Apesar de uma crítica aqui e outra ali, o britânico tem se mostrado mais contente com o carro da Ferrari e com o novo regulamento, e o desempenho na pista mostra isso.
Lewis Hamilton com troféu de terceiro lugar no GP da China da F1 em 2026
Jakub Porzycki/NurPhoto via Getty Images
O veterano travou belíssimas batalhas com Charles Leclerc, a mais marcante delas na China. Em Xangai, Hamilton conseguiu superar o companheiro de equipe e conseguiu o primeiro pódio pela Ferrari em 26 corridas, quebrando um longo e incômodo jejum. Lewis pontuou nas três corridas até aqui e está em quarto no campeonato.
Leclerc, Hamilton e Russell disputam posições no GP da China
Alpine
Para além da Mercedes, a equipe francesa foi outra que se beneficiou – e muito – da mudança de regulamento na Fórmula 1. Última colocada no campeonato do ano passado, a escuderia tem mostrado muito mais ritmo neste ano e ocupa a quinta colocação na tabela de construtores, com 16 pontos. Destaque para as atuações de Pierre Gasly, que somou 15 dos 16 tentos e está em oitavo entre os pilotos.
Alpine está na frente da Red Bull no campeonato de construtores
Mark Thompson/Getty Images
A ascensão da Alpine se explica não só por uma solução aerodinâmica consistente, mas também pela mudança de motor: a equipe fechou a fábrica de Viry-Chatillon e trocou a Renault pelas unidades de potência da Mercedes. A curto prazo, a decisão se mostrou um acerto, já que o motor produzido pelos alemães é o mais forte do grid até o momento.
Haas
Na esteira da Alpine, outra equipe que melhorou bastante o desempenho em relação ao ano passado é a Haas. O time americano ampliou a parceria com a Toyota Gazoo Racing no fim de 2025 e, desde os testes de pré-temporada, tem mostrado não só um ritmo bom, mas muita confiabilidade.
Oliver Bearman pilota carro da Haas no GP do Japão de F1 2026
Divulgação/Haas
A estabilidade tem sido o principal trunfo da Haas, que tem obtido bons resultados sem ser brilhante. Prova disso é que a equipe ocupa o quarto lugar no campeonato de construtores, com dois pontos a mais que a Red Bull. O desempenho supera a própria expectativa da equipe, e o chefe de equipe Ayao Komatsu afirmou que “daria risada” se alguém lhe dissesse antes da temporada que o time estaria nessa posição.
⬇️ Quem desce
Aston Martin
Esta seção de decepções terá nomes de mais peso, mas não há como começar sem falar da Aston Martin. A equipe inglesa sonhava em brigar no topo da tabela, investiu em estrutura e contratou o lendário projetista Adrian Newey, além de ter firmado parceria com a Honda, nova fornecedora de motores do time. No entanto, o início de ano da escuderia de Silverstone é desastroso até aqui.
Mecânicos da Aston Martin trabalhando no carro de Alonso
Go Nakamura/Reuters
A equipe abandonou a pré-temporada mais cedo com problemas no carro, falta de peças e muitas quebras. Depois, a Honda descobriu que as vibrações constantes têm não só afetado as baterias, mas podem prejudicar até a saúde dos pilotos e causar danos constantes nos nervos das mãos. Resultado: o time está mais lento até mesmo que a estreante Cadillac, e só conseguiu concluir uma corrida no Japão, com Fernando Alonso no modesto 18º lugar.
Red Bull
O caso da Aston Martin é mais dramático, mas a equipe não foi a única a sofrer com o novo regulamento: a Red Bull passa pela mesma situação, mas com unidades de potência próprias (em parceria com a Ford) e um chassis problemático. O carro até mostrou lapsos de competitividade, como no terceiro lugar de Isack Hadjar no grid da Austrália, mas o ritmo de corrida ainda é inferior ao dos rivais – e a equipe tem sofrido com a confiabilidade.
Red Bull tem passado longe de andar no ritmo das equipes de topo
Clive Rose – Formula 1/Formula 1 via Getty Images
O motor de Hadjar pifou ainda na volta 11 da corrida em Melbourne. Na China, foi a vez de Verstappen abandonar, após um problema no sistema de recuperação de energia. E mesmo quando os pilotos concluem as corridas, passam longe de brigar pelo pódio. O maior exemplo do déficit de competitividade aconteceu no Japão, quando Hadjar sequer pontuou e Verstappen ficou preso no oitavo lugar, atrás de Gasly. Com isso, os austríacos ocupam o decepcionante sexto lugar entre os construtores.
Max Verstappen
É verdade que o carro da Red Bull não ajuda, mas Verstappen também está abaixo do talento que demonstrou na última temporada, quando bateu na trave do pentacampeonato após uma arrancada bastante improvável. O holandês está bastante frustrado com o novo regulamento, considerado “anticorrida” por ele, e cogita até mesmo deixar a Fórmula 1 ao fim de 2026.
Verstappen volta a mencionar insatisfação com novo regulamento da F1
Marcel van Dorst/EYE4IMAGES/NurPhoto via Getty Images
Tamanha insatisfação se reflete na pista, e Verstappen ocupa apenas o modesto nono lugar entre os pilotos, com 12 pontos ganhos. Sem momentos de brilho até aqui, Max teve como maior destaque no início de campeonato dois eventos negativos: primeiro, a forte batida na classificação para o GP da Austrália; depois, a expulsão de um jornalista de entrevista coletiva antes do GP do Japão.
Max Verstappen bate e abandona a classificação do GP da Austrália
McLaren
Atual bicampeã de construtores, a escuderia papaia enfrenta um início de temporada difícil – talvez pelo foco adicional dispensado ao último campeonato. Fato é que o time ainda não se encontrou com o motor Mercedes neste novo regulamento, o que ficou explícito pelo abandono duplo antes mesmo da largada na China.
Carros de Piastri e Norris nos boxes da McLaren após problemas que os tiraram da largada do GP da China
Jakub Porzycki/Reuters
A equipe chegou a reclamar publicamente de não receber informações suficientes da Mercedes sobre a unidade de potência. Embora tenha reagido no Japão, com o segundo lugar de Piastri (que liderava e poderia ter vencido, não fosse o azar com o safety car), a McLaren ainda parece uma sombra daquela que dominou boa parte de 2025.
Williams
Com uma dupla de pilotos decente e um ano de 2025 promissor, a Williams esperava ao menos manter o status de força no pelotão intermediário, mas a equipe caiu bastante de rendimento e tem se contentado em ficar à frente de Cadillac e Aston Martin, especialmente nas classificações. Tudo isso com motor Mercedes, o mais potente até aqui.
Carlos Sainz, da Williams, no GP do Japão de F1 2026
Peter Fox/Getty Images
Apesar do desempenho ruim, o time não tem tido tantos problemas de confiabilidade: o único abandono foi o de Alexander Albon, antes de largada do GP da China. Parte do ritmo lento da equipe inglesa tem a ver com o peso do carro, mais de 20kg acima do mínimo permitido na F1 – o que afeta os tempos de volta nas corridas. geRead More


