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Análise: base do Ceará resolve Clássico, dá resposta a Mozart e amplia tabu sobre o Fortaleza

Análise: base do Ceará resolve Clássico, dá resposta a Mozart e amplia tabu sobre o Fortaleza

Ceará 2 x 1 Fortaleza | Melhores momentos | 9ª rodada | Brasileirão Série B 2026
O Ceará aumentou o tabu contra o Fortaleza em grande estilo neste domingo (17). Ao vencer o maior rival por 2 a 1, o Vovô ampliou a marca de 14 para 15 jogos sem perder para o Tricolor. A vitória de virada pela Série B contou com boa atuação e participação decisiva dos jogadores da base do Ceará e escancarou que a principal solução para atravessar o momento negativo está dentro do próprio clube. O Vovô venceu de virada e os gols foram marcados por Melk e Júlio César. Maílton, de pênalti, marcou para o Fortaleza.
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Escalação
Mozart fez uma escolha assertiva para o Clássico-Rei. O técnico do Ceará optou por repetir a escalação do time que enfrentou e venceu o Atlético-MG pela Copa do Brasil. A decisão foi acertada porque era o que o Ceará tinha de melhor à disposição. O time havia jogado bem diante do Galo e não existia motivo convincente para mexer na estrutura da equipe, principalmente diante da necessidade urgente de voltar a vencer na Série B.
Mozart em Ceará x Fortaleza
Thiago Gadelha/SVM
Bruno Ferreira, Alex Silva, Éder, Luizão, Fernando, Dieguinho, Júlio César, João Gabriel, Melk, Fernandinho e Gustavo Prado formaram a onzena inicial. O time ainda pecou no último terço do campo, sem sequer finalizar no gol defendido por Vinicius Silvestre no primeiro tempo, mas, até o Clássico-Rei, havia sido a equipe que melhor atuou depois de muito tempo.
O trunfo é a base
O Ceará foi para o jogo com oito jogadores da base relacionados, sendo dois titulares. Em determinado momento da partida, estavam em campo João Gabriel, Melk, Enzo Lodovico e Giulio, justamente quando o Vovô viveu seu melhor momento no jogo. A postura da equipe foi diferente, mais intensa e agressiva.
Melk em Ceará x Fortaleza
Thiago Gadelha/SVM
A base do Ceará virou o principal recurso encontrado por Mozart para tentar tirar o time da situação incômoda em que se encontra. O primeiro gol saiu em uma jogada construída inteiramente por atletas formados no clube. Sanchez toca para João Gabriel, que lança na área para Enzo. O jogador faz o pivô e toca para Melk finalizar e empatar o jogo.
O segundo gol também nasce dos pés da juventude. O escanteio cobrado por Melk encontra Júlio César na área, e o volante aparece para cabecear e garantir a virada do Ceará.
Experientes fora
Para o jogo diante do Fortaleza, três jogadores experientes do elenco do Ceará perderam espaço: Vina, Pedro Henrique e Richardson não foram relacionados por opção técnica. A escolha foi posteriormente explicada por Mozart, que valorizou o desempenho nos treinamentos.
Richardson pelo Ceará
Gabriel Silva/Ceará SC
A mensagem passada pelo treinador foi clara: nome não garante vaga. Em meio à pressão e à falta de resultados, quem mostrou mais entrega ganhou espaço.
Esperança nos pés de Melk
A esperança do torcedor do Ceará, ainda magoado pelo cenário em que a equipe se encontra, passa diretamente pelos pés de Melk. O atacante é visto pela torcida como uma peça capaz de mudar partidas e é exatamente isso que ele vem fazendo. Hoje, Melk não deveria sequer ser discutido como opção no time titular de Mozart. O jogador já se coloca como dono da posição.
Melk em Ceará x Fortaleza
Thiago Gadelha / SVM
Aos 19 anos, Melk reúne características que o torcedor do Ceará sente falta há muito tempo: raça, coragem, autenticidade e vontade de vencer. As oportunidades e a confiança depositadas nos jogadores da base vêm sendo correspondidas. Enzo, Giulio e João Gabriel fizeram partidas à altura das expectativas e mostraram personalidade em um dos jogos mais importantes da temporada.
Ficou evidente que vitória e derrota têm um peso diferente para os jogadores formados no clube. Existe identificação, senso de pertencimento e competitividade algo que o Ceará vinha demonstrando pouco ao longo da temporada.
Laterais do Ceará
As laterais do Ceará seguem dando dor de cabeça para Mozart. Rafael Ramos, bastante questionado pela torcida, não foi utilizado pelo treinador nem mesmo quando Alex Silva, titular da posição, sentiu e precisou deixar o campo. Na saída do jogador, Enzo Lodovico entrou. O atleta é lateral de origem, mas também atua no ataque. Júlio César fez a cobertura pelo lado direito.
Alex silva em Ceará x Fortaleza
Ismael Soares/SVM
Do lado esquerdo, Maílton mais uma vez se sobressaiu a Fernando, que posteriormente foi substituído por Sanchez, no momento em que Mozart praticamente admitiu a fragilidade da lateral esquerda do Ceará.
Tabu mantido
Além da vitória, o Ceará ampliou para 15 jogos o tabu sem perder para o maior rival, Fortaleza. A última derrota do Vovô para o Leão aconteceu no dia 1º de abril de 2023. Além disso, o Ceará encerrou uma sequência de 10 jogos de invencibilidade do Fortaleza na temporada.
A última derrota do Fortaleza havia sido justamente contra o Ceará, no dia 8 de abril, pela Copa do Nordeste, quando o Vovô venceu por 2 a 0 mesmo atuando com um jogador a menos.
Mozart respira aliviado
Com a vitória, o técnico Mozart respira aliviado e terá uma semana mais tranquila para trabalhar com o elenco. O treinador vinha sendo pressionado pela torcida em decorrência da falta de resultados e da dificuldade da equipe em apresentar evolução. A situação está longe de ser resolvida, mas foi amenizada pelo resultado no clássico.
A torcida deixou isso claro ao protestar contra a diretoria após o fim do jogo. Os torcedores pediram a saída do presidente do clube, João Paulo Silva, evidenciando que a vitória não apagou a insatisfação acumulada.
Mozart em Ceará x Fortaleza
Thiago Gadelha/SVM
Depois de muito tempo, Mozart terá uma semana cheia para trabalhar a equipe para o próximo confronto. Afinal, o Ceará disputou apenas a Série B do Campeonato Brasileiro.
O Ceará volta a campo diante do Novorizontino neste sábado (23), em jogo válido pela 10ª rodada da Série B. O confronto será no Estádio Jorge Ismael de Biasi, em Novo Horizonte, às 16h. geRead More