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Campeãs olímpicas juntas, Thaísa e Adenízia se enfrentam como capitãs na final da Superliga Feminina

Campeãs olímpicas juntas, Thaísa e Adenízia se enfrentam como capitãs na final da Superliga Feminina

Esporte: Praia Clube vence Sesc-Flamengo e está na final da Superliga feminina
A final da Superliga Feminina entre Minas e Praia Clube vai reunir atletas com importância histórica para o vôlei brasileiro. Campeãs olímpicas juntas nos Jogos de Londres, em 2012, Thaísa e Adenízia estarão em lados opostos neste domingo – ambas, como capitãs e referências técnicas e emocionais de suas equipes.
Além da dupla, mais três medalhistas olímpicas – duas, do lado praiano, e uma na equipe minastenista – entrarão em quadra no Ginásio do Ibirapuera, em São Paulo, neste domingo. A partida terá transmissão da TV Globo, do sportv e da getv. O ge também acompanha o duelo em tempo real com vídeos exclusivos.
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Adenízia Thaísa final Superliga
Infoesporte
Duelo de campeãs
Em 2012, Thaísa era titular da seleção brasileira e já tinha ganhado o ouro nos Jogos de Pequim quatro anos antes. A central foi um dos grandes nomes da campanha do país em Londres, com direito a marcar 26 pontos nas quartas de final contra a Rússia, número impressionante para uma jogadora da posição.
Seleção feminina de vôlei após conquista do ouro em Londres, 2012
Divulgação/FIVB
Reserva de Thaísa e Fabiana, Adenízia teve um papel fundamental fora da quadra naquela campanha. Com a Seleção perto de ser eliminada na fase de grupos, a jogadora colocou a música “Ressuscita-me” para tocar no vestiário após a derrota para a Coreia do Sul. A canção embalou a reação do elenco brasileiro, que cresceu no mata-mata e ficou com o ouro. A importância do gesto de Adê foi reconhecida pelas companheiras após o título no documentário Mulheres de Ouro, do sportv.
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Depois de Londres, as duas jogadoras continuaram no radar da Seleção Brasileira e atuaram nas Olimpíadas do Rio, em 2016, quando o Brasil caiu nas quartas de final para a China. Thaísa ainda disputou os Jogos de Paris, em 2024, e ficou com a medalha de bronze.
Para além da seleção, a dupla se tornou destaque também pelos clubes. Thaísa, com 38 anos, está no Minas desde 2019 e tem três títulos de Superliga pela equipe de Belo Horizonte. Adenízia, de 39, chegou ao Praia em 2023, se tornou capitã já no ano seguinte e busca o primeiro troféu do campeonato nacional no time de Uberlândia.
Esse será o segundo duelo entre as duas centrais por Minas e Praia em uma final de Superliga – o primeiro, com ambas como capitãs. Na Superliga 2023/24, Thaísa levou a melhor sobre Adenízia e faturou o troféu com o Minas.
Thaísa e Adenízia são as capitãs de Minas e Praia Clube
Hedgard Moraes/Minas Tênis Clube
Mais medalhistas
Thaísa e Adenízia não serão as únicas medalhistas olímpicas em quadra. A levantadora Macris, do Praia Clube, faturou a prata em Tóquio, em 2021, e o bronze em Paris, em 2024. As duas líberos – Nyeme, no Minas, e Natinha, do Praia – também participaram da campanha do terceiro lugar na capital francesa.
Um caso curioso é o da central Carol Gattaz. Medalhista de prata em Tóquio, a jogadora se aposentou das quadras em março após lutar contra uma lesão no joelho. No entanto, ela pode se sagrar campeã da Superliga em caso de título do Praia Clube, já que entrou em quadra contra o Tijuca no duelo que marcou a despedida dela do esporte profissional.
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REUTERS/Annegret Hilse geRead More