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Eagle pede à Justiça suspensão do processo de recuperação judicial do Botafogo

Eagle pede à Justiça suspensão do processo de recuperação judicial do Botafogo

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A Eagle entrou com pedido na Justiça para tentar suspender o processo preparatório para recuperação judicial da SAF Botafogo. Em petição na segunda-feira, a empresa afirma que a 2ª Vara Empresarial da Capital – que deu decisão favorável ao Botafogo – “reconheceu a existência de uma conexão impossível” e processou cautelar preparatória “proposta em condições irregulares”.
A defesa da empresa, ligada à credora Ares, argumenta que o processo de recuperação judicial deve ser anulado sem resolução do mérito. A Eagle Bidco afirma que o pedido foi ajuizado contra a vontade da empresa, que é acionista majoritária, e sem autorização em assembleia; além disso, alega que não há urgência que justifique os pedidos do Botafogo e a antecipação dos efeitos do processo.
No documento, a Eagle cita ter vetado, na condição de acionista majoritária, o início do processo de recuperação judicial. Menciona também a disputa societária no âmbito do Tribunal Arbitral da Fundação Getúlio Vargas (FGV), que devolveu à Eagle os poderes políticos nesta segunda-feira.
— O efeito prático da medida é o verdadeiro sequestro da Companhia: algema-se o acionista controlador, passa-se a conduzir a gestão com antolhos e sepulta-se, por completo, o princípio majoritário que rege as relações societárias — diz trecho da petição, a que o ge teve acesso.
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John Textor foi afastado da SAF do Botafogo
Juan Mabromata/AFP
A empresa alega que o movimento preparatório para a recuperação judicial seria uma medida de John Textor – outrora gestor da SAF, hoje afastado do cargo – de manter a Eagle Bidco “completamente alijada (afastada) do controle que é seu de direito”. O Tribunal Arbitral, em decisão desta segunda-feira, disse que “não há dúvidas quanto à ilegalidade do ajuizamento” da medida cautelar pré-RJ.
— Ou seja, ao revés de reestruturar qualquer passivo da SAF Botafogo, a Cautelar foi proposta com o objetivo singular de manter o Sr. Textor e seus aliados artificialmente à frente da Companhia — em violação a decisões incisivas já proferidas no Procedimento Arbitral FGV 16/2025 (“Arbitragem”) — afirma a defesa da Eagle.
A Eagle Bidco, ligada à credora Ares, argumenta que a cautelar pré-RJ não busca conter investidas de credores que poderiam dilapidar o patrimônio da SAF. A partir da decisão favorável na Justiça, houve um congelamento nas conversas sobre dívidas, que não podem mais ser executadas – é o chamado “stay period”.
— (…) Inexiste, no momento, qualquer quadro de litigiosidade massiva, tampouco ameaça iminente ou concreta contra a SAF Botafogo. A própria agravada admite que a ameaça é meramente hipotética, sem perspectiva de concretização — diz.
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Textor quando ainda comandava o Botafogo
Vitor Silva / Botafogo
— Esse é o cenário estarrecedor em que este recurso é interposto. Tudo que já se determinou na Cautelar, apresentada há poucas semanas, é alienígena e dissociado de qualquer outro processo de insolvência regido pela LRF. Cabe a esse e. Tribunal, em observância à segurança jurídica, às instituições e aos investimentos realizados no País, de imediato, cassar os efeitos da r. Decisão Agravada e, ao final, reformá-la, para colocar fim a esse procedimento abusivo e artificial, movido tão somente com o objetivo de perpetuar a gestão da SAF Botafogo a pessoas conectadas ao Sr. Textor, que continua a abusar da Companhia como bem entende.
A empresa também alega que o ajuizamento do pedido foi tão grave que, poucos dias depois, o Tribunal Arbitral decidiu afastar Textor do comando.
No agravo, a defesa da Eagle Bidco acusa a SAF Botafogo de ter entrado com o pedido com intuito de suspender os direitos políticos da acionista; manter o quadro de governança de forma forçada; e conseguir autorização para contratar financiamento DIP (Debtor-In-Possession) oferecido por Textor, com garantia sobre as ações.
— Em outras palavras, a SAF Botafogo pretendeu, numa só canetada, obter os efeitos do stay period, suspender a atuação da controladora, manter artificialmente a atual administração e abrir caminho para financiamento oferecido por quem está no centro da disputa societária.
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