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Pilotos avaliam mudanças nas regras da F1: “Pequeno passo na direção certa”

Pilotos avaliam mudanças nas regras da F1: “Pequeno passo na direção certa”

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O GP de Miami de domingo (3) foi o primeiro a ser disputado após a Fórmula 1 anunciar mudanças nas regras para o restante do ano, com objetivo de amenizar as críticas relacionadas ao gerenciamento das baterias, às ultrapassagens tidas como “artificiais” e à segurança dos pilotos. Depois da prova, alguns dos principais nomes do grid opinaram sobre as alterações, e a maioria das análises seguiu uma linha semelhante: a de que foi dado um “pequeno passo” adiante.
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Entre as principais alterações estão a implementação de um teto na potência gerada pelo botão de boost, a redução da quantidade máxima de recarga da bateria em classificações e o aumento da potência máxima durante o superclipping (quando o carro passa a usar a parte elétrica do motor para carregar a bateria no fim da reta, mesmo que o piloto esteja acelerando).
Antonelli, Norris e Verstappen disputam liderança do GP de Miami
Brett Farmer/LAT Images
Para o brasileiro Gabriel Bortoleto, da Audi, a tentativa da Federação Internacional de Automobilismo (FIA) de corrigir as regras foi um acerto. Em entrevista ao ge depois da corrida, o brasileiro classificou as alterações como corretas.
– A corrida foi legal, avalio de forma positiva. Teve mais ultrapassagens, e também alguns momentos mais previsíveis. Acho que eles fizeram um pouco mais seguro. Ainda não muda completamente o regulamento, não é algo que você claramente vê, mas foi na direção certa. A gente tem que admitir quando eles fazem alguma coisa positiva e hoje foi uma delas – disse.
Outros pilotos seguiram a linha de que as mudanças representaram um “pequeno passo na direção certa”. É o caso de Charles Leclerc: o ferrarista classificou positivamente as alterações na classificação, mas não viu tantas mudanças em relação às batalhas na pista.
O mesmo termo foi utilizado por Kimi Antonelli – vencedor da corrida – e Lando Norris, segundo colocado. O italiano da Mercedes também aprovou as mudanças na classificação, mas ressaltou que as diferenças de velocidade entre os pilotos durante as disputas ainda são muito grandes – fator apontado como uma das causas para o forte acidente de Oliver Bearman, no GP do Japão.
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– A classificação parece melhor, mais natural. A corrida ainda está acirrada em termos de velocidade. Como eu disse, é impressionante. Você também precisa confiar no cara que está defendendo, porque também com essa aerodinâmica ativa, o carro é bem preguiçoso quando você quer mudar a direção. Você precisa pensar antes e confiar, assim como o cara que está defendendo. Foi um pequeno passo na direção certa – avaliou.
Oscar Piastri, da McLaren, manteve a linha de raciocínio dos adversários, mas ressaltou que teve pela primeira vez a experiência de ultrapassar e defender nesta temporada. O piloto australiano classificou a situação como “maluca” e foi mais um a citar que as diferenças de velocidade nas disputas seguem preocupando.
– Acho que reduzir o limite da recarga na classificação ajudou um pouco. Não corrigiu o problema ou todos os problemas, mas está ajudando em um – disse, acrescentando:
– As corridas são, basicamente, exatamente iguais, e acho que foi minha primeira experiência para valer de ultrapassar as pessoas e ter que defender, coisas assim. É bem maluco, para ser honesto. Em um momento, eu conseguia ver que o Russell estava um segundo atrás de mim e conseguia me ultrapassar no fim da reta. É um pouco aleatório. As diferenças de aproximação são enormes, e tentar antecipar isso como um piloto defendendo é incrivelmente difícil de fazer. Obviamente, não fiquei tão feliz com uma das manobras que o George (Russell) fez, mas eu me peguei quase fazendo a mesma manobra umas cinco voltas depois, porque a velocidade de aproximação é enorme – finalizou.
Leclerc perdeu 3ª posição para Piastri no final do GP de Miami
Andy Hone/LAT Images
E Max Verstappen?
O tetracampeão se mostrou um dos mais críticos ao novo regulamento da Fórmula 1, chegando a classificar a categoria como “Fórmula E com esteroides”. Além disso, afirmou que aqueles que estavam felizes com o novo regulamento não entendem de automobilismo. A insatisfação com as regras fez Verstappen declarar que estava considerando se aposentar da categoria.
Para piorar, a Red Bull vinha sofrendo com o mau desempenho e estava atrás até de equipes de meio de grid, como a Alpine. O time melhorou em Miami, e Verstappen conseguiu largar em segundo na prova de domingo. No entanto, nem mesmo a evolução no desempenho da escuderia austríaca fez Max mudar de ideia em relação ao regulamento deste ano.
– O que eu disse antes sobre as regras continua igual. Ainda não está como eu gostaria de ver. Quer dizer, elas ainda continuam te punindo. Quanto mais rápido você vai nas curvas, mais lento vai na próxima reta. Então não é assim que deveria ser. Pelo menos o meu carro está funcionando um pouco melhor, então é um pouco menos estressante de dirigir – afirmou.
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