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Safonov fez fama contra o Flamengo, mas já cobrava vaga: “Ficava p… quando não jogava”

Safonov fez fama contra o Flamengo, mas já cobrava vaga: “Ficava p… quando não jogava”

Vai Safonov! Vilão para rubronegros, herói para os rivais
O torcedor brasileiro conhece bem Safonov e sua toalha mágica (clique aqui e conheça a história da colinha). Muitos ficaram traumatizados com os quatro pênaltis defendidos diante do Flamengo. Outros, não menos numerosos, eternamente gratos. O russo de 27 anos, algoz dos rubro-negros, tem neste sábado a chance de gravar seu nome na história da competição mais almejada pelos europeus, e o ge conta como foi construída a consolidação dele no gol do PSG.
PSG e Arsenal decidem neste sábado, às 13h, em Budapeste, a final da Champions.
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PSG x Flamengo Matvey Safonov
getty
Safonov chegou a Paris em junho de 2024 e, num breve período em que substituiu Donnarumma, à época com lesões na rosto, deu seu cartão de visitas. Destacou-se contra o Lens em disputa de pênaltis ao fazer duas defesas e classificar o PSG à quarta fase da Copa da França. O bom desempenho, inclusive, fazia o russo cobrar a continuidade no gol parisiense em detrimento do astro italiano. Haja personalidade.
– É um cara supercompetitivo, já no ano anterior ele chegou para ser o reserva do Donnarumma, e ele ficava p… porque ele queria jogar. Não importava para ele que o Donnarumma fosse quase o melhor goleiro do mundo.
– Então é um cara que pressiona, e o Chevalier perdeu a confiança aos poucos. Por isso o Safonov hoje não levanta qualquer dúvida. Hoje ele é o titular, é uma peça fundamental desse time – afirmou o repórter Stephane Darmani, correspondente no Brasil do francês Canal + no Brasil.
“Goleiro atípico”
Hoje dono da posição, Safonov inicialmente demonstrou certa insegurança e um jeito peculiar de jogar. Logo entendeu-se com seus companheiros de defesa e estabeleceu uma química interessante com os titularíssimos da zaga Marquinhos e Pacho, algo que Chevalier perdera, segundo Darmani.
– É um goleiro um pouco atípico no seu estilo, nas suas saídas. No jogo aéreo acho que ele melhorou, mas ele no início não dava tanta segurança, e tem uma técnica própria de goleiro, que não é de nenhuma escola vamos dizer de goleiros conhecidas, mas é muito eficiente.
Safonov, goleiro do PSG, com o troféu de melhor do jogo na final da Copa Intercontinental contra o Flamengo
Reprodução/Instagram
– Parece que tem a confiança da sua defesa, isso é o mais importante, né? O Chevalier tinha perdido essa conexão com a sua defesa, com a dupla de zaga formada por Marquinhos e Pacho. Com Safonov, essa confiança foi restabelecida.
A chance contra o Flamengo, a mão quebrada e a conquista da titularidade
Safonov só jogou a partida que lhe rendeu fama mundial porque Chevalier, contratado por 40 milhões de euros, recuperava-se de lesão no tornozelo direito. E, para completar, o russo quebrou a mão esquerda na disputa de pênaltis em que não deu chances ao Flamengo. Chevalier voltou a ter sequência, mas a titularidade durou apenas seis jogos.
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O russo assumiu o posto dia 28 de janeiro, contra o Newcastle, e no duelo seguinte, contra o Strasbourg, pegou o quinto pênalti consecutivo. Os rubro-negros Saúl, Pedro, Léo Pereira e Luiz Araújo tinham sido suas vítimas anteriores.
Safonov passara na prova do Intercontinental contra o Flamengo, mostrara força em âmbito nacional diante do Strasbourg, mas faltava a ele uma atuação de almanaque na Champions. O fez nas quartas de final, contra o Liverpool. O PSG vencera por 2 a 0 o jogo de ida, no Parc des Princes, e os ingleses foram para cima em Anfield.
Fez defesa incrível ao evitar o que seria um gol contra de Marquinhos num tiro à queima-roupa, ainda no primeiro tempo, e parou bons chutes de Gakpo e Ngumoha quando o duelo estava em 0 a 0. Evitou qualquer brecha para o rival flertar com uma eventual reação. No fim, novo 2 a 0 para os franceses e classificação garantida.
Para o correspondente Stephane Darmani, o russo fez a torcida do Paris Saint-Germain esquecer Donnarumma contra os ingleses, e o jogo foi a cereja no bolo após a antológica atuação contra o Flamengo.
– Acho que com certeza o jogo do Flamengo pesou (para ser consolidar), sobretudo pelas defesas dos pênaltis, que é uma grande força dele. É um pegador de pênalti, isso talvez seja a maior força que ele tem nesses campeonatos aí de mata-mata. Mas depois desse jogo o Chevalier continuou titular. Até o final de janeiro. Então, a temporada recomeçou em janeiro com o Chevalier no gol, até porque ele custou 40 milhões de euros. Quando é assim você pensa duas vezes antes de tirar o teu goleiro, mas aos poucos o Safonov foi mostrando que merecia essa vaga.
– Contra o Liverpool foi o momento-chave, quando ele segurou o resultado e levou o PSG para a semifinal. Acho que foi nesse jogo a virada para ele, para a torcida realmente ter a certeza de que ele era o goleiro número 1 desse clube. E eles até esqueceram do Donnarumma. E aí desse jogo em diante ele só confirmou – opina Darmani.
Flamengo e Liverpool são páginas viradas, e o novo momento-chave de Safonov está marcado para sábado, às 13h (de Brasília), contra o Arsenal, quando o PSG tentará o bicampeonato da Champions League. Os franceses têm motivos de sobra para acreditar nos craques Dembélé, Kvaratskhelia, Vitinha, Doué e Nuno Mendes, mas se o sistema ofensivo não funcionar, o gelado russo é uma certeza de segurança debaixo das traves. geRead More