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A uma semana da Copa, seleção melhora no meio-campo, mas não encerra dúvidas

A uma semana da Copa, seleção melhora no meio-campo, mas não encerra dúvidas

No dia em que a recuperação de bola no campo ofensivo foi o grande armador de jogadas do Brasil, a vitória sobre o Egito trouxe notícias promissoras no primeiro tempo, mas também problemas e novas dúvidas. A uma semana da estreia, a formação da etapa inicial funcionou com bola, exibiu questões defensivas, mas pode ter se tornado defeituosa com a lesão de Wesley.
Os dois gols do Brasil surgiram a partir de recuperações no campo de ataque. O primeiro, com Bruno Guimarães interrompendo uma saída de bola egípcia e desarmando o lento Lasheen. O segundo, no que se convencionou chamar de pressão pós-perda: a seleção não concluiu um ataque, foi desarmada, mas rapidamente cercou os egípcios para ganhar novamente a bola, até Endrick desempatar. A pressão no campo de ataque funcionou especialmente nos minutos iniciais.
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O que não funcionava era o ritmo do Brasil. O time precipitava passes em profundidade, forçava jogadas, tinha pouca paciência. E quando se ataca mal, a tendência é defender mal, sofrer a cada perda de bola. Como o time permitia um combate individual entre Marquinhos e Ibañez contra Ziko e Marmoush, a sensação de risco com defensores expostos era clara, especialmente do capitão – Ibañez se saía melhor.
O panorama melhora quando o time começa a explorar o que tinha de melhor. Ao atacar, a ideia era ter Douglas Santos mais perto dos zagueiros, com Wesley abrindo campo no lado direito e Vinícius na esquerda. Pelo centro, Casemiro, Bruno Guimarães, Lucas Paquetá e Raphinha formavam um quarteto, com Igor Thiago de centroavante. Era uma espécie de 3-4-3 com bola, desenho que também podia ser interpretado como um 3-2-5.
O time começou a trocar passes pelo centro do campo de forma mais paciente, criando aproximações e oportunidades mais claras. Por pelo menos duas vezes, Igor Thiago ficou em ótimas condições, mas desperdiçou. Em termos táticos, a seleção parecia ter encontrado um bom ajuste.
Até que a lesão de Wesley impôs um novo problema. O jogador da Roma é um lateral com características mais ofensivas, capaz de fazer o papel de ala. Danilo, que entrou, tem outras virtudes, mas a seleção perdeu as jogadas de profundidade pelo setor direito. De todo modo, as jogadas pelo meio continuaram surgindo.
A segundo etapa, quando o placar se resolveu em novo gol surgido em uma pressão ofensiva, viu um Brasil menos envolvente quando enfrentava o Egito já posicionado atrás. O meio-campo teve um homem a menos, composto por Fabinho, Danilo e Matheus Cunha – a esta altura, Raphinha já fazia um trabalho de homem aberto na esquerda. O time não foi tão envolvente, mas foi defensivamente mais seguro.
O ponto de destaque foi o novo gol de Endrick, em mais um jogo em que o ex-palmeirense precisa de poucos minutos para fazer um gol pela seleção. O atacante deixa a sensação de um jogador pedindo passagem no ataque. No sábado, já com três pontos em jogo pela Copa do Mundo, saberemos que conclusões Ancelotti tirou da vitória em Cleveland. geRead More