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Análise: tão preocupante quanto perder é a facilidade com que a Ponte é derrotada

Análise: tão preocupante quanto perder é a facilidade com que a Ponte é derrotada

Márcio Zanardi precisou de apenas um jogo para ter uma amostra do tamanho do desafio que assumiu na Ponte Preta. A derrota por 3 a 0 para o Juventude, em Caxias do Sul, não representa uma conclusão sobre o trabalho do novo treinador. Foram apenas dois dias de preparação, com desfalques e diante de um adversário que já entrava em campo em vantagem. Mas escancarou um problema que vai além do nome à beira do gramado: tem sido cada vez mais fácil jogar contra a Ponte.
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O Juventude é um time mais estruturado em todos os aspectos. Tem salários em dia, estabilidade no departamento de futebol, um modelo de jogo consolidado e peças compatíveis com a Série B. A Ponte, hoje, ainda busca tudo isso.
Juventude x Ponte Preta; Série B
Fernando Alves
A diferença ficou evidente durante os 90 minutos. Em vários momentos, a partida pareceu um daqueles jogos de videogame disputados no nível mais fácil. O Juventude fez praticamente tudo o que quis. Abriu 2 a 0, teve um gol anulado pelo VAR em um lance de rigor extremo, desperdiçou um pênalti e ainda assim pouco foi ameaçado.
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No segundo tempo, a equipe gaúcha continuou controlando a posse de bola e chegou ao terceiro gol sem precisar aumentar muito a intensidade. Mais do que a superioridade técnica, chamou atenção a sensação de conforto. O Juventude cansou pouco, sofreu pouco e encontrou espaços em praticamente todos os setores do campo.
A exceção esteve novamente em Diogo Silva. O goleiro evitou um placar ainda mais elástico e segue como um dos poucos jogadores capazes de manter regularidade em meio ao cenário turbulento. Elvis também tenta assumir responsabilidades, mas ambos encontram dificuldades para mudar uma realidade que se repete rodada após rodada.
A estratégia de Zanardi era dar mais proteção defensiva à equipe. Não funcionou. A Ponte foi apática, teve dificuldades nos duelos individuais e viu jogadores como Palacios, Léo Gomes, Tárik, Brandão e David da Hora viverem uma noite muito abaixo. O próprio treinador resumiu a atuação ao cobrar mais atitude dos atletas.
MP comemora gol pelo Juventude contra a Ponte
Fernando Alves
O mais preocupante é que a Ponte Preta de 2026 parece especializada em destruir qualquer sinal de esperança. Era natural que a chegada de um novo treinador e a perspectiva de acordos financeiros criassem alguma expectativa no torcedor. Mas a equipe respondeu com mais uma atuação frágil.
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A derrota foi a nona em 13 jogos da Série B. São sete partidas sem vitória, sendo seis derrotas neste período. A equipe tem a pior defesa da competição, com 25 gols sofridos, e o terceiro pior ataque, com apenas 10 marcados.
Ainda há tempo para reagir. O campeonato está longe da metade e a permanência segue ao alcance. Mas Márcio Zanardi recebeu em Caxias do Sul uma dura apresentação da realidade. O desafio não é apenas fazer a Ponte voltar a vencer. É fazer com que os adversários voltem a sentir que enfrentar a equipe exige algum esforço.
Hoje, essa sensação simplesmente não existe. geRead More