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Análise tática da Bélgica na Copa de 2026: novos protagonistas num time mais agressivo

Análise tática da Bélgica na Copa de 2026: novos protagonistas num time mais agressivo

A Bélgica vai para a Copa do Mundo de 2026 sem a pressão de encantar ou vencer por conta da lendária “nova geração belga”. Muitos dos protagonistas que eliminaram o Brasil e foram 3º colocados na Copa do Mundo de 2018 estão no time, como Lukaku e De Bruyne. A equipe e o contexto não são o mesmo.
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De Bruyne com uniforme da Bélgica modelo 1986 feito em imagem feita por IA
Montagem feita por IA
Após a Eurocopa, a Bélgica decidiu mudar a forma de jogo e contratou Rudi Garcia como treinador. Os Diabos Vermelhos viraram um time mais direto, rápido e agressivo, que agora conta com um grande destaque e candidato a protagonista: Doku, ponta do Manchester City.
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Jogos da Bélgica na Copa do Mundo
Esquema tático e time base
O ponto de partida do time é um 4-2-3-1, com De Bruyne e Lukaku mais centralizados. O esquema é apenas o ponto inicial de uma série de movimentações que acontecem: Doku e Trossard mais fixos nos lados, Tielmans e Onana avançando mais e uma defesa um pouco mais compacta, que não sobe a marcação toda hora.
Bélgica joga num 4-2-3-1 que se defende num 4-4-2
Reprodução
O time titular conta com Courtois no gol; Castagne, Debast, Faes e De Cuyper na defesa, Onana e Tielemans como dupla de ataque e uma trinca de meias formada por Doku, De Bruy
Como inicia as jogadas?
A Bélgica inicia as jogadas através de algo chamado de “saída sustentada”. Funciona assim: o lateral do lado onde a bola está recua e o volante e meia central, no caso De Bruyne, vem buscar a bola e aproximar por aquele lado.
A ideia é ter jogadores próximos para ir tocando, chamar a marcação do adversário para cima e depois acionar os dois pontas.
Saída sustentada da Bélgica usa muito Onana e os laterais
Reprodução
Perceba que não é estático: o lateral pode avançar e Onana busca a bola pelo lado. A ideia aqui é fazer com que o ponto de destaque do time, o ataque, esteja posicionado no campo de ataque e receba a bola em condições de progredir e fazer bagunça lá na frente.
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Como ataca?
Por falar em bagunça, a Bélgica é um time ofensivo e que tem nas jogadas em profundidade seu ponto forte. No lado esquerdo, Doku é acionado com frequência. A conexão entre De Bruyne e ele é um dos pontos fortes do time.
No lado direito, Trossard é um pouco mais associativo, ou seja, busca tocar mais a bola do que partir para cima. Os dois são destaques no futebol inglês e fazem com Lukaku e De Bruyne um dos melhores quartetos ofensivos do time.
Doku é o ponta mais agressivo e busca jogadas de profundidade
Reprodução
De Bruyne vive momento de maturidade na seleção. Ele continua como o ponto central do time e funciona como grande armador e camisa 10. A mudança está na forma como chega no ataque: são menos chegadas, mas com mais qualidade e mais espaço.
Como defende?
Garcia abandonou qualquer ideia de uma defesa muito lá atrás, como Roberto Martinez faria em alguns momentos. O time sobe a marcação toda hora, fechando o jogo do oponente e buscando roubar a bola alto para entregar em velocidade ao ataque.
Bélgica sobe mais a pressão na saída de bola do adversário
Reprodução
Aqui vale um destaque: Amadou Onana. Ele acaba de ser campeão da Liga Europa pelo Aston Villa e é fundamental ao subir a marcação e fechar linhas de passe. Como primeiro volante, também ganhou qualidade e experiência ao pensar o jogo de trás.
O jeito de atacar esse time é roubar a bola pelo meio, nas costas de Onana e Tielmans. O amistoso contra o México mostrou isso: o time sofre quando seu primeiro volante está na frente, e contra equipes muito físicas ou com atacantes que buscam profundidade, o sistema ainda mostra fragilidade.
O grande destaque
Essa provavelmente não é a “last dance” de Kevin de Bruyne na seleção, mas é sua última chance de chegar na Copa do Mundo em condições físicas de impressionar e novamente fazer a diferença. Ele divide o protagonismo com Doku, Trossard e uma série de bons jogadores que giram em torno dele e o complementam.
De Bruyne em acação pelo Napoli contra o City
Reuters
Nada disso deve ser um problema num dos grupos mais fracos dessa Copa do Mundo:
A Bélgica joga contra Egito, Irã e Nova Zelândia. Deve passar tranquilo para a primeira fase, e quem sabe as oitavas. Sem muitas pressões e obrigações, mas com qualidade para fazer bonito como em outras Copas do Mundo.
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