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Aqui não haverá desculpas aceitáveis…

Aqui não haverá desculpas aceitáveis…

Na manhã deste domingo eu comentei com muita alegria para o Premiere o jogo da Série B do Brasileirão entre São Bernardo e Sport Recife. Deu 0 a 0. Pois eu afirmo, sem meia gota de ironia, com total pureza d’alma, que o duelo em São Bernardo do Campo foi muito mais bem jogado e interessante do que o Escócia 1 x 0 Haiti da noite de sábado. As suas seleções, próximas adversárias do Brasil de Carlo Ancelotti, maltrataram a bola com vontade, numa consequência inevitável de uma competição de países com 48 participantes. A Escócia jogou o que se espera, com força, bolas longas, centros na área e zero de criatividade. O Haiti até surpreendeu com saída de jogo, toque de bola no meio-campo, mas uma ingenuidade ofensiva de dar dó. O Brasil tem a obrigação de passar com sobras pelos dois, não haverá “muleta” plausível para qualquer situação diferente dessa.
Haiti 0 x 1 Escócia | Melhores momentos | 1ª rodada | Copa do Mundo FIFA 2026
A Escócia assumiu a liderança do grupo porque não teve um adversário à altura. É um time previsível, com somente quatro jogadores que, talvez, demandem uma atenção do ainda inconsistente sistema defensivo brasileiro. São eles: o lateral-esquerdo Robertson, excelente nos cruzamentos, que depois de brilhar por anos no Liverpool está de malas prontas para o Tottenham; no meio, McGinn fez o gol da vitória (meio aleatório, bate daqui, bate dali até entrar), sabe se desmarcar e marca bem; McTominay é o melhor do time, não à toa conquistou copas inglesas com o City e foi campeão italiano com o Napoli – carimba todas as bolas no meio, distribui bem o jogo e tenta ditar o ritmo do time – infelizmente para ele não há muito com quem dialogar; e na frente, Che Adams, do Torino, tem boa movimentação, algum talento e explora bem os espaços pelo lado – e os laterais brasileiros não inspiram confiança. Mas nada disso pode assustar o Brasil.
Muito menos o Haiti. Eu sempre acabo tendo um olhar mais complacente com equipes mais frágeis mas lutadoras. Ainda mais depois que a Fifa impediu o uso do uniforme com uma ilustração que remetia à importância das origens do povo e da independência do país. Mas com bola no pé, o que de melhor o time mostrou foi valentia. Não se intimidou com a Escócia e atacou quando pode. Ou, pelo menos, tentou atacar. Pierrot, 31 anos, é um centroavante de bom porte, não à toa já defendeu equipes dos Estados Unidos, Bélgica, Israel, Grécia e hoje joga no Caykur Rizespor, da Turquia. Fora ele, só Providence andou criando uma ou outra jogada.
Meu balanço desse jogo, 24 horas depois, é que Crystian Barletta, atacante do Sport Recife, seria titular tanto na Escócia quanto no Haiti. Isto posto, Danilo Santos, Endrik, Rayan e Luiz Henrique neles, seu Carletto! geRead More