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Argentina aposta na base da Copa do Mundo de 2022 e bate recorde de campeões repetidos

Argentina aposta na base da Copa do Mundo de 2022 e bate recorde de campeões repetidos

Raphael Sibilla atualiza as informações da Argentina para a Copa do Mundo de 2026
No futebol, dizem que não se deve mexer em time que está ganhando. O técnico Lionel Scaloni parece ter levado o conselho ao pé da letra. Em busca do tetracampeonato mundial, o argentino apostou na experiência, com 17 campeões do mundo no Catar, em 2022, convocados para a Copa de 2026 – 65% do grupo. Intencionalmente ou não, a Argentina acabou fazendo história: nenhuma outra seleção campeã repetiu tantos convocados no Mundial seguinte.
O recorde, em números absolutos, pertencia à Espanha: 16 jogadores da equipe que ganhou o Mundial da África do Sul em 2010 foram à Copa no Brasil. Como, na época, eram 23 inscritos, e não os 26 atuais, percentualmente a marca espanhola continua imbatível: 69% dos convocados tinham sido campeões quatro anos antes.
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Grzegorz Wajda/SOPA Images/LightRocket via Getty Images
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A aposta da Espanha pode deixar os argentinos preocupados, já que o resultado foi decepcionante: a então campeã mundial foi eliminada na primeira fase da Copa de 2014. Mas se a Argentina precisa de inspiração, pode buscar em seus maiores rivais. A seleção brasileira bicampeã mundial em 1962, no Chile, contava com 14 jogadores que tinham levantado a taça na Suécia, em 1958. No caso do Brasil, como apenas 22 jogadores eram convocados, os bicampeões respondiam por 64% do grupo, muito próximo da atual seleção argentina.
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Oito acima de 30, três abaixo de 25
Nas outras duas vezes em que foi campeã mundial, a Argentina não demonstrou tanto apego aos vencedores. A seleção da primeira conquista, na Copa disputada em casa, em 1978, até conseguiu emplacar 11 jogadores – metade do grupo – no Mundial da Espanha-1982, quando caiu na segunda fase. Já a Argentina de Diego Maradona, bicampeã na Copa do México-1986, só contou com sete jogadores – Diego entre eles, claro – na campanha do vice-campeonato na Itália-1990 (32% do elenco anterior).
A escolha de Scaloni pela experiência se reflete na idade média dos jogadores da Argentina nesta Copa: 28,6 anos. Praticamente um terço do grupo (oito jogadores) têm mais de 30 anos, dois deles com 38: o camisa 10 Lionel Messi – que fará 39 durante a Copa, no dia 24 de junho – e o zagueiro Nicolás Otamendi. Na outra ponta, apenas três convocados têm menos de 25: os meias Giuliano Simeone (23), Valentin Barco e Nico Paz (ambos com 21).
Às vésperas da estreia, a Argentina convive com diversos problemas físicos no grupo. Astro maior da seleção, Messi tem fadiga muscular e ainda não pode treinar com o grupo, assim como Nico Paz, Gonzalo Montiel, Nahuel Molina e Leandro Paredes. Nenhum deles está apto para disputar o amistoso de sábado, contra Honduras, e eles podem perder também o último teste, dia 9, contra a Islândia. Outra preocupação é o goleiro Emiliano Martínez, que se recupera de uma fratura em um dedo da mão direita.
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Paul ELLIS / AFP
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Revelações sem espaço
Revelações do futebol argentino que surgiram após a Copa do Catar não tiveram muito espaço no ciclo de preparação para 2026. O atacante Alejandro Garnacho, de 21 anos, chegou a disputar oito partidas, mas não convenceu – nem fez gol. E ainda perdeu prestígio também nos seus clubes, primeiro o Manchester United e, depois, o Chelsea.
O atacante de 18 anos Franco Mastantuono, que trocou o River Plate pelo Real Madrid em 2025, fez só quatro jogos pela seleção, também sem marcar. Outro prodígio que chamou a atenção nos últimos anos foi Claudio Echeverri, de 20 anos. Mas a revelação do River, contratado pelo Manchester City em 2024, ainda não ficou uma temporada sequer no time inglês, passou a ser seguidamente emprestado e nunca foi chamado por Scaloni para a seleção. Na defesa, Agustín Giay, lateral-direito de 22 anos do Palmeiras, até viajou com a equipe para ajudar nos treinos nos Estados Unidos, mas também teve poucas chances de brigar por uma vaga entre os 26.
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Agenda da Argentina
A Argentina está no Grupo J e estreia na Copa do Mundo no dia 16, às 22h (de Brasília), contra a Argélia. Depois, os argentinos pegam a Áustria no dia 22, às 14h (de Brasília), em Dallas, mesmo palco do terceiro jogo, contra a Jordânia (27/6), às 23h (de Brasília). geRead More