Colecionador impressiona com álbuns raros da Copa, pacotinhos fechados e item de até R$ 20 mil
Colecionador de Ribeirão Preto tem álbuns e figurinhas raras da Copa do Mundo
A paixão de Lucas Santilli pelas figurinhas da Copa do Mundo começou ainda na infância. O que era um hobby comum entre crianças virou uma coleção rara, com itens exclusivos, álbuns internacionais e figurinhas difíceis de encontrar até mesmo entre colecionadores experientes.
– Desde moleque fui incentivado pelo meu avô. Desde os meus seis, sete anos, ele incentivava, comprava figurinha, trocava – contou Lucas.
Lucas tem pacotes de figurinhas de edições passadas que nunca abriu
Fábio Junior/EPTV
+ Confira a tabela da fase de grupos da Copa do Mundo 2026
+ Veja todas as convocações para a Copa do Mundo 2026
Morador de Ribeirão Preto (SP), o empresário transformou o colecionismo em algo muito além de completar álbuns. Hoje, ele possui exemplares considerados raros no mercado internacional e admite já ter investido alto para conseguir algumas peças.
– A maior loucura? Ah, gastar muito dinheiro (risos). Às vezes nem eu acreditava que eu gastei tanto dinheiro em uma figurinha. Teve figurinha que eu cheguei a pagar R$ 500, R$ 600.
Lucas coleciona álbuns e figurinhas da Copa do Mundo desde criança
Fábio Junior/EPTV
+ 🔍 Adicione o ge nas suas fontes favoritas do Google
Álbuns exclusivos e importados
Entre os itens mais valiosos da coleção estão versões especiais dos álbuns oficiais da Copa, consideradas premium para Panini, empresa responsável pela confecção dos livros e das figurinhas.
– Desde 2010, a Fifa lança uma edição exclusiva lá na Suíça, por conta da sede da Fifa ser lá. Então é uma versão “premium”. Aqui eu tenho a de 2014 já completa, com as figurinhas soltas para colar, e o álbum vazio – explicou.
Lucas também guarda raridades da Copa do Mundo de 1998, disputada na França. O álbum possui figurinhas que não chegaram às versões comercializadas em outros países por questões de direitos de imagem.
– A beleza dessa coleção não está nem nas figurinhas comuns, porque elas são iguais às nacionais. O álbum se encerra na Jamaica. Mas nós temos, além da coleção normal, mais três jogadores ingleses originais. Eles não saíram tanto nas versões nacionais quanto europeias por direitos de imagem.
Atualmente, Lucas tem uma loja de colecionáveis e de troca de figurinhas
Fábio Junior/EPTV
Outro destaque é um conjunto especial com figurinhas da seleção campeã mundial daquele ano, lançadas apenas após o título da França.
– Foi lançado só na França. Então é um adendo bem bacana para a coleção também – disse o colecionador.
Grande parte dos itens, Lucas conseguiu por meio de contatos internacionais.
– Foi importando. Eu tenho alguns contatos na Europa e consegui eles só com importação mesmo.
Evento em Ribeirão Preto reúne fãs de álbum de figurinhas e futebol de botão
Coleção rara da Copa do Catar
A coleção também inclui figurinhas especiais da Copa do Mundo do Catar, em 2022, com bordas coloridas e comercializadas exclusivamente nos Estados Unidos. Segundo Lucas, poucas pessoas no Brasil conseguiram completar essa coleção.
– Estima-se que cerca de dez pessoas no país tenham essas coleções completas.
A coleção conta com figurinhas do álbum especial da Copa do Mundo de 2022, vendido nos Estados Unidos
Fábio Junior/EPTV
Por conta da raridade, o valor do conjunto pode chegar a cifras bem elevadas.
– Se alguém quisesse comprar, ela é estimada em torno de R$ 15 a 20 mil um set desse completo.
Pacotinhos fechados e amizades pelo mundo
Além das figurinhas, Lucas coleciona envelopes fechados de diferentes edições do mundial. E garante que não pretende abrir nenhum deles.
– É uma coleção diferente. Muita gente fala: “Você coleciona envelope fechado? Como é que você não abre?”. Mas é aí que está a grande beleza da coisa. Você manter eles fechados e ter essa incógnita do que tem dentro.
Na coleção, Lucas tem caixas de pacotes de figurinhas lacradas
Fábio Junior/EPTV
O hobby ficou tão sério que o empresário chegou a abrir uma loja voltada a colecionáveis e troca de figurinhas. Ainda assim, ele garante que o principal valor da coleção não está no dinheiro.
– O que eu mais acho bacana do colecionismo é a amizade (…) Tenho pessoas na Indonésia que eu tenho amizade. Tenho pessoas nos Estados Unidos, no Canadá, na Ásia. Então acho que a principal beleza do colecionismo está justamente em unir pessoas diferentes, que nunca se conheceriam, por conta de uma paixão – concluiu.
Confira notícias de Ribeirão Preto e região geRead More


